: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som |  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Ore Conosco
Galeria de Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Vamos conhecer a Bíblia | MAIO

EVANGELHO DE MATEUS


Mensagem Teológica
Seguem-se alguns temas em destaque.
A árvore genealógica apresenta três séries de 14 nomes que é explicada através do simbolismo numérico: em hebraico as consoantes equivalem a números, assim o nome David seria igual a 14 pois D=4 v=6 d=4 total 14. Ao colocar três vezes 14 quer o autor dizer que Jesus não só é descendente de Davi mas é três vezes o rei, tido como modelo de rei. Dizer três vezes corresponde ao nosso superlativo: o melhor, o mais. Um outro exemplo é dizer que Deus é santo,santo ,santo ou seja o mais santo dos santos.

Nesta mesma árvore Mateus apresenta o nome de quatro mulheres, coisa que não era habitual. São elas: Raab (prostituta de Jericó, Js 2) Tamar uma cananéia pouco honesta (que ficou grávida do sogro, Gn 38) Rute uma moabita (Rt 1-4) e Betsabeia uma hitita mulher de Urias (que cometeu adultério com Davi, 2 Sm11) São elas estrangeiras e pecadoras; ele quer dizer que a salvação é para todos e não apenas para os filhos de Israel.
Reforçando esta tese ele utiliza a visita dos Magos para confirmar a abertura do cristianismo aos gentios. Herodes e Jerusalém com ele não reconhecem o Messias e até Mandam matá-lo. Já os Magos, estrangeiros , símbolo das nações pagãs, orientados pelos próprios judeus, o reconhecem e o adoram, inaugurando uma religião aberta a todos os povos.

A narração da infância não é uma série de episódios destinados a comover, mas um prólogo teológico, que resume todo o Evangelho. Através da infância de Jesus, Mateus faz pressentir como se realizará sua missão: querem matá-lo... escapa da morte...os judeus os ignoram. Os pagãos se prostrarão diante dele.

A rejeição dos judeus e o sofrimento de Jesus na sua paixão e morte não constituem uma frustração do plano divino de salvação, mas pelo contrário, estava anunciado pelos profetas do Antigo Testamento.

A fé dos gentios vai aparecer não só através dos Magos (2,11) mas também no centurião de Cafarnaum (8,10) que tem uma fé enorme e no centurião romano no Calvário que diz "de fato este era Filho de Deus" .

Entretanto no julgamento de Jesus (27,25) o povo responde: "que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos". Jesus veio inicialmente para as ovelhas perdidas da casa de Israel, mas alguns não o aceitam e são responsáveis pela sua cegueira e teimosia, Israel recusa Jesus: 23,37 "e não o quiseste". No momento em que Israel assume uma atitude de obstinação os dons de Deus não são retirados mas transferidos para o "Novo Israel", a comunidade salvífica, isto é a Igreja de Cristo. O universalismo ilimitado constitui um dos pontos cardeais da Teologia de Mateus.

Este Evangelho é chamado do Evangelho do Reino, pois este ocupa um lugar central no livro, sendo falado por 51 vezes, quase sempre com a expressão Reino dos Céus, devido ao costume judaico de evitar, por respeito, o uso do nome de Deus. Jesus o anuncia em primeiro lugar a Israel que o rechaça desde o seu nascimento na figura de Herodes e Jerusalém.
O Reino de Deus inicia-se com a chegada de Jesus, pois ele vem instaurar esse Reino. O plano divino primitivo, ao criar a humanidade foi quebrado pelo pecado do homem. O seu restabelecimento dá-se por uma nova intervenção divina levada a cabo pela obra redentora de Jesus, através da intervenção soberana e misericordiosa de Deus na vida do povo para o salvar, libertando-o da escravidão do pecado, do demônio e da morte eterna.

Entre a primeira vinda de Cristo na encarnação e a segunda vinda (Parusia), neste tempo intermediário o reinado de Deus se estende sobre a terra com avanços e retrocessos parciais. Neste tempo desenvolve-se a Igreja. Só com a segunda vinda será instaurado e consumado na sua plenitude o Reino de Deus.
A vinda do Reino é objeto da proclamação de João Batista, de Jesus, dos doze, da Boa Nova, da oração dos discípulos (cap. 3-4 e 9 10). É uma realidade esperada e ao mesmo tempo presente. Ele já veio a terra e torna-se visível na vida de Jesus e também na do povo messiânico, é a Igreja fundada e convocado por Ele.

A Igreja é a culminação transcendente do antigo povo de Deus ou Israel e é a continuadora legítima do Israel histórico. Ela não é um "novo Israel" mas o verdadeiro Israel. A Igreja é o começo visível do Reino definitivo e perfeito de Deus nos céus, a que todos são chamados, mas só serão finalmente escolhidos se tiverem respondido com generosidade e fidelidade ao chamamento divino. O Reino será dado como herança aos que acolherem o Filho do Homem com fé e amor na pessoa dos pequeninos.

O Reino de Deus é, por si só, o que dá sentido à Igreja. Ela consta de judeus e pagãos convertidos (28,16-20) "todas as nações da terra serão discípulos" e (8,11) " muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa do Reino dos Céus."
O termo Igreja só ocorre em Mateus três vezes em 16,18 e 18,17 (duas vezes) dentro dos escritos evangélicos. Ele é o único a mencionar o primado de Pedro (16,13-20) a quem dedica especial reverencia com episódios próprios: 14,28-32 Pedro anda sobre as águas; 16,17-19 " sobre esta pedra edificarei a minha Igreja" e 17,24-27 tributo pago por Jesus a Pedro.

Mesmo quando não usa a palavra Igreja ela se encontra latente no pano de fundo da escrita. Ela está insinuada nas parábolas do Reino e está de algum modo esboçada no discurso eclesiástico do cap. 18 e é apresentada como figura e símbolo em alguns, como no barco de Pedro na tempestade acalmada (8,23-27), insinuada com o novo e verdadeiro Israel na parábola dos vinhateiros homicidas (21,33-45) e finalmente no episódio do mandato missionário do final do Evangelho anuncia-se a sua missão de ser constituída como instrumento universal de salvação.

Jesus limitou a Israel a missão que lhe cabia desempenhar durante a sua vida terrena, cônscio de que um ato do poder de Deus introduziria os gentios no Reino. Após a ressurreição o próprio Jesus irá às nações na pessoa de seus mensageiros e os trará ao Reino. Quando ordena que façam todas as nações se tornarem seus discípulos 28,19, significa que Deus não limita mais a Israel a sua graça salvadora, mas volve a sua misericórdia a todo o mundo gentio. Aos olhos de Mateus se fundem os discípulos e a comunidade (Igreja).

A Igreja é uma realidade sociológica centralizada em Deus, com Jesus como seu modelo. Jesus esta sempre presente no meio de sua Igreja 28,20 conforme o prometido. Ele está com seus seguidores, presente nos seus missionários 10,40, em todos os que estão em necessidade 25,35-45, em todos os que são recebidos em seu nome 18,5 e na assembléia 18,20.

Em Mt 28,18-20 atribui-se a Jesus a função de Javé no Antigo Testamento. Tem a soberania universal e promete ser o Senhor que ampara em todos os momentos: "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou Eu no meio deles."

Dirigindo-se a judeus convertidos Mateus procurou apresentar a doutrina de modo especialmente significativo para os hebreus de modo que eles compreendessem e aceitassem Jesus como Messias. É comum a fórmula "Isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelos profetas" (1,22; 2,15.17.23; 4,14 etc)

Mateus mostra que Jesus é maior que Moisés, Davi, Salomão, o Templo e a Lei. Jesus é a realização do Antigo Testamento, o fim do Antigo Testamento e o julgamento sobre o Antigo Testamento.

Em Mateus, Jesus explica o Reino de Deus em cinco discursos, ora se dirige às multidões (3) ora aos doze (2) e ora aos discípulos (4 e 5). Os fundamentos do Reino estão nos cap. 5 e 7, as normas para ser proclamado pelos missionários no cap. 10, a sua natureza exposta por meio de parábolas no cap. 13, as condições da comunidade no cap. 18 e a sua consumação no fim dos tempos nos cap. 24 e 25.

O Sermão da Montanha é um programa de vida, pois reúne o ensinamento de Jesus, indicando a seus seguidores como se deve viver não simplesmente em conformidade com uma série de normas mas revolucionando por dentro a própria atitude e a própria mentalidade. O extraordinário é que Ele deu ao homem a capacidade de viver este ideal aparentemente impossível.

Neste sermão a Lei é re-interpretada por Jesus. Como vemos nas antíteses que destacam a oposição entre a tradição e a palavra de Cristo "Ouvistes que foi dito... Eu, porém, vos digo..." cap. 5, 21-22.27-28.31-32.33-34.38-39.43-44, que revelam a vontade nova e absoluta de Deus. Ao colocar o discurso na montanha, Mateus faz uma evocação proposital da primeira revelação da Lei no Monte Sinai (Horeb). Lucas o coloca num lugar plano.

Moisés encarna o papel do mediador da lei, do condutor do povo das agruras do exílio para a terra da liberdade pelas provações do deserto. Jesus realiza o projeto de libertação. Ele não é somente um novo Moisés, mas maior que Moisés.
(Continua na próxima edição)

Jane do Tércio
 
VEJA NESTE MÊS DE MAIO/2002:

- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08
- Página 09
- Página 10
 
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
Ore Conosco
cf2008

No Próximo mês haverá eleições. Como você escolhe seu canditado?
Simpatia pessoal.
Indicação de um amigo.
Conhece sua vida e sabe o conhece o seu procedimento.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores
JAN FEV MAR
ABR JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ

ABR MAI JUN
JUL AGO SET
OUT NOV DEZ
JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário