Meus queridos irmãos e irmãs, eis nos aqui, outra vez com as nossas notícias paroquiais.
Podemos considerar Maria, como a estrela do mês de maio que a Igreja tradicionalmente, dedica à Mãe de Deus e nossa mãe. Nós somos convidados a conhecer mais de perto, segundo a revelação bíblica, quem é esta mulher que Deus escolheu, desde toda eternidade para ser a mãe de seu filho Jesus e nossa mãe protetora e intercessora.
Figuras masculinas e femininas precedem à aparição de Maria no Antigo Testamento: Abraão, Moisés, Miriam, Rute, Judite, Ester e outras, são ao mesmo tempo imagens de homens e mulheres individuais e imagens de um povo. Através de suas ações se revela a força de Deus que salva seu povo e a resistência desse mesmo povo, missão de pessoas escolhidas, com carisma especiais.
São Paulo, em Gl 4,1-7, nos diz: que “na plenitude dos tempos, Deus envia seu Filho, nascido de mulher”. A teologia deste versículo paulino oferece, na figura da mulher que dá à luz o Filho de Deus na plenitude dos tempos, a convergência entre escatologia e história, antropologia e teologia.
Maria nos ensina com exemplos e palavras a tomarmos consciência da nossa missão cristã, Maria, símbolo é representante do povo de Deus, ela é a nova Arca da Aliança, a morada de Deus, o lugar da sua habitação, o lugar onde pode ser encontrado e amado.
A visita de Maria à Isabel (Lc1,40-45) é o encontro do velho com o novo, e o povo de Deus a reconhece e ela é proclamada como a “ bendita entre todas as mulheres.” Já o canto do Magnificat (Lc 1.46-55) é um canto de guerra, do combate de Deus travado na história humana, combate pela instauração de um mundo de relação igualitária, de respeito profundo a cada ser humano, no qual habita a divindade. Portanto, o canto de Maria é o “programa do Reino de Deus”, assim como o é o programa de Jesus lido na sinagoga de Nazaré ( Lc4,16-21); já a profecia de Simeão nos mostra com muita clareza, que os que lutam pelo Reino de Deus são marcados pela perseguição e pelo sofrimento, em outras palavras, a exemplo de nossa mãe, “uma espada transpassará o vosso coração”. (Lc2,34-35 e Lc 2,48-49), mas o Senhor estará sempre conosco, Ele jamais nos abandonará.
Meus amados irmãos (ãs), no mês de maio temos várias datas litúrgicas importantes, destacamos: Ascensão do Senhor, Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi, enfim temos tantas oportunidades para crescermos espiritualmente e para nos aproximarmos mais do Senhor, e assim, partirmos, nós também para a nossa missão cristã que é evangelizar e multiplicar cada vez mais os anunciadores do Reino.
A festa de Corpus Christi é uma festa do Corpo de Cristo. É uma data adotada na Igreja Católica para comemorar a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia, pela mudança da substância do pão e do vinho na de seu corpo e de seu sangue. A origem da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XII, foi instituída pelo Papa Urbano IV, com a Bula “ Transiturus” no dia 11 de agosto de 1264.
A solenidade de Corpus Christi nos reporta à Quinta-feira Santa, em que durante a última Ceia: “Tomai, isto é o meu corpo... isto é o meu sangue” ( Mc 14,22); aqui temos o pão que se torna o corpo de Jesus. A Eucaristia é o sacramento da nova e eterna aliança e com estas palavras, Cristo leva o cumprimento da longa pedagogia dos ritos antigos, cumprindo-se todas as manifestações do amor de Deus por nós. Jesus, também se dá por nós como “o pão da vida, o pão do céu”. Toda a Igreja de Deus se alimenta deste pão: bispos, padres, religiosos (as), leigos consagrados e todos os batizados. Da Eucaristia vivem, sobretudo, todas as famílias cristãs (católicas). Portanto, meus amados (as) irmãos em Cristo: o corpo de Cristo: o pão espiritual é a esperança do povo de Deus, fortalece a nossa comunhão com a Igreja celeste. A Eucaristia é um pedaço do Paraíso em nossa vida, que abre e penetra as nuvens da nossa história tão conturbada pelos sofrimentos, e assim somente Jesus “pão do céu” torna mais fácil enfrentarmos os percalços que a vida nos assegura; portanto, meus amados irmãos, a Eucaristia lança luz sobre nosso caminho muitas vezes escuro por causa de nossos pecados.
Meus amados irmãos (ãs), aproveitemos destas solenidades para o nosso crescimento humano-espiritual, para que fortalecidos pelo “pão da vida” continuemos com amor a missão que o Senhor nos confiou e sempre invoquemos o Nosso Senhor dizendo:
Ó Jesus, filho de Maria, ó doce Jesus! Ó Jesus piedoso! Ajude-nos em nossa caminhada cristã, Amém.
Meu abraço e minha bênção sacerdotal
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP |