Meus queridos irmãos e irmãs, novamente com as nossas notícias paroquiais.
Em primeiro lugar minhas mais sinceras saudações, com minha bênção sacerdotal. Quero lhes manifestar meu afeto e admiração por vocês fazerem parte de nossa amada Paróquia.
É, meus queridos, estamos entrando em um mês mariano, dedicado à Maria Santíssima. A revelação bíblica nos convida a conhecer melhor quem é esta mulher que Deus escolheu desde toda eternidade para ser a mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Na Sagrada Escritura, existem algumas figuras masculinas e femininas que precedem a aparição de Maria no Antigo Testamento: Abraão, Moisés, Miriam, Ana, Ruth, Judite, Ester e outras que são, ao mesmo tempo imagens de homens e mulheres individuais e de um povo. Através da sua ação se revela a força de Deus que salva seu povo através do seu imenso amor de Pai. É este amor que torna isto possível, através do sim obediente de cada homem.
São Paulo nos diz: "Que na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho nascido de uma mulher" ( Gl 4, 1-4) . Este versículo paulino nos mostra que é na figura da mulher que dá à luz ao Filho de Deus na plenitude dos tempos, a convergência entre Escatologia e História, Antropologia e Teologia. A partir daí não há mais lugar para o antropocentrismo ou dualismo de qualquer espécie, senão que todo reducionismo antropológico ou teológico cede seu lugar à confissão de fé de que o Verbo se fez carne e habitou no meio de nós...
É graças ao fiat de Maria, e ao seu amor ao plano de Deus que ela aceita sem questionar. Simplesmente Maria diz: "Faça-se em mim segundo a tua vontade!...( Lc 1,26-38). Maria é exemplo cristão, de servidora, a visita de Maria à Isabel mostra-nos nossa mãe a serviço dos pobres ( Lc 1, 39...); ela também atua no campo político e religioso, como no Magnificat, quando ela exclama: " Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador..." ( Lc 1, 46-56). Outro exemplo de mãe envolvida na vida de seus filhos, ela se apresenta como mãe zelosa e atenta às necessidades de cada um de nós, quando nas Bodas de Caná ( Jo 2, 1-11), Jesus realiza, por sua intercessão, o primeiro de seus milagres transformando a água em vinho. A fé de Maria gesta e dá à luz a fé e inaugura nossa era messiânica , o tempo do novo povo da comunidade do Reino, onde a pobre e desprezada Caná da Galiléia é escolhida para ser o lugar da manifestação da Glória de Deus.
No segundo domingo de maio temos também o dia de nossas mães heróicas, que a exemplo de Maria, também amam com amor de gratuidade. É lamentável saber que tantos filhos não sabem valorizar suas mães. É uma pena que para muitos, elas só sejam lembradas por uma data de calendário. Não devemos lembrar das nossas mães, usando presentes para esquecer as dores que lhes causamos com as nossas indelicadezas e às vezes com os nossos desprezos. Mãe, ao meu ver, é o retrato de Maria no coração de toda família. Mãe, mulher que chora e ri ao mesmo tempo, quando são fortes, são mais dóceis do que quando são fracas, e mais fortes do que um leão.
Meus queridos irmãos, graves são as nossas culpas e se elas pesam na balança da justiça de Deus e provocam os seus justos castigos, sabemos, por outro lado que o Senhor é o "Pai da Misericórdia e o Deus de toda consolação" (2Cor 1,3), e que Maria Santíssima foi constituída administradora e dispensadora generosa dos tesouros de sua misericórdia. Ela que experimentou as penas e as tribulações da terra, o cansaço do trabalho de cada dia, as dores do Calvário, venha em socorro das necessidades das mães, em especial dos pais e filhos de nossa Paróquia, abençoe-nos ó Mãe, nos dê a sua paz e conceda-nos a graça da sua proteção. Que nossa mãe afaste de nós os desvarios do egoísmo e ilumine nossa vida.
Queridas Mães paroquianas de todas as classes, cores e de todos os jeitos, Deus lhes abençoe e aceitem meu abraço fraterno com minha bênção sacerdotal.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP |