Caro leitor, temos, no dia 20 de maio, o 41° Dia Mundial das Comunicações com o tema: "As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação". A data coincide com o Domingo da Ascensão do Senhor, quando a Igreja é enviada para anunciar o Evangelho a toda criatura. O Dia Mundial das Comunicações foi criado durante o Concílio Vaticano II (1962 a 1965), através do decreto Inter Mirífica, sobre os Meios de Comunicação Social.
O tema para o Dia Mundial das Comunicações deste ano é desafiador, pois vai além da Mídia. Aborda as crianças e a educação. A educação é um tipo de comunicação e visa formar integralmente a pessoa humana. Diz o papa na mensagem para esse dia:
"Formar-se no uso apropriado dos meios de comunicação social é essencial para o desenvolvimento cultural, moral e espiritual das crianças".
Entender a Mídia agindo sobre as crianças nos remete para uma reflexão mais ampla. Vemos que o cotidiano das pessoas passa pela comunicação que desencadeia em nós um processo que constantemente nos modifica. Podemos reagir com senso crítico, 'filtrando' o conteúdo antes de assimilar, ou simplesmente, somos 'massificados' e, ingenuamente, deixamo-nos guiar por estratégias que os dirigentes da comunicação nos propõem.
Com freqüência, analisamos os Meios de Comunicação com pressupostos maniqueístas, doutrina do bem e do mal.
Aprovamos os conteúdos que nos agradam ou reprovamos, conforme nossa mentalidade ou preconceitos. O mais importante: pela comunicação a cultura (modo de viver) vai se modificando.
O desenvolvimento tecnológico, usado na comunicação, tornou possível o fenômeno da Globalização que temos hoje. Temos acesso às informações em tempo real, de qualquer parte do planeta. Não significa que o homem deu passos na direção da verdadeira humanização.
O desafio para os tempos de agora: a humanidade ter a inteligência para compreender que vivemos em um planeta global, onde todos os povos têm de ser respeitados, em sua maneira de ser, em sua cultura, em sua forma, em seus valores. A compreensão dessa nova realidade nos estimula a superar viver nos guetos, com permanentes conflitos que não acabarão, devido à intolerância na convivência entre os povos.
Somos convidados a pensar. O instrumento da globalização entre os povos não é a força, mas o direito que nos leva a compreender que somos cidadãos globalizados. A comunicação pode servir à conquista da verdadeira cidadania.
Pe. Luís Rodrigues batista, C.SS.R
Da Revista de Aparecida
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