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Padre Pinto
Bem amigos do Loreto, hoje, contrariando as orientações
de um grande amigo e leitor, vou falar sério. Esse assunto
tinha tudo para cair logo no esquecimento, mas um artigo que li
num certo jornal, me levou a refletir sobre o tema.
Estou falando da celeuma criada pelo padre Pinto, da Bahia, aquele
que dançou com fantasias ao celebrar uma missa no início
do ano. Hoje leio que ele foi suspenso de suas atividades pela Igreja
e continua a dar declarações pessoais contra a instituição.
Na boa, eu vejo a Igreja Católica como uma grande instituição,
que tem até umas decisões polêmicas, mas uma
coisa não se pode negar, tem atitude. Ou seja, o que está
determinado tem que ser cumprido. Para alguns, determinadas coisas
podem ser doideiras, mas é assim a regra do jogo, ninguém
se torna padre por obrigação e também ninguém
é obrigado a continuar num lugar onde não se sente
bem, mas se as regras existem, é para serem cumpridas.
Normalmente os meios de comunicação criam manchetes
sensacionalistas sobre o assunto, a Globo faz uma festa no Fantástico
colocando a matéria no ar ao vivo e dando aquele destaque,
mas convenhamos, se o William Bonner resolvesse apresentar o Jornal
Nacional vestido de baiana, a direção da Globo permitiria?
Se Fátima Bernardes decidisse fazer um "striper"
tirando uma peça de roupa a cada notícia lida, iría
pegar bem?
Pois então, se eles quiserem fazer modificações
no visual terão que ter a autorização da direção
da empresa, jamais o farão por vontade própria e se
o fizerem, à revelia, com certeza, serão retirados
do programa. Da mesma forma um militar quando ingressa na carreira,
assume a responsabilidade de cumprir as determinações
do regimento interno de sua corporação. Já
pensou um comandante militar na parada de sete de setembro, em pleno
desfile, aparecer vestido de "Drag Qüem" circulando
com patins "on-line"? Pois é, se ele quiser encarar
uma dessas, terá que se desligar e abandonar a carreira escolhida.
Com os padres não é diferente, quando estão
no seminário eles ficam sabendo exatamente como serão
as regras da instituição que estão abraçando,
se alguma coisa não lhes agrada, troque de carreira e siga
outro rumo, o que não se pode é ver a instituição
Igreja ser ofendida. Nada contra fantasias e folclore, mas tudo
tem seu lugar. Algumas posições da Igreja podem até
ser discutidas e negociadas, o Papa João Paulo II fez muito
isso, mas é preciso guardar as devidas proporções.
Fazer campanha contra a Igreja só porque não conseguiu
realizar as suas modificações é brincar com
a verdade. Mesmo nós, leigos, temos as nossas obrigações,
não somos fiscalizados por isso, mas quando nossas atitudes
ofendem ou perturbam o que está sendo feito, não é
a Igreja que tem que mudar e sim nós.
Todos temos o livre arbítrio de fazer o que achamos melhor
para nós mesmos, se as regras de ser católico o incomodam,
isso é um problema particular seu, mas daí exigir
mudanças na Igreja para se adaptar a você, fica difícil.
O que me chateia mesmo é o fato de coisas assim, tão
particulares, se tornarem notícias nacionais, como se a igreja
fosse um clube de futebol onde as regras oscilam conforme a vontade
da torcida.
Torço para que este padre ponha a cabeça no lugar
e reconheça que não é assim que a banda toca,
é preciso ter muita calma nessa hora. A igreja vai continuar
com ou sem ele e principalmente o Cristo vai continuar pedindo respeito
sempre.
P.S. Ia me esquecendo. Feliz dia das Mães, principalmente
para a mais nova mãe da paróquia, a Claudia do Betinho,
filho da Neli e do saudoso Alberto.
P.S. do P.S. Laura é o nome dela e veio para crescer linda
e maravilhosa e assim o pai Betinho, dará a tão esperada
forra.
Quero ver quando os futuros Carlões ficarem rodeando a menina.
Deus abençoe toda a família, a paróquia está
de braços abertos para recebê-la.
PAULO SOBRINHO E SOLANGE
loretando@oi.com.br
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