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Editorial |MAIO

Meus queridos irmãos e irmãs

Mais uma vez, nos encontramos, em primeiro lugar, para agradecer a Deus pela nossa linda Semana Santa; creio que ela foi santa mesma. É sempre muito prazeroso olhar a multidão dos fiéis reunida "num só coração e numa só alma", acompanhando e vivendo cada momento dos sofrimentos e vitórias do Senhor.

Acredito que Deus derramou muitas bênçãos sobre a nossa comunidade. É uma grande alegria, quando vemos a igreja repleta, desde o Domingo de Ramos até o Domingo de Páscoa, é mais que uma bênção!

Na procissão do Senhor dos Passos, vimos a multidão do povo de Deus cantando e testemunhando o amor do Senhor. Na Vigília Pascal, no Domingo de Páscoa e em todas as missas sentimos a plenitude dos corações ressuscitados, de causar "inveja" a qualquer comunidade desanimada! Apesar das nossas fraquezas, ainda somos apaixonados por Jesus. Que bom! Apesar do materialismo o povo ainda tem sede de Deus. Rezo ao Pai do Céu para que continuemos assim, envolvidos na missão e comprometidos com a nossa salvação e dos nossos irmãos.

Neste mês de maio, meditaremos também, o caminho da Santa Mãe de Deus, que nos ensina a caminharmos como cristãos fortes e determinados, mesmo diante das provações e dos sofrimentos da vida a que muitas vezes somos submetidos.
Quando passamos pelo sofrimento é comum ouvirmos dizer: Deus que não me ama, me abandonou; no entanto, Maria, nos dá o exemplo: no seu encontro com Simeão no Templo, a Mãe de Deus é informada que uma espada de dor trespassará o seu coração. Sensível, ela não se resigna, mulher forte acompanha seu filho e no caminho do Calvário ela vai ao seu encontro. “Ele era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos caso nenhum dele. E, no entanto, eram as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores ele carregava” (Is 53,3-5). É justamente nesta hora que Maria se lembra da espada de Simeão, quando ela assiste a agonia de seu Filho, em meio a dores lancinantes, mesmo assim ela não se prosta permanece de pé (Jo 19,25). Nossa mãe oferece ao Pai o seu Filho (Jo 19,26).
Nesta hora da dor e da agonia Maria é elevada à posição de 2ª Eva, tornando-se mãe de todos os viventes, remidos pelo sangue de Jesus. É como diz São Paulo: "Completou em carne, o que faltou das tribulações de Cristo" (Cl 1,24).

A trajetória de Maria é também o caminho de muitas mães da nossa paróquia e do mundo. Mães que amam sem cessar os seus filhos em todos os momentos de sua vida, aquelas abordadas pela Campanha da Fraternidade, que, amam o Cristo especial, todos os dias em seus lares; mães que se expõem nos tribunais de justiça, mas cadeias para defenderem seus filhos, para levar um pouco de perdão e amor aos corações marcados pelo sofrimento do pecado; mães que enfrentam a violência verbal, física de seus filhos, mães das dores, dos sofrimentos cotidianos e que a exemplo da Mãe do Céu labutam, sem medo de amar aqueles que o mundo renega, mesmo diante de tanta agonia elas continuam mansas, dóceis e nos ensinam a cada dia que devem lutar sempre sem perder a ternura, a compaixão e o equilíbrio.

Vocês, queridas mães, são o rosto vivo de Deus no seu aspecto paterno e materno, embelezando este mundo marcado pelo desamor, sofrimento e pela violência.

Meus queridos irmãos, neste 2º Domingo de maio, dedicado às nossas mães, sabe qual é o melhor presente que elas gostariam de receber?
Certamente a sua conversão, um coração de filho que seja capaz de amá-la não só por um, mas por todos os dias, visto que elas não são mães apenas uma vez por ano, mas por toda vida. Que o nosso coração de filho seja como o coração de Jesus que ficou comovido com a viúva de Naim e disse àquela mãe: "Mulher não chore" Lc 7,13. Que Deus abençoe as Mães, as ilumine e assim, queridos filhos, saiba-mos amar nossas mães como se estivéssemos amando a Mãe de Jesus.

Meu abraço e minha bênção sacerdotal.

Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
 
 
VEJA NO MÊS DE MAIO/2006:

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