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Educar
no tempo presente é um grande desafio.
Você, mãe, venha comigo. Mergulhando na história,
vamos dar uma espiadinha na casa de Nazaré. Temos lá
o modelo de mãe que pode ajudar-nos hoje, apesar dos séculos
transcorridos.
O que acontecia em Nazaré? Como vivia a Sagrada Família?
Que trabalhos ocupavam Maria? Como seria seu dia-a-dia?
Podemos imaginar uma casinha simples, singelamente caiada. O interior
muito bem organizado e limpo. Comecemos por aí: a simplicidade
como lição número um. Somos peritas em complicar.
Maria, amorosamente ao fogão, preparando um gostoso jantar
ou tecendo uma túnica para o Filho. É a lição
número dois. O trabalho feito com amor. Temos muita tendência
ao comodismo e ao consumismo.
Imaginemos agora a oficina de José. O menino ao seu lado,
Maria por perto. Conversas amáveis, muito respeito, compreensão
e amor... E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça,
diante de Deus e dos homens (Lc 2, 52).
Como anda o diálogo em nossa casa? Como é o tom da
nossa voz quando nos dirigimos aos nossos filhos? Somos impacientes,
irritadas, talvez displicentes, ou sábias, tranqüilas
e equilibradas?
Contemplemos, agora, Maria em seu quarto, em silêncio, recolhida
em oração, comunicando-se com Deus. Vida de fé,
oração, fortalecimento do espírito; outro aspecto
a observar.
Nas Bodas de Caná, vemos Maria solidária com os noivos;
na casa de Isabel e Zacarias, ela é toda serviço.
Nós, mães, devemos ensinar, pelo exemplo, a lição
da solidariedade e a alegria de servir, fontes de felicidade.
Nossa Senhora também passou por apuros como toda mãe.
Aos doze anos, o Menino Jesus se perdeu da comitiva e ficou em Jerusalém,
discutindo com os doutores no Templo. Quanta aflição
até encontrá-lo. Maria repreende o Menino, demonstrando
firmeza e amor. Não pede a José para fazê-lo.
Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe
disse: "Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe
que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura"
(Lc 2, 48). Novas lições: sensatez, equilíbrio
e firmeza.
Durante a missão de Jesus, Maria devia ficar pensativa, orando,
com saudades do filho, que ia pelas aldeias, cidades, vales e montes,
pregando, ensinando e curando. Como boa mãe que era, devia
ir dar uma olhadinha de vez em quando. O apoio, a presença,
a participação discreta na vida do Filho são
fundamentais.
Depois vieram a paixão e a morte de Jesus. Como deve ter
sido difícil para Maria suportar tamanha dor! Geralmente,
as mães preferem sofrer a ver os filhos sofrendo. Mas era
a vontade do Pai. Maria manteve-se de pé junto à cruz,
com elegância espiritual. Recebeu o Filho morto nos braços;
prosseguiu sua caminhada na companhia dos apóstolos. Foi
apoio e força para a Igreja nascente: A vida continuava...
Nossa Senhora é modelo de virtude para nós, principalmente
na hora do sofrimento: modelo de fortaleza, modelo de fé,
modelo de mãe e educadora.
Em plena era da pós-modernidade, temos muito que aprender
com ela.
Imitemos Maria!
Maria Alice do Prado - Paróquia Cristo Rei, Contagem (MG)
(J. Opinião)
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