Loretando – Velhos Carnavais

“Bandeira branca amor, eu peço paz”, “tristeza, por favor vá embora…”, “vou deixar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval…” era assim nos velhos e maravilhosos carnavais “pulados” com alegria no Clube Olímpico de Jacarepaguá. Bons tempos, boas lembranças de uma juventude feliz.

Evoluímos, e passamos a viajar nos carnavais e um dos destinos era o sítio dos padres Barnabitas em Pirai. Não era exatamente um retiro espiritual, mas como havia alguns padres no grupo a coisa fluia mais leve e tranquila, tinha até missa na capelinha. Não deixávamos de pensar em carnaval, pois tinha sempre aquela fugidinha para ver o desfile de escolas de samba no centro da cidade. Tempo bom, mais um pouco caro para o bolso da turma da calça lee. Piraí era uma exclusividade da turma da gravata. Quem não podia, ia acampar.

Certa vez fomos para Ponta Negra, típico programa de índio, mal tínhamos uma lona 2×2, que diante do sol que fazia, era de rachar o bico, como dizia meu pai. Sem nenhuma estrutura, mas com a bandeira da ComuniJovem à frente, coisa impensável hoje em dia. Afinal era carnaval e valia quase tudo, tínhamos a consciência de que estavam conosco outros jovens, meninas e meninos e era necessário prudência, cautela e segurança, pois saímos juntos e voltaríamos juntos. Num desses carnavais tivemos um pequeno incidente, uma das meninas foi levada pela correnteza da praia de Bambuí e se afogou, eu e o Serginho, amigo da Marcia Damas, mergulhamos para salva-la. Era um mar violento, batia muito e tira-la da água não estava nada fácil. Nós dois nos empenhamos em traze-la a salvo e em dado momento uma onda me pegou e eu engoli e respirei muita água, quando voltei a tona não enxergava nada, tive que deixar o salvamento e acabei ficando também. Naquele momento em que, juro, achei que ia morrer, pensei em minha mãe e de como ela ficaria triste com minha morte – fiquei sabendo depois, quando voltei ao Rio, que minha mãe nesse exato momento sentiu um aperto no peito e pensou em mim, imediatamente ela entrou em oração e pediu com sofreguidão que Maria intercedesse por mim naquele momento, seja lá no que fosse – e assim, do nada consegui dar um impulso e colocar a cara para fora da água, puxar um pouco de ar e dar minhas últimas braçadas em direção a terra firme. Consegui. Não tinha forças para sustentar meu corpo em pé, mas pude ver meus amigos fazendo uma corrente humana e na ponta um homem segurava uma vara de pescar grande que chegou até o Serginho, ele a segurou, abraçou a menina e foram puchados até a areia. Lembro-me pouco do que veio depois, estávamos exaustos, nos levaram até a barraca e lá eu apaguei e só acordei no outro dia. Serginho me contou depois que quando viu que eu havia ficado e ele estava sozinho, decidiu também tentar salvar-se, mas a menina lhe pediu: “não me deixe morrer aqui”, então ele arriscou-se e foi até o fim.

Com certeza não foi um carnaval muito feliz ao contrário de outros em que a alegria dominava o espaço.

Muito se falava e ainda se fala sobre essa festa popular. Dizem que é do mal e etc, etc, mas cada um faz a sua festa, se vai ser boa ou ruim depende de cada um. Carnaval não é o fim do mundo e muito menos o começo, é apenas uma festa onde a alegria deve prevalecer seja na avenida, nos blocos, no sítio, na praia, ou nos retiros religiosos, seja em qualquer outro lugar, se voce leva Jesus no seu coração voce estará sempre no lugar certo. Vamos viver sem preconceitos, eu, Solange e alguns filhos e sobrinhos estaremos no domingo de carnaval no Bloco do Boitatá, eu e essa turma vestidos de “nega maluca” extravasando alegria e agradecendo a Deus por ter energia para sassaricar por aí. Alegrem-se e façam do seu carnaval uma excelente festa, extravasem para depois, na quarta feira de cinzas, estarmos firmes dando início a nossa quaresma. Enfim, sejam felizes, nesse e em outros carnavais.

P.S. “mas é carnaval, não me diga, mas quem é voce…”

P.S. do P.S. “brilhando no imenso cenário…”

 

Paulo Sobrinho e Solange
loretando@oi.com.br

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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