Meus amados irmãos(ãs), eis nos aqui novamente com as nossas notícias paroquiais e com o nosso jornal cheio de comunicações importantes para este mês, tão cheio de acontecimentos humanos e espirituais.
O mês de junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em todo o país, embora haja peculiaridades e características próprias em cada região brasileira. Mas infelizmente tudo mudou, na nossa realidade de metrópole, a festa junina, hoje, tornou-se festa da violência, da embriaguês etc. tanto é que este ano nossa paróquia não realizará mais a festa junina.
Neste mês, temos a festa do Sagrado Coração de Jesus. Esta devoção é uma das expressões mais difundidas da piedade eclesial, tal como refere recentemente o “Diretório sobre a piedade popular e a liturgia” da Congregação para o Culto Divino.
Os Pontífices Romanos têm salientado constantemente o sólido fundamento na Sagrada Escritura desta maravilhosa devoção.
Como conseqüência das aparições de Nosso Senhor à Santa Margarida Maria Alacoque no Mosteiro de Paris, memorial à partir de 1673, este culto teve um incremento notável e adquiriu a sua feição hoje conhecida. Nenhuma outra comunicação divina, fora as da Sagrada Escritura, receberam tantas aprovações e estímulos da parte do Magistério da Igreja como esta.
O Sagrado Coração de Jesus como fonte de restauração e paz.
“Vinde a mim, todos vós que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (MT 11,28-30).
Não é por acaso que as aparições à Santa Margarida Maria deram-se num momento crucial em que se pretendia afirmar secularização. A devoção ao Sagrado Coração apareceu sempre como a mais característica de todos os movimentos que resistiram à descristianização da sociedade moderna.
Ainda neste mês temos a Solenidade de nossos grandes apóstolos: São Pedro e São Paulo, considerados como colunas e alicerces da Igreja de Deus. Estes santos são considerados, ainda, como “as cabeças dos apóstolos”, por terem sido os principais líderes da igreja cristã primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionário.
São Pedro é um pouco parecido com cada um de nós, às vezes entusiasmado, outras vezes covarde, mas em São Pedro existe uma grande sinceridade, um homem cheio de autoridade. Quando Jesus diz: “tudo que atares na terra será atado ao Céu e tudo o que desatares na terra será desatado nos Céus” (Mt 16,19).
Aqui, Pedro foi distingüido com a autoridade de perdoar os pecados e elaborar as regras disciplinares. Logo os apóstolos receberam similar poder, mas, neste caso, particularmente aqui, recebe Pedro de modo singular. Também foi somente a Pedro que foi prometido: “Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus” (Mt 16,19).
Já São Paulo foi o grande missionário, chamado de apóstolo dos gentios, fundador das grandes comunidades cristãs. São Paulo, que antes da conversão se chamava Saulo, era nascido em Tarso; recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da lei da época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muito deles.
Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o Batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor, passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. São Paulo esvaziou-se tanto de si ao ponto de dizer: “não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”.
São Pedro e São Paulo divergiram pelos caminhos da vida, separados dos grandes amigos, juntos eles divergiam, se os caminhos da vida os separaram, o martírio os uniu pela mesma fé, mesmo amor e o mesmo objetivo; o Reino de Deus, que certamente foi o coroamento que eles receberam por serem fiéis ao Senhor da Vida.
Que São Pedro e São Paulo intercedam por nós junto ao Pai, Amém!
Meu abraço e minha benção sacerdotal.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
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