Jesus escolheu dois homens que são considerados os pilares da Igreja.
Em Mt 16,18, Jesus transmite a Pedro as tarefas que lhe competirá como chefe da Igreja: a da rocha que se torna pedra fundamental, a das chaves e a de ligar e desligar. Paulo, chamado pelo próprio Senhor, a caminho de Damasco, ficou conhecido por "Apóstolo dos Gentios", isto é dos pagãos a quem Jesus ofereceu a salvação, salvação esta oferecida a todos os homens, sem exceções.
Pedro e Paulo dedicaram as suas vidas a levar o Evangelho, a boa notícia, o anúncio da graça, destinado a reconciliar o homem com Deus, consigo mesmo e com os outros. A Pedro, Jesus instrui, juntamente com os outros apóstolos e quando Jesus pergunta aos discípulos: "E vós, quem dizeis que Eu sou?". Pedro mostrou que sua fé estava completa, quando ele responde: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo". Jesus então lhe dá as três tarefas que lhe competirá como chefe da Igreja: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus. Tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,13-20).
Ao dizer essas palavras, Nosso Senhor estava nomeando Pedro como primeiro papa. O livro dos Atos dos Apóstolos nos mostra um Pedro confiante de sua liderança, com capacidade para uma pregação fluente e imperiosa e fé capaz de fazer milagres. Após a Ascensão, quando um grupo de seguidores de Cristo, inclusive Maria se reuniram no Cenáculo, foi Pedro quem imediatamente ordenou que se escolhesse outro apóstolo para completar os doze, devido à falta de Judas. Em Pentecostes, também foi Pedro quem falou quando O Espírito Santo desceu sobre os apóstolos.
Ao contrário de Pedro, que era um homem rude e pescador, Paulo era um homem instruído e destinado a ser rabino, profundamente religioso, estudava em Jerusalém. Ali entrou em contato com o que se chamavam de uma nova seita dentro do judaísmo, que crescia com espantosa rapidez. Para Paulo, o que era ensinado por esses cristãos, ou discípulos de Cristo, minava a base do judaísmo, pois eles diziam que todos os homens eram iguais aos olhos de Deus e que a salvação era igualmente para judeus e gentios. Com todo seu grande zelo religioso e moral, o jovem Saulo começou a perseguir os cristãos. A caminho de Damasco, com poderes para desenvolver atividades que pudessem represar os cristãos, Paulo cai por terra, ofuscado por uma intensa luz, quando ouviu uma voz que dizia: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" E Paulo perguntou: "Quem és, Senhor?" A voz respondeu: "Eu sou Jesus, a quem persegues. É duro para ti recalcitrar contra o aguilhão." Trêmulo e atônito, Paulo perguntou: " Senhor, que queres que eu faça?" (At 9,1-8)
Pedro viajou muito, pregando o Evangelho de Cristo e visitando os "santos" (como os primitivos cristãos eram chamados) por toda parte. Sofreu privações e foi preso uma vez, mas escapou, e entendeu claramente o que Nosso Senhor queria dizer sobre os discípulos caluniados e perseguidos por causa d'Ele.
Paulo dedicou toda a sua vida a propagação do Cristianismo, vida ativa e desesperadamente perigosa. Enfrentou viagens árduas, naufrágios, sofreu fome, sede, fadiga, foi apedrejado, açoitado.
O que Paulo ensinava era considerado revolucionário mesmo por alguns apóstolos. Eles haviam pensado em termos de conversão apenas dos judeus e foi preciso que Pedro tivesse uma visão para ser curado daquela perspectiva estreita. Paulo fez da conversão dos pagãos, ou não-judeus, a sua especialidade, daí ser conhecido como "Apóstolo dos Gentios". Visitou as populações das províncias romanas fora da Judéia e, com o decorrer do tempo, seus convertidos pagãos superaram os convertidos judeus.
Para conhecer mais sobre estes dois pilares da nossa Igreja leia e estude os Atos dos Apóstolos e as Catequeses que o Papa Bento XVI faz todas as quartas-feiras, já à nossa disposição na secretaria de nossa Paróquia.
A festa dos dois apóstolos é celebrada no dia 29 de junho. |