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Ser Líder Pastoral. O que é? |JUNHO


(2ª parte)

Em meu artigo anterior, comecei a falar sobre como deve ser um líder pastoral, mas para alguém se tornar um líder, seja pastoral ou não, este, deverá ao longo de sua formação, adquirir algumas qualidades, que julgo serem essenciais:

Primeiramente, o que se espera de um líder, é saber se ele tem um ideal, ou seja, um líder pastoral deverá inicialmente pensar: O que quero conseguir desse grupo ? Evidentemente, todas as ações da Igreja, se dão para um único fim. Cumprir os planos de Deus, realizando a sua vontade e assim tornar cada fiel-cristão um outro Cristo, numa réplica perfeita Daquele que é "perfeito Deus e perfeito Homem".

Mas, para fazer com que os outros cumpram a vontade de Deus, o próprio líder tem que cumpri-la primeiro. O líder tem que buscar a Deus e dizer-lhe tal como São Paulo: "Senhor, que queres que eu faça?" (At 22, 10).

É assim, que um líder pastoral muito mais que falar de Deus, tem que falar com Deus, para saber Dele qual rumo seguir, como canalizar os esforços do grupo para o bem comum, que ritmo empreender ao grupo, a fim de que, sua missão e a do grupo, esteja em perfeita conformidade com a vontade de Deus e não com a sua vontade humana, passível de erros.

E o que mais vemos na igreja de hoje ? Pessoas, que até, falam de Deus; que muitas vezes, se intitulam líderes ou que são colocados em tais posições, produzidos no "microondas", a toque de caixa, mas que não falam com Ele, não O adoram, não conhecem ou buscam conhecer a sua Palavra, não buscam obter d’Ele, o que de fato pode tornar o desempenho da liderança pastoral agradável e eficiente, a exemplo de Salomão que Lhe pediu em oração: Sabedoria e Inteligência (2Cr 1,10), não prestígio, status religioso, poder, riqueza, etc., e Deus lhe deu muito mais, pois nunca se deixa vencer em generosidade.

Mas, além de ter um ideal, necessário será amá-lo apaixonadamente, porém, não se trata de qualquer ideal, pois um ideal mesquinho torna o homem medíocre, ao passo que um ideal grandioso, torna um homem magnânimo, mais ainda, se o ideal é absoluto e eterno o homem se tornará um santo, pois o ideal faz o homem.

Porém, se o ideal faz o homem, a paixão faz o líder, tal como podemos ver ao longo da história da humanidade, pois todos os líderes foram apaixonados por seus ideais.

Quando pensamos em liderança pastoral, pensamos em qualidades peculiares que um líder deve possuir, no exercício de suas funções na Igreja. E para quem já está ou deseja tomar parte na liderança, o que deve ser mais importante, evidentemente, além do que já vimos?

Penso ser fundamental: Amar a Igreja de todo o seu coração, servi-la tal como serviríamos a Cristo, conhecê-lo profundamente, pois Ele é o fundador da Igreja à qual estamos servindo. Ora, se a Igreja é o Corpo de Cristo, como será possível servi-Lo se não a amarmos.

Também, não basta apenas amar a Igreja, pois um líder pastoral deve buscar a todo custo exercitar a paciência, demonstrando auto controle em meio às adversidades surgidas no caminhar de sua fé.

Exercitar a bondade, que se traduz em dar a devida atenção, apreciando a todos com sensibilidade e pureza de alma, como também, motivar seus liderados.

Exercitar a humildade, tendo Jesus como o modelo ideal, abrindo mão da arrogância e do orgulho que tenta persuadir o líder.

Exercitar o respeito, olhando as pessoas com a devida importância que elas esperam receber.

Exercitar o perdão, abrindo mão dos ressentimentos por aqueles que o tentam enganar, preservando a comunhão com Deus e com os homens.

Exercitar a honestidade, pois a honestidade dá equilíbrio ao amor, visto que o comportamento de um líder deve ser isento e dedicado à verdade a todo custo.

Finalmente, exercitar o compromisso, pois se não estiver comprometido com a liderança, certamente deixará de exercer a autoridade e lançará mão do poder.

Cabe aqui, esclarecer a diferença entre Poder e Autoridade:

Enquanto poder é o ato de coagir alguém a realizar sua vontade, do tipo: se Não fizer isso, vai...

Autoridade, se traduz na habilidade de levar as pessoas a realizarem seus afazeres ou suas tarefas pastorais, de boa vontade, felizes, satisfeitas, por causa de sua influência pessoal.

Portanto, o ideal é o que dá sentido e força à vida. E para atingi-lo vale arriscar até a própria vida, enfrentando as turbulências, os obstáculos e os perigos que acarretam toda decisão comprometedora.

Um líder pastoral é um guerreiro, que de batalha em batalha, vai aceitando as contrariedades como um desafio, na certeza de que alcançará atingir a meta final; qual seja: contribuir na implantação da "Nova civilização do amor".

No próximo artigo, abordarei algo que todo líder pastoral e também os agentes devem ter na mente e no coração para atingir a meta de sua missão, aguarde e tenham todos um santo mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

Geraldo Magela

 
 
VEJA NO MÊS DE JUNHO/2006:

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