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Meus queridos irmãos e irmãs:
Eis nos aqui, mais uma vez, com as nossas notícias paroquiais;
este mês de junho é riquíssimo, cheio de momentos
especiais, de espiritualidade inquestionável, sobretudo para
nós católicos.
Começando com o dia três, com a grande Vigília
de Pentecostes. Esta festa era chamada de "Festa da Alegria",
visto que nele, o povo judeu dava graças pela colheita do
trigo, ofereciam as primícias das colheitas ao templo; era
também chamada de Festa das Sete Semanas, por ser celebrada
7 semanas depois da Páscoa, no 50º dia. Daí o
nome de Pentecostes, que significa o 50º dia. A Comunidade
dos Atos dos Apóstolos nos fala da vinda do Espírito
Santo que desceu sobre a Comunidade Cristã de Jerusalém,
na forma de línguas de fogo. Todos ficaram cheios do Espírito
Santo e começaram a falar em outras línguas. (At,
2,1- 4). Certamente a Comunidade de Jerusalém compreendeu
a verdadeiro sentido do Amor, e é o que não acontece
na Torre de Babel (Gn 11), já que os homens estavam repletos
de inveja, ciúme e ganância, ao contrário da
Comunidade de Jerusalém, que se entendia, porque a vinda
do Espírito Santo, dom de Deus, transformou a Comunidade
de Jerusalém em comunidade de amor.
O dia de Pentecostes é dia de mais uma vez renovarmos nosso
batismo, não mais na água, mas no sangue de Jesus,
que nos vivifica e renova; pois Jesus prometeu aos discípulos:
" Vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro
de poucos dias (At 1,4-5). Então a missão do Espírito
Santo é nos fortalecer para a missão do testemunho
e do anúncio de Jesus ao mundo. O Espírito Santo é
o amor do Pai e do Filho, derramado em nossos corações.
O amor é fogo que arde, é chama que aquece e é
força que aproxima e une. O milagre das línguas é
este: formados pelo amor de Deus, os homens passam a viver numa
profunda comunhão, estabelecendo a concórdia e a paz,
destruída pelo orgulho de Babel, raiz da discórdia
e do mal dos homens de todos os tempos.
Quando Pedro conclama a assembléia dizendo: "Tudo o
que vocês estão vendo é obra do Espírito
Santo de Deus." Por isto todos ficaram admirados e perplexos,
um perguntava ao outro: "que quer dizer isto? Outros caçoavam
e diziam:" eles estão embriagados com vinho doce, mas
Pedro diz: - Estes homens não estão embriagados como
vós pensais..." (At 2,12-15).
Aqui nós podemos concluir que a partir de Pentecostes o ser
humano torna-se capaz de amar, reconhecendo no outro a sua própria
humanidade - um amor ágape, independente de raça,
tribo, sangue ou cor. Por isto que Pentecostes é uma festa
comunitária. É consolador quando, Jesus nos diz: "Convém
a vós que eu vá; porque se eu não for o Consolador
não virá a vós, mas se eu for, enviá-lo-ei
( Jo 16,7)"
Também em junho, teremos a Festa de Corpus Christi, iniciada
em Roma no século XV, com o Papa Nicolau XV ( em 1447-1455),
esta mesma festa foi trazida para o Brasil, pelos portugueses, em
1549. Corpus Christi é a festa do Corpo de Cristo, que é
o centro de nossa fé cristã, especialmente para nós
católicos. Nesta solenidade do Corpo Santo do Senhor comemoramos
a presença real de Jesus Cristo no sacramento da Eucaristia,
portanto, devemos cada vez mais ter consciência da importância
de Jesus Eucarístico em nossa vida pois: " Pois Deus
amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Único".
(Jo 3,16). E Este amor, como diz São Paulo, não se
refere à humanidade em abstrato, mas para cada homem e cada
mulher, em particular na sua singularidade. " Jesus Cristo
me amou e se entregou a si mesmo por mim". (Gl 2,20). Não
podemos ficar indiferentes a estas palavras: "Na noite em que
foi entregue tomou o pão, depois de dar graças, partiu
e disse: " Isto é o meu Corpo, que é para vós,
fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, após
a ceia, também tomou o cálice, dizendo: Este é
o cálice da nova Aliança em meu sangue; todas as vezes,
pois que comeis desse pão e bebeis desse cálice anunciai
a morte do Senhor, até que ele venha."( 1Cor 11, 23-21).
Isto quer dizer que Jesus quer no Pão, quer no vinho também
se dá por inteiro.
Aqui fica meu abraço fraterno e minha bênção
sacerdotal.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite ,CRSP.
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