CULTIVANDO O AMOR
Queridos irmãos, na oportunidade em que atingimos a expressiva
marca de 45 anos de vida matrimonial, no ultimo dia 14 de maio, do
ano em curso. Queremos revelar que não foi muito difícil
atingir esta marca, pois nos conhecemos bem jovens; eu com 19 anos
e ela com 13, e CULTIVANDO O AMOR, iniciamos um namoro, que na corrida
em busca da felicidade, passou pelo noivado, pelo matrimônio,
bodas de prata e lá vamos nós firmes e segurando na
mão de Deus, rumo ao podium das BODAS DE OURO. É preciso
lembrar, que a garantia de uma boa harmonia conjugal, depende do esforço
de cada cônjuge, que deve buscar bons exemplos na solidez matrimonial
de outros casais e os ensinamentos contidos em diversos livros da
biblioteca católica, principalmente os de autoria de Dom Rafael
Llano Cifuentes.
Evidentemente, é indispensável o amparo religioso que
recebemos sempre dos sacerdotes que ouvem nossas confissões.
Muito importante é também a freqüência as
missas dominicais. O casal católico praticante, deve arranjar
um tempinho para se dedicar ao trabalho pastoral, ouvir palestras
e freqüentar retiros e noites de estudo. No livro FAMILIA FELIZ,
cujo autor é Frei Anselmo Fracasso, em determinado trecho diz
o seguinte: "Assim como a árvore, o amor cresce lento
mas continuamente. O dia clareia aos poucos e assim o amor cresce
e se aperfeiçoa no tempo". É bem verdade que com
o passar do tempo, muitos casais deixam de viver os inesquecíveis
dias de namoro e noivado, e permitem que a rotina tome conta de suas
vidas. Pior ainda, é quando há interferência de
terceiros na vida do casal. O distanciamento surge na vida de certos
casais, quando estes já não se acariciam e nem dizem
mais EU TE AMO. Não caminham de mãos dadas e não
valorizam aquela frase SÓ VOU SE VOCÊ FOR. Vez por outra,
por motivos fúteis e banais, surgem discussões e desentendimentos.
No auge das brigas, são pronunciadas frases e palavras tais
como: "Decepcionado/a", Desiludido/a", "Nunca
esperava isso de você", "Eu desisto", etc, etc...
O clima no lar fica insustentável quando surgem "outros/as",
na vida do casal. Nós católicos, que recebemos o Sacramento
do Matrimonio, devemos ter a fidelidade como alicerce de nossa união
conjugal, evitando sempre cair em tentação. Devemos
caminhar junto com o nosso cônjuge, CULTIVANDO O AMOR. Permitam
que finalize citando mais um trecho do livro do Frei Anselmo: "Devemos
nos conscientizar que o melhor remédio para eventuais desajustes
conjugais, é ORAR, buscando forças em Deus, servir em
silencio, fazer o bem de maneira desprendida sem nada negar, ver o
que o outro faz de bom, valorizar e não cobrar o que se deixa
de fazer, paciência e mansidão, não falar na hora
do nervosismo, amar e perseverar no amor, mesmo não sendo correspondido.
Tentar voltar a fase de namoro através de uma troca discreta
e plena de gentilezas".
Louvores e glórias a Deus.
Zamoura (da Diva) 15ª ECC
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