Todo vento de um autêntico avivamento carrega consigo controvérsias
quando se levanta. O derramamento pentecostal na vida dos carismáticos
era criticado pelo excessivo entusiasmo. Algumas pessoas e lideranças
estavam incomodados com a renovação carismática
no seio da Igreja Católica, como se ela fosse uma nova Igreja
que estava surgindo como afronta, para entrar em discordância
com o Magistério da Igreja. Graças a Deus, aprovada,
entendida, acolhida e impelida pelo Santo Padre o Papa João
Paulo II, recebeu muitos adeptos pelo mundo inteiro e hoje certamente
se crê que foi mais uma das obras do Espírito Santo para
o avivamento da Igreja. Infelizmente ouviu-se até dizer que
os ventos de avivamento em várias localidades, se tratavam
de algumas das manifestações, no mínimo carnais
e no máximo demoníacas. E, hoje em dia, quando recentes
ventos são soprados em todos os cantos do mundo, percebem-se
as marcas da distinção de uma verdadeira obra do Espírito
Santo. É preciso que observemos com cuidado os três tópicos
que se seguem: 1) Aquelas coisas que nelas mesmas não são
sinais do Espírito Santo; 2) São excessos mas não
excluem a presença do Espírito Santo; e 3) São
os sinais verdadeiros que Deus está trabalhando, transformando
vidas. Estudos afirmam que as seguintes características não
são garantias do autêntico avivamento: Reações
físicas; incluindo desmaios, solavancos, saltos, tremores;
êxtase emocional e mesmo uma fluência em falar textos
bíblicos; confissões públicas de conversão
de entrega a Cristo; elevado interesse nas atividades religiosas e
ações de sacrifício; preocupação
declarada por uma ortodoxia doutrinal; sucesso em expressar dons extraordinários.
Para os desavisados, os atributos acima mencionados são sinais
de um verdadeiro derramamento. É importante notar que os estudiosos
não disseram que esses sinais não eram evidências
do Espírito Santo, mas que eles mesmos não eram garantias
de que Deus estava trabalhando.
Amados irmãos, quando os sinais verdadeiros da obra do Espírito
Santo são dados, é vital que ponderemos a importância
de um cuidadoso discernimento. Se cegamente aceitarmos qualquer e
toda manifestação como vinda de Deus estaremos nos colocando
numa posição em que poderemos sofrer desapontamento
e até decepção. E onde está a prudência?
Se rejeitarmos os presentes movimentos e manifestações
como fraudulentos por causa de outros erros ou porque nos deixam incomodados,
corremos o risco do perigo do orgulho espiritual e de perdermos as
completas bênçãos de Deus em nossas vidas. Como
precisamos ser pessoas de oração fervorosa e fiéis
ao estudo das Escrituras!
Vejamos então, de acordo com os estudiosos, os verdadeiros
sinais da obra do Espírito Santo: Uma elevada estima pela excelência
de Cristo, que envolve devoção, paixão pelo Verdadeiro
e Único Salvador Jesus Cristo, a Palavra que se fez carne,
o Imaculado Filho do Homem, o Crucificado Vivo, o Cristo Ressurreto,
o Eterno Sumo Sacerdote que ascendeu e o Rei que voltará. É
este Jesus que é amado, adorado e que meditamos e estudamos
a seu respeito. É este Jesus que é objeto de todo afeto
e merecedor de completa obediência. Tal devoção
a Cristo é complementada pelo despojamento de prazeres mundanos
e de pecados. O amor por Jesus sempre implica em deixar a luxúria
do mundo, a carne e o mal. Implica ter uma maior consciência
desta pequena vida temporal, da iminência do julgamento e da
recompensa eterna, associado à certeza do perdão dos
pecados, sem jamais esquecer que de qualquer forma haveremos de comparecer
diante do julgamento no Tribunal do Senhor. O mais óbvio sinal
de uma vida realmente transformada é o Amor Ágape. O
Espírito Santo distribui sua graça sobrenatural capacitando
os fiéis a amarem seus irmãos e irmãs em Cristo
e a responderem em fervente intercessão aos inimigos de Deus
com bênçãos. Anos atrás, um estudioso,
comentou que alguém poderia imitar o estilo de vida de fé
verdadeira, entretanto, a verdade tangível da vida de Cristo,
não pode ser imitada. Esta vida só pode ser adquirida
com arrependimento e conservada pela obediência. Sem levar em
conta as paixões, personalidades e fenômenos particulares,
as conversões de perdidos e os sentimentos sinceros dos fiéis
que caem sempre, resultam em pessoas que buscam a glória de
Deus e o bem dos outros.
Amados, a Igreja não existe por ela mesma; ela vive para cultuar
o Cordeiro e restaurar a vida dos perdidos, sendo a única agência
voluntária que existe para os outros de fora. Quando retornamos
para o nosso primeiro amor de louvor e testemunho, passaremos a ser
semelhantes Àquele que pregamos e a colheita será maior
que as nossas maiores expectativas. Vamos em ordem e com zelo nos
preparar para a grande esperança de sermos novos, estimulando
esperança e clamando santidade que surge de um coração
transformado.
Que Deus derrame em profusão o Seu Santo Espírito sobre
a Sua Santa Igreja para que ela seja toda renovada; sobre o Santo
Papa; sobre os Bispos; sobre os Presbíteros e Diáconos;
sobre os sacerdotes e sobre todos os seminaristas, religiosos e religiosas;
sobre as famílias, sobre os idosos, sobre os jovens; sobre
os enfermos do corpo, da alma e do espírito; sobre nós
e em especial sobre aqueles que vivem nas trevas, da violência,
do tráfico, da prostituição e da profanação
da Palavra, para que esta força transformadora convença
a todos de seus pecados, nos cure e nos liberte e nos encaminhe para
a salvação que Deus reservou ao seu povo desde a fundação
do mundo.
A Paz do Senhor e um Santo Pentecostes diário!
Ricardo da Liturgia das 10h |