Nos
tempos antigos, na Europa, o mês de junho era marcado por festejos.
O povo organizava verdadeiras solenidades para comemorar a chegada
do verão e o início das colheitas. Também programavam-se
sacrifícios para afastar os demônios da esterilidade,
pestes dos cereais, estiagem... Surgiu o culto do fogo. A tradição
das fogueiras acesas nos altos dos montes, era conhecida em todo o
continente europeu. Ao redor do fogo, as pessoas costumavam a dançar
e saltar sobre as chamas, colocando nas fogueiras, produtos das primeiras
colheitas e até mesmo animais vivos (o gato, encarnação
do demônio). Costumes que existem ainda hoje, e são seguidos
em algumas comunidades primitivas.
O fogo, representação do sol, ilumina, aquece, purifica,
assa e coze os alimentos, enfim, dá segurança e conforto.
Daí o surgimento de algumas superstições: faz
mal brincar com fogo, cuspir no fogo, arrumar fogueira com os pés,
adivinha-se o nome do amado em suas chamas e outras mais.
Junho é especial no calendário cristão. Três
grandes santos são festejados nesse mês: Santo Antônio
(13/06), São João (24/06) e São Pedro (29/06).
Os portugueses trouxeram para nós essas festas, que tiveram
imediata aceitação desde os primeiros índios.
Dos três, certamente São João é o mais
comemorado, tanto que se chega a chamar de festas joaninas os festejos
no mês de junho.
O dia 13 de junho, quando se homenageia Santo Antônio, foi por
muito tempo feriado em nosso país, por ser data de preceito
em toda a América, por determinação da bula de
1722, do Papa Inocêncio XVIII. Protetor do lucenos em Portugal,
aparece entre nós como padroeiro dos varejistas. Antigamente
era raro casas comerciais que não exibissem num nicho, no alto
das prateleiras, a imagem dele. Existe a lenda de que Santo Antônio
é o casamenteiro embora o povo diga, na sua sabedoria,
que Santo Antônio casa a torto e a direito, e que somente
São José casa direito.
São João, se apresenta romântico, seu nome evoca
os aromas de cravos, a luz dos deslumbrantes fogos. É querido
de todos: moças, velhas homens ou crianças, seja para
consultar o futuro ou sortes, como para enfeitar terreiros com bandeirinhas,
conveccionar os vistosos balões de papel colorido. Hábitos
que niguém sabe de quando datam. As adivinhações,
por exemplo, são crendices que andam de boca em boca.
Já São Pedro, o humilde pescador das margens do lago
de Genezaré, que veio a ser o fundador da Igreja do Senhor,
chefe dos doze Apóstolos, podemos contar nas horas difíceis,
é guardião das portas do céu, e é festejado
também no Brasil, como em Portugal, com entusiasmo. Atribui-se
a ele, a chegada das chuvas.
As histórias dos santos são relatos maravilhosos em
que os fatos históricos são trasformados pela imaginação
popular ou poética. Viva Santo Antônio, São João
e São Pedro!
Luciana Savaget do Informativo Loyola
|