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Temas Bíblicos |JULHO

Apocalipse 11

O Julgamento da Cidade terrena (Ap 6-9)

Depois de ter apresentado o Senhor da Igreja em toda a sua grandeza e poder, porque ele é a Glória de Iahweh que, em Jesus Cristo, realiza a figura do Filho do Homem que, agora, recebe a mesma adoração, sentado com o Pai no trono da Majestade e, de Deus, recebe o poder de julgar porque é o Cordeiro imolado que venceu, João descreve o julgamento da Cidade terrena, emblematicamente representada pela Jerusalém que se tornou uma Sodoma e Gomorra (Is 1,10) que Deus destrói pelo invasor que ele mesmo chama (o montador do cavalo branco). A Cidade, segundo a narrativa de Ez 5, perece pela espada (cavalo vermelho), a fome (cavalo negro) e a peste (cavalo esverdeado) (Ap 6,6-8). Mas tudo isto não acontece de imediato para as “cidades das nações” (Ap 16,19), porque ainda não se completou o tempo da missão da Igreja (10,11). Somente quando se completar o número dos mártires (6,11), é que, então, a “Grande Cidade” (Ap 16,19) perecerá sob a ira de Deus e do Cordeiro, porque terá preenchido a medida dos seus crimes (18,5). João descreve a ruína da Cidade com os termos do gênero apocalíptico, utilizando Is 34,4, Jl 2,11 e Mt 24,29, como, oportunamente, a Bíblia de Jerusalém sinaliza nas suas rubricas.
À destruição da Cidade terrena, segue-se o triunfo dos mártires, isto é daqueles que, entre os povos da terra, não tendo recebido na sua fronte o nome da besta, recebem o sinal da sua eleição pelo anjo de Deus, e daqueles que lavaram suas vestes no Sangue do Cordeiro. Não conhecerão mais a morte, o luto e a dor. O Cordeiro os levará para as pastagens eternas e se abeberarão da Água cristalina que sai do Trono de Deus e do Cordeiro (22,1). A partir de 8,1 João trata dos desdobramentos necessários para ilustrar mais amplamente o que foi apresentado de forma temática em Ap 5-7. O setenário das trombetas é um desdobramento da questão que os mártires apresentam (6,10), enquanto João descreve a destruição da Cidade terrena. De fato, a sua oração já foi apresentada diante de Deus, como incenso queimado diante do trono, e um fogo destruidor será o castigo que Deus enviará quando o Templo que está no Céu se abrir e aparecer a Arca da Aliança, símbolo do Deus dos exércitos. No momento, Deus está enviando castigos corretivos para que os homens se convertam dos seus crimes. Foi assim que agiu com Israel. João detalha a descrição dos castigos assemelhando-os a granizo e fogo que destroem a vegetação da terra, a uma “grande montanha incandescente” (8,8) que cai no mar e destrói criaturas do mar e navios, a “uma grande estrela, ardendo como tocha” que destrói rios e fontes. As figuras são tiradas, todas elas, das descrições que os profetas utilizaram. O envolvimento do sol, da lua e das estrelas é parte da linguagem apocalíptica deles. João detalha ainda mais a narrativa dos castigos corretivos a partir do toque da quinta e sexta trombeta porque, então, utiliza a invasão da Samaria e da Judéia por parte dos povos que o próprio Deus chama. As invasões, embora tenham sido, de certa forma, castigos definitivos para os respectivos reinos, de fato, servem como descrição de castigos corretivos para os homens da terra que devem lê-los em chave teológica: são fruto do Mal.

Perguntas para uma reflexão:

1ª) De que forma Jerusalém representa as cidades da nações que serão destruídas pela ira de Deus e do Cordeiro?

2ª) De que forma são descritos os castigos corretivos que Deus envia à humanidade?

3ª) Quando será o fim dos tempos?

Pe. Fernando Capra/CRSP

 
 
 

VEJA NO MÊS DE JULHO/2008:


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cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
Você mesmo(a).
A Corte Celeste.

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