NUMA REFLEXÃO SOBRE a corresponsabilidade dos cristãos na missão da Igreja, vemos a importância e especificidade do ministério ordenado que não pode significar a clericalização da Igreja. O documento lembra o trabalho do Apóstolo na nova fronteira da evangelização, frisando que este alargar do horizonte do anúncio do Evangelho é o desafio feito à Igreja por João Paulo II, lançando-a para uma nova evangelização.
As sociedades atuais estão profundamente marcadas pelo hedonismo e pelo materialismo, reduzindo o problema de Deus ao arbítrio e à decisão humana, fiel a ritos, mas incapaz de reconhecer o Deus vivo e transcendente. A Igreja também hoje corre o risco de limitar o anúncio de Jesus Cristo àqueles que continuam no seu redil, compreendem a sua linguagem e conhecem as suas leis. A fidelidade de Paulo a Jesus Cristo, os caminhos de conversão para todos os evangelizadores, também eles chamados a deixarem-se possuir por Jesus Cristo para poderem anunciar o Seu Evangelho. O alargamento do anúncio do Evangelho aos descrentes e aos que abandonaram a vida cristã, supõe evangelizadores com as características exigidas pela nova evangelização. No dizer de João Paulo II, esses evangelizadores têm de ser possuídos de um novo ardor, porque o seu testemunho é um primeiro anúncio de natureza querigmática.
As Igrejas necessitam de repensar estes dois elementos da nova evangelização. Pode ler-se: é preciso identificar, preparar e enviar esses evangelizadores. Na pedagogia e nas atitudes a primeira evangelização é diferente da catequese. E muitas crianças, jovens e adultos que inserimos nas nossas catequeses organizadas, precisam desse anúncio querigmático.
“O Ano Paulino oferece-nos estímulo para aperfeiçoar a nossa catequese e conceber a ação pastoral como um meio de aprofundar um processo contínuo de iniciação cristã.
Evangelização
Evangelizar não é uma estratégia e não se reduz a um programa: é uma paixão de amor por Jesus Cristo e pelos nossos irmãos e irmãs.
Com Paulo, o ardor da evangelização brota da sua paixão por Jesus Cristo. O encontro com Cristo na estrada de Damasco mudou a sua vida. Frisando que o primeiro anúncio é de Jesus Cristo salvador, morto e ressuscitado”, a nota lembra que o Apóstolo teve a particularidade de se adaptar aos destinatários, em particular aos não judeus: Ousou mesmo, sem recusar o diálogo, enfrentar o mundo da cultura helenista, marcada por várias sabedorias e pelo sincretismo filosófico e religioso. Foi talvez a sua pregação no Areópago de Atenas que o levou a convencer-se mais de que só com as sabedorias humanas não se chega à sabedoria da Cruz. A fé é o grande acontecimento da vida do cristão, é preciso abrir um caminho catequético que leve à identificação com Cristo, lembrando que Paulo não separa a vida pessoal do cristão da vida da Igreja: o cristão caminha com a Igreja e não é apenas o indivíduo que se identifica com Cristo, mas toda a Igreja se identifica com Cristo.
Da Internet |