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Um Ministério Consagrado |JULHO

MEUS AMADOS IRMÃOS, o apóstolo Paulo nos deu exemplo de uma pessoa que se submete à vontade Deus. Nós que conhecemos um pouco sobre a sua vida através daquilo que foi narrado nas Escrituras temos a aprender com o seu testemunho.
Vejamos algumas destas lições preciosas. Passaremos por tribulações durante a vida. A história do Cristianismo é uma história heróica de homens e mulheres que deram a sua vida em favor da causa do Evangelho. Nunca na história se encontrou um outro movimento que levasse tantas pessoas a morrerem por um homem, Jesus Cristo. Tertuliano disse: "O sangue dos mártires é a sementeira da Igreja". Podemos ver alguns exemplos: Estêvão, o primeiro mártir da fé cristã. Em At 7, 54-60 nos mostra este homem sereno diante da morte. Uma renúncia sua naquele momento salvaria sua vida, mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus, disse: “Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, de pé à direita de Deus" (v. 55-56). E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (v. 59). Podemos ver também a vida de Paulo, ele foi avisado bem no dia da sua conversão das tribulações que se seguiriam na sua jornada cristã. "Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este homem é para mim um instrumento escolhido que levará o meu nome diante das nações, dos reis e dos filhos de Israel. Eu lhe mostrarei tudo o que terá de padecer pelo meu nome” (At 9, 15-16). E o apóstolo nos exorta: “Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos. E orai também por mim, para que me seja dado anunciar corajosamente o Mistério do Evangelho, do qual eu sou embaixador, prisioneiro. E que eu saiba apregoa-lo publicamente, e com desassombro, como é o meu dever!” (Ef. 6, 18-20). Ele participava dos sofrimentos de Cristo e tinha esta consciência: “Só sei que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições” (At 20, 23) e ainda, "Anseio pelo conhecimento de Cristo e do poder da sua ressurreição, pela participação em seus sofrimentos, tornando-me semelhante a Ele na morte” (Fil 3, 10).

Irmãos, ao passarmos pelas tribulações durante a vida nós precisamos e precisaremos dos outros. Em II Tm 1, 8: "Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus”. E continua em II Tm 2, 3: “Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo”. Queridos, lembremos das pessoas que sofrem por causa de Cristo. “Ser prisioneiro, minhas cadeias" é algo muito íntimo de Paulo.
Todavia, quando ele sofre todos sofrem com ele.

No século 20 mais pessoas foram martirizadas por causa da fé cristã do que todos os outros séculos juntos. Na Coréia do Norte nos campos de concentração, os cristãos aprisionados cantavam hinos enquanto eram massacrados, levados para tortura com choque elétrico, alguns morreram quando era derramado sobre eles ferro derretido. Países tão distintos como Cuba e Nepal possuem altos índices de perseguição religiosa, enquanto nações de tradição cristã, como o México e o Peru, apresentam casos e relatos perturbadores. Em alguns países, a postura mais tolerante do governo contrasta com a discriminação religiosa exercida pela família e pela sociedade.

QUANTOS MISSIONÁRIOS não foram assassinados depois de trocarem a violenta atividade paramilitar pela distribuição de Bíblias, a Palavra da Salvação, entre guerrilheiros e milicianos.
Muitos relatos de perseguição ao Cristianismo são de fato provenientes de países islâmicos.

Em 2001, oito cristãos estrangeiros foram presos acusados de pregar o Evangelho no Afeganistão. No mesmo ano, o Paquistão assistiu a uma chacina que resultou na morte de 16 cristãos que participavam de pregação cristã A Arábia Saudita, por sua vez, apresenta os maiores índices de discriminação aos cristãos, enquanto o Sudão é palco de grandes atrocidades, que incluem até a escravização daqueles que decidem seguir a Jesus Cristo.
O problema está espalhando-se pelo mundo tão rapidamente.
Diante de tal situação, o que nós brasileiros podemos fazer por eles? Creio no poder da oração e certo que a resposta é: Oremos por eles, para que não envergonhem ao Senhor Jesus Cristo.
Embora nós cristãos desfrutemos de liberdade e que aparentemente não temos nada haver com os problemas do outro lado do mundo, temos uma dívida moral com a Igreja Perseguida. No mínimo, temos de nos colocar nas fileiras como verdadeiros intercessores, sendo solidários com os que sofrem por causa do ministério de Cristo.

Meus amados, é preciso frisar que as tribulações não destroem o nosso ministério. Vejamos que Paulo ainda tem forças, mesmo nesta situação, para não olhar apenas para os seus sofrimentos, mas para abençoar a vida dos outros. Em II Cor 1, 5-6: "Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações. Se, pois, somos atribulados, é para a vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para a vossa consolação, a qual se efetuam em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos”. E aqui irmãos vai uma palavra de força para aqueles que estão em crise no seu ministério, contida em I Pd 5, 9: "Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos”.
As tribulações nos capacitam para um ministério muito mais eficaz. As tribulações nos levam a compreender que fomos achados dignos de padecermos pelo nome de Jesus: "Porque a vós vos é dado não somente crer em Cristo, mas ainda por Ele sofrer. Sustentais o mesmo combate que me tendes visto travar e no qual sabeis que eu continuo agora” (Fl 1, 29-30)".

Este é um privilégio que muitos de nós deveríamos buscar, e outros tomar posse definitivamente.

Um forte abraço e a Paz! Que Deus fortaleça e santifique cada vez mais o nosso Ministério!

Ricardo da Liturgia das 10h
ricardomoyses@globo.com

 
 
 

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