“Voto e participação”
Mais uma eleição se aproxima. Muitas dúvidas e questões surgem no que diz respeito ao grande questionamento que normalmente cercam esse momento: Em quem votar? Infelizmente, discutem-se muito mais nomes do que projetos. Os partidos, cada vez mais enfraquecidos em função da falta de participação popular, tornaram-se máquinas eleitorais que se renderam a lógica perversa do excessivo pragmatismo eleitoral onde, infelizmente, os meios justificam os fins. Esquece-se que os meios já são impregnados pelos fins desde a sua concepção até a chegada ao seu objetivo final. E os eleitores, que deveriam ser os grandes protagonistas desse processo, ficam cada vez mais afastados desse cenário em função da profunda desesperança em que estão mergulhados. Porém, infelizmente, essa desesperança só interessa aos maus políticos que estão há anos com mandatos sem, infelizmente, nada fazerem para justificarem a sua permanência nas casas legislativas. A busca incansável pelo “bem comum” é deixada de lado pela lógica do “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Mandatários agarrados ao mandato sem a menor vontade de dedicar a sua vida pela luta incansável em favor dos desfavorecidos e das reformas estruturais impregnam de ranços todos os partidos políticos. Enquanto se luta pela renovação e pela mudança, os políticos falam em mecanismos que facilitem a sua recondução às casas legislativas.
A democracia representativa está doente e precisa, urgentemente, ser trocada pela democracia participativa. A reforma política deveria proibir a perpétua recondução de políticos às casas legislativas e fomentar instrumentos que incentivassem a população a participar ativamente desse processo. Plebiscitos, referendos, orçamento participativo, conselhos de participação popular e proibição, porque não, da reeleição na mesma casa legislativa deveriam ser a tônica do debate eleitoral. Mas, infelizmente, os interesses pessoais dos atuais mandatários falam mais alto.
Também percebemos, como um grande câncer do processo político, o surgimento de aventureiros que não possuem história política alguma em sua militância pastoral ou social. Pessoas que nunca, se quer, demonstraram algum interesse pela política ao longo de sua vida se lançam candidatas simplesmente porque “cantam” bem ou são “bonitinhas”. O passado desses candidatos ou a ausência de passado político falam por si. Precisamos ficar atentos à história de militância dos candidatos. O cuidado para não colocar nas casas legislativas pessoas que “militam por que são candidatas” no lugar de quem “é candidato porque milita” é fundamental no nosso critério de escolha.
Para terminar, eu gostaria de chamar a atenção para o grande político dessa eleição: Você que está lendo esse artigo. O mais importante não é apenas votar bem, mas acompanhar e participar os processos políticos e os mandatos que concedemos a esses. A nossa participação somente será a chave da mudança se ela não se restringir ao período eleitoral, mas se aprofundar no dia seguinte da eleição com constantes visitas às casas legislativas e participações nos grupos de fé e política e de acompanhamento de Legislativo.
Esse é o caminho: Participar. Somente assim é que conseguiremos construir o Reino de Deus em nossas vidas.
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Um grande abraço, a Paz de Cristo e vamos colocar sempre o “Bem Comum acima de tudo”.
Robson Campos Leite
Email: feepolitica@terra.com.br
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