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Temas Bíblicos |JULHO

Cristologia (9) - Fl 2,6-11

Trata-se de um hino a Jesus Cristo, que a Igreja contempla glorificado em virtude da sua ressurreição e celebra como seu Senhor. Os termos que definem a condição divina de Jesus são claros, como, também, os que se referem à sua condição humana. A Pessoa divina de Jesus, não reteve ciosamente para si o ser igual a Deus, mas humilhou-se, assumindo a condição de servo. Para Paulo, Jesus é uma pessoa que, concretamente, existe como homem, cuja dignidade, contudo, depende da sua natureza divina. É esta prerrogativa que torna possível uma Redenção, a qual se atua segundo a condição humana, pelo fato que a Pessoa divina de Jesus assume a natureza humana.
Conseqüência da imolação de Jesus por uma morte de Cruz é a exaltação pela qual ele chega a participar da Glória da Divindade.
Quando Jesus é glorificado em virtude da sua ressurreição, a Humanidade assumida pela Encarnação participa plenamente da Glória da Divindade, da mesma forma que desde sempre, dela participa a segunda Pessoa da Ssma. Trindade. Em virtude da Encarnação, portanto, após a glorificação de Cristo pela sua Ressurreição, toda a humanidade está em condições de participar da Glória da Divindade: Cristo Jesus como Pessoa divina, nós, seus irmãos, como filhos adotivos que, de Cristo Cabeça, receberam o Espírito sem medida. Para explicar os píncaros da glorificação à qual chega a Humanidade de Cristo, São Paulo estabelece uma comparação dele com os anjos, comparação que é desenvolvida, particularmente em Hb 1,5-14. Anjos, Arcanjos, Tronos, Dominações, Principados e Potestades, Querubins e Serafins,... são categorias de servidores de Deus, prontos para executar a sua vontade. Não obstante toda a sua dignidade, porque manifestações da Glória de Deus, eles são inferiores ao Filho que o Pai constituiu herdeiro, e inferiores "àqueles que devem herdar a salvação" (Hb 1,14). Jesus, tornado por um pouco inferior aos anjos, na sua condição de escravo, humilhado pela morte de cruz (2,9), realizada a Redenção, sentou-se "à direita da Majestade, tão superior aos anjos quanto o nome que herdou excede o deles" (1,3s). No momento da ressurreição Deus constitui Jesus na condição de Filho (At 13,33), abertamente manifestado Filho de Deus com poder (Rm 1,4)dizendo-lhe: "Tu és meu Filho, eu hoje te gerei" (Sl 2,7). Ele é o Rei que celebra os esponsais com a rainha vestida de brocados de ouro, ele mesmo vestido com vestes que exalam o perfume da mirra e do aloé (Sl 45). Ele é aquele que tudo criou (Sl 102,26-28) e que Deus chama a sentar à sua direita (Sl 110,1) e recebe em herança todos os povos (Is 42;53; Sl 2,8). É dessa maneira que o autor da Carta aos Hebreus vê Jesus na glória da divindade.

Perguntas para uma reflexão:

1ª) De que maneira distinguimos, em Jesus, a natureza divina e a natureza humana?

2ª) Por que Jesus é capaz de realizar a nossa redenção?

3ª) Qual condição de glorificação Jesus alcança para si e para nós?

Pe. Fernando Capra/CRSP
 
 

VEJA NO MÊS DE JULHO/2006:


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