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No mês passado, destaquei algumas qualidades peculiares que
um líder pastoral deve possuir, porém, todas devem
apontar para o mesmo fim: Evangelizar.
Evangelizar é de fato, a vocação própria
da Igreja e certamente, a sua mais profunda identidade.(EN.14)
Mesmo que ainda não estejamos, por vezes, plenamente conscientes
disto; todos os batizados, possuem o espírito de Cristo e
assim tomam parte em seu Corpo Místico, devendo assim, continuar
a missão iniciada por Ele.
Anunciar Jesus Cristo morto, ressuscitado como "Boa Nova"
do reino e sinal do amor salvífico e libertador de Deus para
com a humanidade, bem como a presença vitoriosa de sua graça
sobre o pecado e a morte, eis no que significa evangelizar.
Todos nós, agentes pastorais, líderes ou não,
como homens e mulheres de fé que somos, não podemos,
jamais fugir a este compromisso, tal como o próprio Jesus,
consciente de sua missão, não se omitiu ou se acomodou,
mas nos disse: "Eu devo anunciar.... A Boa Nova do Reino de
Deus, pois é para isso que fui enviado" (Lc 4, 43).
Ele também nos envia para continuarmos sua missão
e assim o ajudarmos a implantar Seu Reino no meio de nós.
"Ide, por todo o mundo, proclamai o evangelho a toda criatura"
(Mc 16, 15).
Desse modo, conscientes da missão assumida em nosso batismo
e confirmada na unção do crisma, devemos decididamente
tomarmos posse de nossa grande missão e dizermos tal como
o Mestre: "O Espírito do Senhor está sobre mim,
porque Ele me consagrou pela unção para evangelizar
os pobres, enviou-me para proclamar a libertação dos
presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir
a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça
do Senhor" (Lc 4, 18).
Lembrando, no entanto, que, a apresentação da mensagem
do Reino, não é para nós, uma contribuição
facultativa, como muitos a entendem, mas é o Senhor que nos
encarrega, a fim de que os homens e mulheres do nosso tempo possam
acreditar e serem salvos.
Na missão de anunciar a Boa Nova do Reino de Deus, é
a salvação dos homens e também a nossa, que
deve ser levada em conta; no desempenhar desta nobre missão,
é também a beleza da Revelação que a
Palavra anunciada apresenta, que nos enche de alegria e faz arder
o nosso coração, pois Ela comporta uma sabedoria que
não é deste mundo, e assim, torna-se capaz de suscitar
a fé, no coração de quem a ouve, mas não
uma fé qualquer, e sim, uma fé apoiada na potência
de Deus e não na sabedoria humana, tal como nos orienta o
apóstolo Paulo (1Cor 2, 5).
Porém, nunca haverá uma evangelização
verdadeira, se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino,
o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não
forem anunciados, em quaisquer ambientes nos quais sejam desenvolvidos
os nossos trabalhos pastorais, bem como, por todos os agentes envolvidos
em tais atividades; daí a grande preocupação
da Igreja: Quem enviar para anunciar o mistério de Jesus?
Com que linguagem anunciar tal mistério? Como fazer para
que ele ressoe e chegue ao coração de todos aqueles
que hão de ouvi-lo?
Poder-se-ia exprimir tudo isso dizendo: importa evangelizar, oportuna
ou inoportunamente, mas não de maneira decorativa, como que
aplicando um verniz superficial do tipo: ensinar doutrina, antes
de levar àquele a quem se deseja evangelizar, a ter uma experiência
pessoal com Jesus Cristo; em outras palavras, seria como dar alimento
a morto, e isso não tem sentido, pois importa para a Igreja
evangelizar o ser humano completamente, a começar pelo coração,
fazendo continuamente apelo para as relações das pessoas
entre si e com Deus; tendo o cuidado de não "queimar"
nenhuma etapa da evangelização, assim, deve-se:
Primeiramente, anunciar a mensagem cristã pela força
da experiência pessoal e do testemunho - Querigma. Em seguida;
através do ensino progressivo da fé - Catequese. Orientando
o evangelizando à vivência dos sacramentos.
Finalmente, aquele que foi evangelizado, por sua vez, evangeliza.
Assim como, daquele que comunga do Corpo e Sangue de Cristo, espera-se
que ame. E não se evangeliza para amar, mas porque ama, evangeliza.
Nisto é que está o grande teste da verdade, a pedra-de-toque
da evangelização; pois não se pode conceber
uma pessoa que tenha acolhido a Palavra de Deus e se tenha entregado
ao Reino, sem se tornar alguém que testemunhe e, por sua
vez, também a anuncie.
Mas, como fazer isso? Como evangelizar e através de que meios?
Este problema de "como evangelizar" apresenta-se sempre
atual, porque as maneiras de o fazer variam conforme as diversas
circunstâncias de tempo, de lugar e de cultura, e por isso
mesmo, lançam, de certo modo, um desafio à nossa capacidade
de descobrir e de se adaptar.
Há inúmeras vias de evangelização, no
próximo artigo, abordarei algumas, que certamente, ajudará
você, a plantar a Semente do Reino de Deus no coração
do próximo, aproveite, para neste mês do amigo, (dia
18), estreitar os laços de amizade com aqueles que você
ama, lembrando sempre daquele Amigão que deu a vida por todos
nós e que espera de nós uma resposta em atitudes de
amor muito mais que em palavras.
Geraldo Magela
agelafotos@gmail.com.br
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