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Editorial |JULHO

Meus queridos irmãos e irmãs

Mais uma vez, aqui reunidos para nossa reflexão mensal:
No dia 05 de julho temos a festa de Santo Antônio Maria Zaccaria, fundador dos Clérigos Regulares de São Paulo, os Barnabitas, das Irmãs Angélicas e dos Leigos de São Paulo, um santo não muito conhecido, mas que responde às necessidades dos tempos atuais.

Certamente sua espiritualidade está sempre à altura dos tempos em que vivemos, suas cartas mostram, com franqueza, como deve ser o cristão de todos os tempos. Em seus sermões mostra-nos a luta do homem interior versus o exterior, mostrando-nos o caminho para combater a tibieza no homem, apontando a única maneira para vencê-la: - o comportamento ético e moral que só conseguiremos com um relacionamento autêntico com Jesus e com a comunidade. Para chegarmos a esta vivência é preciso conhecer e praticar os mandamentos da Lei de Deus. E o principal deles é:"Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros" Jo 13,34-35.

Santo Antônio foi incansável na luta apostólica, ajudando os leigos a reformularem a fé, a moral e encorajou os leigos a trabalharem juntos num apostolado missionário e a comungarem com freqüência, o que nos levará á exortação de São Bento: "Ora et Labora". Somente através da oração e da adoração é que o homem deixa o exterior e permite que a palavra de Deus penetre em seu íntimo e daí ao conhecimento pleno de Deus.

Antônio Maria nos exorta em uma de suas cartas: "Corramos como loucos de amor, não somente para Deus, como também para o próximo", segundo ele, Deus não precisa de nossos bens, nem de nossos favores, mas o nosso próximo, sim, portanto, dêem ao irmão aquilo que vocês gostariam de dar a Deus!

Nos dias 1º e 2 de julho teremos Adoração das Quarenta horas, como é de praxe em todas as comunidades barnabitas, instituída por Santo Antônio, com o objetivo de nos aproximar de Jesus Eucarístico e estreitar os laços entre padres e leigos.

Também no dia 2 de julho, a solenidade de Pedro e Paulo, que nos lembra a origem da Igreja e sua dependência das pessoas humanas. A comunidade deve representar Cristo, e anunciar o Evangelho, unindo todos que seguem a Cristo numa grande comunidade que é a Igreja de Deus.

Neste dia a nossa reflexão se volta ainda mais nesta direção, porque há pouco tempo acompanhamos a morte de João Paulo II e a eleição de Bento XVI, eles, são exemplos da necessidade de pessoas humanas para representar Cristo na Igreja.
Intensifiquemos nossas orações pelo sucessor de Pedro, Bento XVI, aqui na terra, nosso sucessor maior.

Quando Jesus pergunta a Pedro, o que dizem a respeito dele. Ele responde: "Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo" Mt 16,16. Na verdade, Pedro assume a liderança, professando a fé que dá a Jesus dois títulos: Messias e Filho de Deus. Nestes títulos se reúnem a esperança do povo de Israel, dos apóstolos e das primeiras comunidades cristãs.

Quando Pedro reconhece Jesus como Filho de Deus, Jesus diz: "Bem-aventurado és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne ou sangue que te revelaram isto, e sim o meu pai que está no céu, e por isto eu lhe digo:Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja". Mt 16,17-18 Portanto, reconhecer Jesus é uma missão, é comprometer-se com a fé que professamos, por isto, é que no Livro dos Atos dos apóstolos,12,12 , no episódio da prisão de Pedro, se repete a Páscoa de Jesus.

São Paulo, grande apóstolo, também de vida exemplar até mesmo quando era judeu, foi sempre autêntico em tudo, portanto, o que fez. Sem dúvida, a doação, a força e a coragem são características principais da vida de Paulo. Quando ele encontra Jesus no caminho de Damasco, muda a sua vida, e certamente ele teve que passar por outras conversões, numa vida de doação, pela construção do Reino, em várias comunidades: Éfeso, Coríntians e muitas outras. No entanto, no fim de sua vida se encontrou sozinho, abandonado, quando mais precisava de ajuda, mas sua confiança estava no Senhor, que lhe deu forças para suportar os sofrimento. " O Senhor me revestiu e me encheu de forças a fim de que por mim a mensagem fosse plenamente proclamada e ouvida por todas as nações." 2Tm 4,17.

E assim, meus irmãos, em nossa vida mesmo sendo fervorosos, autênticos despojados, determinados, crentes e até mesmo altruístas, na maioria das vezes, quando precisamos, não encontramos ninguém para nos ajudar. A experiência de Paulo e a nossa cotidiana, nos afirma que somos atribulados por todos os lados, mas não desanimados. Somos postos em extremas dificuldades, mas não vencidos por nenhum obstáculo. Somos perseguidos, mas não abandonados. Prostrados por terra, mas não aniquilados......." 2Cor 4, 8-9.

Creiamos, irmãos e irmãs, que Jesus jamais nos abandonará, mesmo quando a dor nos impeça de interceder, a sua presença sempre nos segurará , com o seu amor de Pai.

Meu abraço fraterno e minha bênção sacerdotal.

Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP
 
 

VEJA NO MÊS DE JULHO/2006:


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cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
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Você mesmo(a).
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