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Temas Bíblicos | JULHO

ESPOSO

A reflexão dos sacerdotes do Templo tinham advertido a presença do verdadeiro Deus na história do povo hebraico e reconhecido o privilégio da revelação dele a Abraão, Isaac e Jacó, como também a intervenção prodigiosa na libertação de Israel da escravidão atéconstituir-se num reino, justificando, com isso, seja o título de "El Shaddai", como o de "Iahweh" e "Santo".

Os profetas, diante da ingratidão do povo com o seu Deus, salientaram que, em todo momento, Deus estava agindo numa atitude de predileção com o povo da escolha, de forma que o compararam a um marido ciumento diante das atitudes idolátricas de Israel, que classificaram de prostituição. Aquele amor, segundo o qual a Bondade sempre agiu, a partir da criação, é lembrado pelos profetas em toda a sua profundidade, embora, infelizmente, num contexto de iniqüidade e perversão: "Dá-lhe o nome de 'Não-Amada', porque não mais amarei a casa de Israel"(Os 1,6). Contudo, a profundidade do amor de Deus encontra, na própria má conduta de Israel, a condição para uma manifestação de amor ainda mais profunda. Enquanto Deus anuncia o castigo, manifesta a sua vontade de voltar a amar Israel. O anúncio é solene e deve ser interpretado como verdadeira profecia que atuar-se-á somente pela Encarnação do próprio Jesus: "Acontecerá naquele dia, ...(Os 2,18-22).

Jesus, portanto, é Iahweh que, pela Encarnação, manifesta todo o seu amor que desta vez, acolhe a humanidade, não porque já purificada por um castigo, como aconteceu a Israel depois do exílio de Babilônia, e sim, porque movido pelo amor do seu coração divino (Lc 1,78). O amor do Coração do nosso Deus terá a sua suprema manifestação na Cruz, aonde aparecerá como o Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Enquanto, todavia, caminha para a Cruz, todos os seus gestos, pregação, expulsão dos demônios, cura dos doentes, vocação dos Apóstolos, instituição da Eucaristia, etc..., querem ser uma antecipação e figura do amor esponsal que, enfim, manifestará. Como esposo o anuncia João Batista aos seus discípulos (Jo 3,29). O próprio Jesus assume essa imagem quando declara: "Podem os amigos do noivo..." (Mc 2,19-21). São Paulo não tem dúvidas em ver, na morte de Cristo, as núpcias do mesmo com a sua Igreja (Ef 5,25-27). Enfim, são João retrata o triunfo dos mártires pela figura das núpcias do Cordeiro com a Igreja (Ap 19,7). Por esse quadro final, os esponsais que Iahweh quer celebrar com a humanidade assumem toda a sua significação. Desde a criação, Deus chama o homem à participação da sua vida. Por isso, sua ação amorosa não tem limites, enquanto espera uma resposta amorosa por parte dos homens.

A relação nupcial quer descrever a união da divindade com a humanidade. Ela viveu todo o seu amor para com os homens na imolação de si sobre a Cruz, em Jesus Cristo.


Perguntas para uma reflexão:

1a) Em que sentido a figura do esposo caracteriza o amor de Deus para com os homens?

2a) Em que momento da história de Israel essa figura vem a caracterizar o amor de Iahweh para com o seu povo?

3a) De que forma o amor nupcial de Deus se concretiza em Jesus Cristo?

Pe. Fernando Capra - CRSP
 
 
VEJA NO MÊS DE JULHO/2003:

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cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
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