S I M ou N Ã O
Queridos irmãos, com muita alegria, continuamos escrevendo
algumas linhas neste nosso jornal, sem dúvida alguma um informativo,
cujos leitores apreciam todas as matérias nele contidas. Temas
não nos faltam e os abordamos com critério e de modo
que sejam do inteiro agrado dos que nos prestigiam com suas leituras.
Nesta oportunidade, nos veio a mente, um tema bastante polêmico
no que se refere a honra do compromisso assumido. Evidentemente, queremos
nos referir aos irmãos que dizem SIM, quando convidados para
algum trabalho pastoral na nossa igreja. Este SIM, muitas vezes é
dado impiedosamente, sem nenhuma análise ou reflexão,
só para agradar a quem solicitou algo, sob a alegação
de que FICAVA CHATO NÓS DIZERMOS NÃO. De fato, muitos
convites são feitos de modo inoportuno e até em ambiente
de festa, onde rola uma cervejinha e outra, surgindo então
um SIM ou NÃO de modo impensado e irrefletido. Aliás,
no meio da euforia gerada pelo consumo do álcool, já
cansamos de ouvir promessas e planejamentos os mais absurdos, tais
como: viagens internacionais, formação de uma nova pastoral,
realização de uma grande festa, e por aí vai...
Nós cristãos católicos, fiéis seguidores
do Cristo Salvador, temos que nos conscientizar que deve ser evitado
qualquer assunto sério, principalmente no que diz respeito
às coisas da igreja, em ambientes festivos, onde haja bebida
alcoólica. É por esta e outras, que muitas religiões
proíbem seus adeptos ao consumo do álcool. Por oportuno,
lhes digo, que já me prometeram excelentes empregos em ambientes
festivos. O pior é que, esperançoso com as promessas
feitas entre drinques, você telefona para o número que
lhe deram, e a pessoa nunca está, ou se lhe atender diz que
não se lembra de você, e ainda tem a cara-de-pau de alegar
que provavelmente deve ter bebido uma cervejinha a mais. Mas... Retornando
o fio da meada, nossas pastorais carecem de agentes assíduos
e dedicados. É irregular a freqüência nas reuniões,
e o pior é que nem dão satisfação pela
ausência e fica tudo por isso mesmo. Felizmente há exceções
e graças a Deus ainda existem irmãos dedicados, leais
e extremamente zelosos com suas atribuições nos trabalhos
que estão engajados. Lamentavelmente há aqueles que
assumem um monte de compromissos e faltam a diversos, se perdendo
na confusão e no caos de sua própria agenda, feita aleatoriamente.
Precisamos adotar uma atitude digna e respeitosa, quando formos convidados
para algum trabalho na nossa igreja. É preferível dizer
que o SIM ou NÃO , seja dado a "posteriori", dentro
de um prazo que seja suficiente para reflexão e análise
do que foi solicitado. Aí sim, surgirá uma resposta
coerente e pautada no bom-senso. Afinal, um SIM ou NÃO precipitado
compromete o casal e/ou a pessoa, se estes não puderam honrar
o compromisso assumido, ou mesmo se o cumprirem parcialmente. Assim
sendo, chega-se a seguinte conclusão: Não nos deixemos
impressionar por convites, facilidades e oferecimentos feitos sob
a euforia causada pela bebida. Ao recebermos algum convite para qualquer
trabalho na igreja, peçamos um prazo para pensar e estudar
o assunto. Assim, será dada uma resposta que não comprometerá
a nossa dignidade e a nossa palavra. Ora, se eu sei que os dirigentes
d'O MENSAGEIRO contam que meu artigo seja entregue na redação
até o dia 15 de cada mês, é meu dever entregá-lo
sem que me seja cobrado. Já pensaram circular pela comunidade
algo assim: "O Mensageiro saiu com atraso por causa do artigo
do Zamoura, ele viajou e deixou de entregá-lo à Hélia
ou ao Nelson!" Isto jamais acontecerá, podem crer.
Louvores e Glórias a Deus
Zamoura (da Diva) 15º ECC. |