Em 5 de julho de 1539 morria em Cremona - Itália, nos braços
de sua santa mãe, o Padre Antônio Maria Zaccaria. Sua
obra apostólica, longe de terminar, ela estava continuando
em seus filhos e filhas espirituais: os religiosos Barnabitas, as
Religiosas Angélicas e os Leigos de São Paulo. Fundados
no século XVI continuam na Igreja sua obra e sua presença.
E há exatos 100 anos, atendendo ao convite de 2 bispos brasileiros,
eles chegaram ao Brasil, onde novos desafios os esperavam. O primeiro
grupo de 5 religiosos foi chamado a colaborar na formação
dos futuros Padres, no seminário de Belém do Pará.
Em seguida, receberam a paróquia de Nossa Senhora de Nazaré.
O segundo grupo de 5 religiosos foi lançado ao apostolado paroquial
no sertão de Pernambuco. Tendo como centro de suas atividades
Salgueiro, assumiram, a pedido do Sr. Bispo, mais 3 paróquias:
Cabrobó, Boa Vista e Petrolina. As distâncias entre as
3 paróquias e as grandes dificuldades encontradas fizeram com
que esta primeira experiência pastoral se encerrasse em 1905.
Deixando Pernambuco eles se reunirem aos 5 religiosos que trabalhavam
no Pará. Mais tarde, em 1906, vieram para o então Distrito
Federal e depois de algumas experiências, se fixaram, em 1909,
no Catete, abrindo o Externato Santo Antonio M. Zaccaria. Somente
em 1921, vieram para Jacarepaguá, assumindo a responsabilidade
pastoral da imensa paróquia dedicada a Nossa Senhora de Loreto.
Não vai faltar ocasião para relembrar algumas páginas
de nossa história e de nossas atividades, não somente
em Jacarepaguá, mas nos outros lugares do Brasil. Neste mês
gostaria de pedir à nossa Comunidade Paroquial, que se una
a nós na oração para o bom êxito do nosso
Capítulo Provincial, que vem a ser a Assembléia Geral,
que realizaremos de 21 a 25 deste mês. Nesta Assembléia,
depois da revisão da caminhada destes últimos anos,
serão tomadas as decisões para as atividades dos próximos
3 anos. Que o Divino Espírito Santo ilumine e o santo Fundador
proteja esta nossa assembléia.
Celebramos no último final de semana de junho, solenidade dos
Santos Pedro e Paulo, as Quarenta Horas. Como sempre, ao longo dos
2 dias os grupos, os movimentos e as pastorais, bem como os fiéis
em geral, se revezaram na adoração a Jesus Eucarístico.
Em sua última Encíclica, o Santo Padre exortava o clero
e os fiéis (n.25) sobre o valor e a importância do culto
prestado à Eucaristia fora da Missa. Que as Quarenta Horas
nos incentivem aos encontros de Adoração ao longo do
ano, toda terceira quinta-feira de cada mês.
Uma última reflexão sobre as festas em geral e sobre
a tradicional festa junina: seria desejável que todas as nossas
festas fossem festas da comunidade, da família. O gigantismo
de nossas festas afasta mais do que congrega os nossos paroquianos.
É preciso repensar estas festas para dar a elas o aspecto de
reunião familiar: reunião de nossa grande família
paroquial, que quer passar momentos de lazer e de convivência,
em santa tranqüilidade. Teremos tudo a ganhar.
Pe. Victor, b.
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