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Aprendendo com as crises... | JULHO

Há algum tempo atrás fomos abalados com uma triste notícia nos jornais. Chefe de família de classe média alta dizimava a todos (esposa e duas filhas) e em seguida se suicidava.

E a família inteira, de repente, não acorda!!!

A notícia chocante aos poucos foi-se esclarecendo o limite entre o ter, o manter o padrão de vida e a realidade um fracasso financeiro, um seqüestro, depressão, vida sem esperança derrubava aquele homem e sua família.

Parece-nos absurdo o que fez aquele homem mas desse desespero só ele podia nos falar. Não o fez; calou-se, não dividiu com os seus; desesperou-se e a saída encontrada foi aquela...

Porém dias depois outra notícia nos acalentava. Uma carta amiga endereçada ao jornal O Globo, falava-nos sobre a reflexão do Pe. Jorjão em missa pela família. Como é bom sentir a lucidez de um religioso que, embora não tenha vivido a situação, a cada dia ouve, participa, comunica-se com seus fiéis, transmite e recebe o amor fraterno.

Eis o trecho publicado há dias atrás e digno de ser refletido e apreciado pelas famílias de nossa comunidade:

"Preocupem-se menos com o TER e mais com o SER. Vão para casa e abracem suas famílias. Abracem seus pais, suas mães, e entendam que o grande valor da vida está na família. Cerquem-se de amor e não de valores materiais.

Estamos assistindo a uma juventude que não consegue resistir aos apelos do consumo, que não sabe dizer não ao dinheiro. O que é seu precisa ser melhor que o do vizinho. Não sobrevivem sem grifes, sem viagens, sem compras nem restaurantes caros. Não são capazes de estar sozinhos, com um bom livro, com a sua consciência, com sua família. Vivem em bando, não convivem com o silêncio, nem com a solidão. E cobram dos pais, cobram sempre, querem mais.(...)

Filhos nossos, adolescentes, jovens, por favor, reflitam enquanto é tempo. Dividam com seus pais as dificuldades. Pais, partilhem com seus filhos seus momentos, bons ou maus. Unam-se, somem em vez de dividir. Encurtem distâncias. O dinheiro ou a falta dele não pode mais, de jeito algum, tirar vidas. E pais desesperados devem saber que, junto com suas famílias, sempre encontrarão uma luz no fim do túnel."

Cabe-nos refletir: a única solução está na família, no diálogo sempre, sempre, sempre.. Sem subterfúgios, sem mesuras, sem disfarces. Só crescemos sendo realistas, isto é, com pé no chão e coração em Deus.

Nelson e Teresa (9º ECC)
 
 
VEJA NO MÊS DE JULHO/2003:

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cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
Você mesmo(a).
A Corte Celeste.

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