Após tomar conhecimento dos resultados finais das ajudas realizadas
pelas paróquias da Arquidiocese do Rio de Janeiro, em 2001,
que, atingiram 2.895.474 pessoas e R$ 19.766.514,82, os vigários
episcopais, com total aprovação do Sr. Arcebispo, consideraram
importante manifestar publicamente o louvor a todos os corações
generosos, que, na maioria das vezes em silêncio, concretizam
o mandamento do Senhor: "todas as vezes que fizestes isto a um
dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes."
(Mt. 25, 40)
Infelizmente, preocupa o fato de que estes corações
generosos sentem-se muitas vezes, sobrecarregados de pedidos para
ajuda financeira. São cartas, campanhas, uso da mídia
e da informática, solicitando colaboração para
entidades que não têm vínculo algum com a comunidade
paroquial.
Por certo, não se trata de ignorar o direito de cada pessoa
livremente exercer o mandamento da caridade como bem lhe convier.
Importa, porém, ressaltar que a vigência do cristianismo
ocorre primordialmente na vida de comunidade e a paróquia é
o lugar comunitário por excelência. Nela, ocorrem não
apenas a partilha dos bens, mas também a garantia do efetivo
destino dos recursos ofertados. Antes da oferta financeira, é
preciso existir o vínculo com a comunidade, pois é deste
vínculo que brotarão as atitudes solidárias.
Em nossa Arquidiocese, consideramos prioritário, no momento,
o término das obras do Seminário Rainha dos Apóstolos.
Além disso, consideramos importantíssimo e por isso
recomendamos vivamente o trabalho criativo feito pelas paróquias.
Que o Bom Deus continue no coração de todos os católicos
os mais vivos sentimentos de caridade e compaixão.
Rio de Janeiro, 13 de maio de 2003
Memória da Bem-Aventurada Virgem Maria, Senhora de Fátima
Documento recebido da Arquidiocese de São Sebastião
do Rio de Janeiro em Maio p.p.: |