- Carta de Judas III
Divisão
A carta consta de um só Capítulo e 25 versículos.
1-2 Saudação inicial
3-4 Motivo da carta: combater os intrusos
5-16 Desmascarar os falsos doutores
17-23 Exortar os fiéis
24-25 Solene doxologia final
Aspectos Doutrinais
Doutrina Trinitária: a doxologia final salienta os atributos divinos (v. 25). As três pessoas divinas são mencionadas na exortação aos fiéis (vv. 20s); o Pai e o Filho são lembrados mais vezes (vv. 1.4.25).
Deus Pai (v. 1) é autor da salvação dos homens (v. 25); é cheio de amor para com os fiéis (vv.1.21); com Cristo é fonte de misericórdia, paz e caridade (v. 2; cf. v.21); comunica aos fiéis a força para triunfarem sobre o mal e disporem-se, mediante uma vida irrepreensível, para comparecerem diante da sua Majestade (v. 24) de Juiz supremo (vv. 4.6.14s).
Cristo é colocado no mesmo plano do Pai (vv. 1.4.21), com quem é princípio de todos os bens (vv. 1-2.21). Judas seu servo, qualifica-o habitualmente como Senhor (vv. 4.17.21.25). O Pai realiza a salvação dos homens mediante ele (v. 25). Cristo é o objeto do ensinamento dos Apóstolos, isto é, da fé (vv. 1.17.20); da união com ele depende a salvação (v. 1), e da sua misericórdia, o dom da vida eterna (v. 21).
O Espírito Santo (v. 20s) é princípio de santificação; possuem-no os verdadeiros fiéis, não os ímpios (v. 19); nele rezamos (v. 20).
Os anjos: entre Deus e o homem inserem-se os anjos, seres gloriosos (v. 8), que merecem especial respeito (v. 9). O autor conhece a existência de anjos bons, entre os quais aparece o Arcanjo Miguel (v. 9), e de anjos maus (o diabo v. 9), relegados a um cárcere tenebroso, aguardando o juízo final (v.6).
Os cristãos: são filhos de Deus (v. 1), por terem sido vivificados pelo Espírito (vv.19s; cf. Gl 4,6s; Rm 8,14). Como tais, são objeto, por parte do Pai celeste, de singular benevolência e de especial solicitude, que visa conservá-los na união com Cristo (v. 1), mediante o qual podem conseguir a herança eterna (v. 21). A vida cristã desenvolve-se sob o signo da caridade divina, que confere a posse dos bens sobrenaturais (v. 4), conserva os fiéis (v. 1) e, enfim, introduz na vida eterna (v. 21).
Denunciando os ímpios que procuram corromper as comunidades cristãs, o autor lembra, várias vezes, os castigos eternos, preparados tanto para os anjos prevaricadores quanto para os homens (cf. vv. 4.6.13ss); exortando a viver a vida cristã na íntegra, apresenta a perspectiva da vida eterna (vv. 20.21); A sorte definitiva dos homens será determinada pelo juízo final, que é um dos temas principais da carta (vv. 14s).
Textos Seletos
5-7 Mostra com alguns exemplos bíblicos o castigo que espera esses ímpios.
8-13 Recrimina a conduta blasfema e perversa.
14-16 Recorda o juízo divino.
17-19 Os Apóstolos tinham predito a aparição de falsos mestres.
20-21 Exorta a fundamentar a vida sobre a fé, a oração, a caridade e a esperança.
24-25 Uma das doxologias mais belas do Novo Testamento, exaltando o poder salvador de Deus Pai, que opera mediante Cristo.
Que o Espírito Santo nos ilumine para que sempre esperemos a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Jane do Tércio |