Meus amados irmãos e irmãs, iniciamos o ano civil com a solenidade litúrgica de “Santa Maria Mãe de Deus” que ocorre na oitava do nascimento de Cristo, ainda na seqüência da Festa da Sagrada Família. Recordamos o Natal de Luz do Evangelho, que situa os pastores diante do presépio a divulgar o acontecimento pelas imediações e também se refere que, ao ser apresentado no templo para cumprimento da Lei, o Menino de Belém recebeu o nome de Jesus, Salvador. É como fala o profeta Isaias:“Hoje sobre nós resplandeceu uma luz: nasceu o Senhor. O seu nome será Admirável, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz. E o seu reino não terá fim “ (Is 9,2.6: Lc1,33)
São Bernardo fala da paz dizendo: “Agora não se trata de uma paz prometida mas, envolvida, não adiada, mas concedida; não profetizada, mas presente.” Deste modo, quando chegou a plenitude dos tempos, veio também a expressão que mais nos impressiona no Tempo do Natal:“Um menino nos foi dado”, significa que a paz nos é concedida porque “Ele á a vossa Paz”.
Na solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: somos convidados a contemplar a figura de Maria, aquela mulher que, com o seu SIM ao projeto de Deus nos ofereceu Jesus, o libertador.
Neste mês de janeiro temos também a Festa da Epifania, que significa a manifestação de Deus na pessoa do Menino Jesus.
Neste dia, Nosso Senhor Jesus Cristo é manifestado como Salvador de todos os povos às nações. Todos nós somos convidados a nos sentirmos como os Reis Magos, peregrinos na fé, junto com toda humanidade que enfrenta o cansaço da longa viagem, na busca contínua de um sentido para a vida e para as contradições e percalços da caminhada.
A Epifania é a festa em que Deus nos surpreende mostrando a sua própria face. Em Jesus, é Deus que está presente entre nós para nos guiar na travessia da vida, para reascender em nós o desejo do Céu, das coisas do alto. Portanto, Epifania é a festa da disponibilidade, da possibilidade de conhecer Deus. Os pastores, gente simples do povo, reconheceram o Menino Deus ao voltarem ao trabalho: “Glorificando e louvando A Deus” (cf Lc 2, 20). Os magos: Belchior ofereceu ouro que significa reconhecer Jesus como rei; Gaspar, incenso, reconhecendo Jesus como Deus, Baltazar ofereceu mirra, que significa reconhecer Jesus enquanto homem. Somos convidados a irmos mais uma vez ao presépio, em companhia dos Reis Magos, e oferecer também a Jesus, pelas mãos maternais de Maria Santíssima, o ouro do nosso amor, o incenso das nossas orações e a mirra das nossas mortificações e paciência.
Bem, meus irmãos amados, neste ano de 2009 sejamos mais orantes, mais corajosos, mais fraternos, justos e amigos; no último dia do ano devemos intensificar as nossas orações para que 2009 seja de paz e amor. Procurem rezar mais no início para que as bênçãos de Deus não nos faltem...
Os três magos, são com toda razão, chamados as primícias da nossa fé, e sua festa é digna de ser celebrada com a maior solenidade, em sinal de alegria, por Deus ter chamado também os pagãos, ao conhecimento da religião do seu Filho unigênito “é um benefício imenso que Deus me fez, ter-me chamado à existência num tempo e numa terra, onde reina a verdadeira religião”, diz Santo Agostinho. “Milhares e milhares de homens vejo que não têm esta felicidade. Quantos milhões são ainda não cristãos.”
Agradeçamos a Deus de todo coração pela nossa vocação cristã e procuremos cada vez mais nos tornarmos dignos dela.
Meus irmãos amados, desejo a vocês que os 365 dias de 2009 sejam repletos de muito amor e muita paz. Que Jesus abençoe a todos nós e nos conceda saúde e paz, amor e que nossos sonhos e esperança se renovem e se concretizem no decorrer deste ano que se inicia.
Deus nos guarde, nos proteja, hoje e sempre. Amém!
Meu abraço sacerdotal e minha bênção para todos
Feliz Ano Novo.
Pe. Francisco de Assis Maria Leite - CRSP |