Um dos mais venerados mártires da igreja Católica,
Sebastião viveu no século III, período em que a Igreja sofreu
as maiores e piores perseguições por parte do Império Romano.
Os cristão já tinham conquistado um grande número de adeptos,
provavelmente uns 10% da população e, muitos, ocupavam cargos importantes
na administração imperial. Com o Imperador Diocleciano teremos,
por influência de seus auxiliares mais diretos, a perseguição
que porá fim à vida de Sebastião e muitos cristãos.
Sebastião
nasceu em Narbonne, França, provavelmente em meados do século III,
mas foi criado em Milão, na Itália. Cristão, nunca se
envergonhou de sua religião. Vendo as grandes tribulações
que os cristãos sofriam, as perseguições atrozes de que eram
vítimas, alistou-se nas legiões do imperador, com a intenção
de mitigar os sofrimentos dos seus irmãos em Cristo. A figura imponente,
a prudência e bravura do jovem tanto agradaram ao imperador, que o nomeou
comandante da guarda imperial. Nesta posição Sebastião se
tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados.
Sebastião
ajudou muitos cristãos e converteu muitos soldados e dignatários
do Império. Quando se agravou a perseguição, foi denunciado,
e o Imperador, sentindo-se traído, mandou que ele fosse martirizado a flechadas.
Sebastião
, dado como morto, conseguiu sobreviver e, curado, foi exigir justiça em
favor dos cristãos junto ao imperador que, enfurecido, mandou matá-lo
a pauladas e com bolas de chumbo e atirado na cloaca magna. Sebastião tornou-se
o protetor e padroeiro contra as pestes, pois quando transladaram suas relíquias
para a igreja construída por Constantino, a cidade de Roma se viu livre
de uma peste que matara muita gente.
Neste final de século, em que
a Igreja nos convida a preparar a celebração do III Milênio
da Encarnação de Jesus Cristo: época em que a covardia, o
indiferentismo, o comodismo e o medo fazem com que muitos cristãos não
se preocupem com o seu próximo e não lutem contra as estruturas
de injustiças que sacrificam a vida de milhares de pessoas, necessitamos
de homens e mulheres como Sebastião que sejam modelo de:
confiança
no poder de Deus que é maior que que qualquer poder deste mundo;
fé
perseverante e persistente que gera atitudes de serviço, doação
e sacrifício pelo outro;
caridade, solidariedade e compromisso com
o mais pobre, marginalizado, preso e sofredor.
Atitude consciente do homem
que não aceita os erros dos superiores e governantes e os questiona com
dignidade e respeito.
Ronaldo Mazula
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