Às 19:00h, o Loretão estava quase cheio, um murmúrio
de vozes alegres e uma agitação tomava conta da assembléia
que se reunia para uma das cerimônias mais bonitas que assistimos
no Loretão.
Quando a Procissão de Entrada começou, o Loretão
estava lotado, se não houvesse climatização,
o calor seria muito forte, mas mesmo o vapor frio que saia dos ventiladores
não diminuiu o calor do Povo de Deus que cantava, rezava e
esperava, com ansiedade aquela cerimônia.
Aos acordes da música " Profeta", a procissão
entrou com toda dignidade de uma Missa solene. A cerimônia,
presidida por Mons. Gilson, Vigário Episcopal, foi concelebrada
por Pe. Sebastião, Pe. Victor, Pe. Francisco, Pe. Moreira,
Pe. Roberto, Pe. Arthur, Pe. Miguelito e Pe.Paulo, todos da Congregação
dos Barnabitas.
Após a homilia de Mons.Gilson, quando ele falou da importância
daquele momento, conclamando os fiéis da Paróquia a
apoiarem o novo pároco porque numa comunidade é fundamental
o amor e a união. Todos saberão que são meus
discípulos se amarem uns aos outros, já diz São
João em seu Evangelho.
Embora muitos não saibam, todos os fiéis católicos
pertencem a uma paróquia, alguns nem sabem o nome de seu pároco,
mas a Igreja se organiza desta maneira e a obediência é
fundamental nesta hierarquia. Esta paróquia de N. Sra. de Loreto
tem história, é uma das paróquias mais antigas
da cidade, tendo sido "mãe de 16 paróquias da região
e, em breve mais uma deverá sair da circunscrição
do Loreto: a de Santa Luzia do Gardênia Azul.
Desde 1922, a Paróquia que está nas mãos dos
Padres Barnabitas é uma comunidade abençoada por contar
com três sacerdotes no trabalho pastoral.
Após a homilia foi feita a leitura do termo de posse por Pe.
Victor. No termo, Dom Eusébio determina que no exercício
do múnus sacerdotal, Pe. Francisco cumprirá tudo aquilo
que faz parte do reto exercício sacerdotal, de acordo com as
normas canônicas.
Lembra particularmente que a Palavra de Deus seja anunciada aos leigos,
que devem ser instruídos nas verdades da fé e também
o empenho para com a Justiça Social, a Catequese das crianças
e adultos e empenhando-se para que a Eucaristia seja o centro da vida
paroquial.
Após a leitura do termo de posse, Monsenhor Gilson falou dos
três sinais da missão do Pároco: a Palavra de
Deus, que Pe. Francisco recebeu e beijou, o Pão da Palavra,
que precede o Pão da Eucaristia, as chaves do Sacrário,
numa referência que o Pároco é o dispensador.
É ele que guarda o Alimento Santo, o Pão da Vida. Ele
é também o pai, aquele que distribui e guarda os vasos
sagrados. A estola é o símbolo da autoridade sacerdotal,
o sacerdote a porta nos ombros sempre no ofício dos sacramentos
e nas cerimônias litúrgicas. É também o
símbolo do jugo do Senhor; e num sentido mais poético
simboliza o pano que o pastor colocaria nos ombros para socorrer e
transportar a ovelha ferida e desgarrada, afim de que ela possa encontrar
mais conforto ao ser transportada.
Já com a estola Pe. Francisco assina o termo de posse e é
apresentado por Mons. Gilson, como Pároco da Paróquia
de N. Sra. de Loreto. Muito aplaudido, emocionado, Pe. Francisco não
conseguiu conter as lágrimas.
Antes do ofertório foi feita uma homenagem à figura
do pastor, que representa o Pároco, nosso pai. Apresentou-se
o cajado, símbolo da autoridade do pastor. O pastor, quando
chamado ao seu ministério, recebe autoridade e poder. O cajado
servia para o pastor se apoiar em regiões montanhosas, de difícil
acesso, e também para proteger as ovelhas, afugentando os lobos.
A funda é a arma do pastor para expulsar os lobos, ela simboliza
o poder de Jesus, a oração, a intercessão, a
súplica pela angústia, a dor, e o sofrimento do irmão.
O alforge que é a bolsa do pastor, lá ele carrega seu
alimento, porque o pastor tem que ser forte, para conduzir as ovelhas
ao pasto e à água fresca da fonte, forte para lutar
pelas ovelhas e as intempéries que caem sobre a comunidade.
A lã que representa todos nós, as ovelhas, razão
de ser do pastor.
Após a entrega do cálice , do vinho , todas as pastorais
se apresentaram com faixas e cartazes, em disponibilidade para o trabalho
pastoral.
Após a comunhão a Paróquia se despede de Pe.
Victor com uma belíssima canção: Amigos, lenços
brancos foram acenados num momento muito emocionante, que levou às
lágrimas os presentes.
Despedida mesmo, não foi, temos a certeza da sua presença
aqui, sempre que for necessária. Contamos com o senhor!
Encerrando a cerimônia Pe. Francisco, muito emocionado, se dirigiu
a todos agradecendo primeiro a Deus, `a sua família e aos Padres
Barnabitas pela sua vocação e formação
de sacerdote.
Agradeceu, especialmente ao Mons.Gilson, a quem dedica uma grande
admiração e carinho. Agradecimento a todas as pastorais
presentes e à toda comunidade, que aplaudiu, com entusiasmo
suas palavras. Lembrou que o ofício de pastor é duro
e que muitas vezes, as pessoas terão que ouvir um "não",
mas que este "não" será dado com muito amor,
assim como os pais dizem não aos seus filhos, com a intenção
de educar. " Sem a cruz não haverá ressurreição,
primeiro preciso buscar o bem da Paróquia".
Espera contar com o serviço de todos, principalmente das pastorais.
Pediu à Nossa Senhora de Loreto que abençoasse sua missão,
que ele colocava em suas mãos.
Após a saída da equipe celebrante, Pe. Francisco retornou
para os cumprimentos, cortou o bolo que foi servido a todos os presentes
acompanhado de refrigerante . Foi uma festa! |