A POSSE
Me foi repassado um e-mail onde um leitor deste jornal critica a falta
de cuidado com o português nas coisas que aqui são escritas.
Ou seja, aquelas coisas básicas que não dá nem
para colocar a culpa na digitadora, tipo; "nós vai, a
gente fomos".
Pensei em mandar meus artigos para o Prof. Pasquale, já estava
quase tudo pronto, faltava apenas saber como se escrevia "Pasquale".
Era preciso muita dedicação para não errar. Muito
de conhecimento e pouco de emoção. Já havia terminado
duas linhas de um artigos de 32 linhas. Até que chegou o dia
cinco de dezembro, dia da posse do novo pároco. Seria um dia
comum não fosse o Pe. Francisco(Chiquinho somente para os adolescente
do EAC), o grande homenageado. Aí cometi meu primeiro erro.
Os homenageados foram todos os paroquianos que compareceram a cerimônia
e não ele. Não é todo dia que encontramos no
mesmo espaço físico, a nata de dirigentes espirituais,
talvez a melhor seleção de todos os tempo, faltando
o Papa é claro.
O que seria apenas uma simples missa de posse, algo assim meio burocrático,
foi na verdade, uma grande demonstração de carinho.
Era ali, naquele momento, o retrato da integração de
um Loreto que eu amo.
Vocês não imaginam a emoção de abraçar
amigos como Pe. Sebastião e Pe. Victor. O primeiro a gente
aprendeu a amar por longos anos, o segundo nos ensinou muito em tão
pouco tempo. Agora, existe uma coisa que ninguém notou. Esses
dois padres já tiveram e o Pe. Francisco tem mas vai perder
um dia. (resposta no P.S.)
Voltando àquela noite. Haviam trocentas pessoas
nas arquibancadas, cadeiras, sacadas, ladeiras, corredores e galhos
de árvores, sim porque todos queriam assistir a esse momento
único na vida do Pe. Francisco. Fazia um calor de enlouquecer,
os chafarizes do Loretão estavam ligados no máximo e
a emoção inundava a todos. Gente, cá pra nós,
ver o Loretão lotado é uma das coisas mais bonitas do
universo, é a visão do paraíso. Eu, carioca esperto,
cheguei em cima da hora e não encontrei lugar nem na turma
do gargarejo.
É essa a comunidade que está sendo passada ao novo pároco
e como ele mesmo disse; não fará nada sozinho, a comunidade
tem e terá sua parcela de responsabilidade, mantendo-se ligada
nos acontecimentos e fazendo mais do que nunca o que sempre fez: PARTICIPANDO.
Esperamos que o Pe. Francisco faça um grande trabalho, que
desenvolva novas atividades e que não corte meus artigos, mesmo
com erros de português, pois o Prof. Pasquale disse que sou
um caso perdido.
P.S. O que os Padres Sebastião e Victor já tiveram e
o Pe. Francisco vai perder um dia: CABELO. Não sabemos se os
cabelos caem naturalmente ou se são arrancados por seus donos
a cada confusão, a cada evento, a cada encontro.
Por via das dúvidas fotografem agora e comparem daqui a dez
anos.
P.S. do P.S. Tive um ano maravilhoso, só me aconteceram coisas
boas, pois aprendi a esquecer as outras coisas, apenas agora no finalzinho
algo conseguiu me deixar triste; o cachorro de estimação
dos meus filhos morreu. Sheid era seu nome. Era sheid fome, sheid
graça e nos deixou sheid saudades. Sabe, nem eu sabia que gostava
tanto dele.
PAULO SOBRINHO E SOLANGE (loretando@ig.com.br) |