O quinto mandamento da Igreja determinava, até pouco tempo,
que é dever do católico "pagar o dízimo
segundo o costume". Mas que costume será este?
A Igreja Católica tem se mostrado tolerante quanto à
obrigação de se pagar a décima parte do que se
ganha. A nova redação dada ao mandamento "pagar
o dízimo segundo o costume" tornou-se "ajudar a igreja
em suas necessidades".
O Brasil terminou, com a proclamação da república
em 1889, separando a Igreja e o Estado. A partir dessa data a Igreja
teve que improvisar um meio de sustentar suas atividades. Foi quando
surgiu o sistema de cobrança de taxas pelos serviços
religiosos tais como: casamentos, batizados, encomendações
de missas, etc... que infelizmente, vigora até os dias de hoje
devido a pouca adesão do católico à devolução
do dizimo, pois no Brasil, o costume sempre foi com permissão
da Igreja, em vista da pobreza do povo, pagar o que se pode, quando
se pode e como se pode.
Mas o dízimo, bem entendido, exclui o egoísmo e integra
o amor. Deve ser buscado com desejo constante, ou seja, sentir vontade
e amor em participar de coração do dízimo que
é fonte de graças, sinal de comunhão com Deus.
E inadmissível o dízimo como pagamento, ele deve ser
entendido como devolução a Deus do que ele mesmo nos
dá.
Nós dizimistas não podemos entender a devolução
como troca de favores, devemos fazer essa devolução
com amor, sem segundas intenções, sem exigirmos que
a Igreja realize obras para incentivar a participação
da devolução, porque mostrar obras é próprio
dos políticos e não da Igreja.
Devemos participar do dízimo com apenas um sentimento - "Entrar
em comunhão com Deus, participar de seu plano de salvação
e estar em comum-união com a casa de Deus e a comunidade".
O dízimo é pessoal, não deve ser visto como troca
mais sim: "Eu e Deus". Nós devolvendo a Deus, fazemos
nossa parte, sem nos preocuparmos com o que vai ser feito do nosso
dízimo. Deus faz parte dele, que é a orientação
das pessoas que irão trabalhar nesta pastoral, para que o dinheiro
seja empregado, obedecendo a três importantes dimensões:
1 - Dimensão religiosa: manter todos os gastos da Igreja; reformas,
construções, pinturas, salários, materiais litúrgicos,
água, luz, telefone, materiais de limpeza, etc...
2- Dimensão Missionária: investir nos diversos grupos
(pastorais) da igreja quer seja dos jovens, adultos, crianças
ou idosos...
3- Dimensão Social: Investir em obras de caridade, ajudar aos
mais necessitados.
Quando permitimos sermos conduzidos por Deus, tudo acaba bem em nossas
vidas. É isso que está faltando às pessoas -
Fé - Entregar-se a Deus e tê-la como primeiro plano de
nossas vidas.
Dízimo é a entrada em comunhão com Deus, é
a partilha, mas para chegarmos a isso, precisamos educar nossa fé.
Quando é Deus que pede, a oferta é conforme manda nossos
corações e corações conscientizados conhecem
seus deveres, conhecem as necessidades da sua paróquia, e na
hora da devolução dos nossos dízimos atenderemos
com amor e fidelidade ao pedido de Deus.
|