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BARNABITAS NO BRASIL
Até parece que foi ontem. Como o tempo passa rápido,
assim, de repente, não mais que de repente a Congregação
dos Padres Barnabitas completa 100 anos no Brasil. É muito
tempo para ser contato num só artigo, mas se vocês
quiserem saber detalhes técnicos sobre eles, pedirei que
leiam os outros artigos desta edição, lá com
certeza vocês vão encontrar informações
detalhadas.
- Espere aí!!! Não vá agora!!! Leia meu artigo
primeiro!!!!
Eu sou horrível para datas, cronologia não é
meu forte, mas guardo num cantinho especial da memória do
meu Pentiun 100, que é minha cabeça, momentos de minha
infância quando eu nem sabia o que era "Barnabitas",
mas conhecia o sabor de seu convívio.
Sou do tempo do Pe. Junqueira, um padre gente boa pra caramba. Tinha
voz grave, gostosa de ouvir. Seu sorriso fazia amigos com facilidade.
Era baixinho (fui notar isso pouco antes de seu falecimento, quando
esteve no Loreto, eu estava bem mais alto que ele), e mesmo com
sua tradicional batina preta, jogava bola com a garotada da catequese
da Irmã Susana com muita desenvoltura. Eu gostava muito daquele
padre, ele me passava segurança e não me fazia sentir
medo. Era um barnabita e eu nem sabia, ele não era só
um nome.
Fui crescendo e a idéia de barnabita continuou não
existindo, não havia diferença para mim. Veio o grupo
jovem e aí o bicho pegou. Eu que conhecia um padre baixinho
e muito gente boa, passei a conviver com um outro bem mais alto
e encardido "pra daná". Padre Sebastião
Noronha Cintra (Noronha Contra para alguns), gente boa também,
mas era o "bicho". Famoso trator 4x4, não deixava
pedra sobre pedra. Acho que pela pouca diferença de idade,
nós jovens tínhamos uma pré-disposição
para o embate, tudo bem que nem sempre a gente fazia a coisa certa,
mas "não era brinquedo não", Virou mexeu
a turma da calça Lee estava batendo de frente com ele e é
ruim de pensar que tínhamos moleza como hoje. Os jovens hoje
tremem quando ouvem as broncas do Pe. Francisco, isso porque nunca
ficaram na reta do "Tiãozinho". Mas o tempo foi
passando e para a felicidade dele eu cresci, alguns dizem que não
melhorei muito, mas minha mãe diz que sim.
Nos tornamos um pouco cúmplices, algo assim como irmãos,
ele é o mais velho é claro. Acho que foi por aí
que comecei a notar a diferença que fazia ser barnabita,
pelo menos podia dizer que conhecia um. Hoje meus assuntos são
com o Pe. Victor, tirando alguns artigos que dão dores de
cabeça e um computador que funciona de vez em quando, o resto
vai muito bem. E é aí que eu acho que a minha contribuição
nesses 100 anos é muito grande. Todos eles que tiveram contato
comigo precisaram de muita paciência e paciência é
um dom especial de Deus, assim como os votos; tem voto de pobreza,
voto de obediência e nesse caso o mais importante, o voto
de paciência.
Não me perguntem o que é, como é ou como e
da onde veio este nome, não me perguntem dados técnicos
sobre eles porque eu não sei de nada, não lembro,
afinal quem nasceu pra ter memória é computador. Eu
só sei que devo minha existência como cristão
católico a esses bravos padres que, com muita competência
conduzem seus rebanhos.
Pelo fato de seguirem os passos de SAMZ (para quem não sabe
significa: Santo Antonio Maria Zaccaria), nossos padres atingem
seus objetivos na comunidade com muita perfeição.
É isso aí: sede perfeitos.
Não posso terminar sem falar no Pe. Tiuba. Grande guerreiro,
nos tempos da repressão suas homilias eram uma luz em direção
a liberdade. Uma liberdade que hoje desfrutamos e poucos dão
o devido valor. E para aqueles que reclamam das broncas do Pe. Francisco
é porque nunca tomaram uma do Pe. Moreira, aquele vozeirão
fazia a gente tremer na base.
Definitivamente devemos muito a essa turma de padres que tanto engrandecem
nossa comunidade.
Parabéns aos padres Barnabitas, vou fazer de tudo para estar
também o aniversário de 200 anos.
P.S. Abraços também aos padres: Arthur, João,
Luizão, Mario.
P.S. do P.S. E também Fernando, Teodósio, Wesley e
se faltou alguém eu mando no mês que vem.
PAULO SOBRINHO E SOLANGE (loretando@ig.com.br)
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