: : : O  M E N S A G E I R O : : :
Clique Aqui para ouvir o som |  Rio de Janeiro,
N. Senhora de Loreto
Na Antártida
Histórico do Santuário
Hino e Oração
Missa Própria
Angelus
Expediente Paroquial
Atividades Pastorais
Calendário Geral
O Mensageiro
Fotos
Figuras
Fundo de Tela
Casa da Betânia
CEPAR

Conhecendo nossos Padres | JANEIRO


ENTREVISTA COM PADRE VICTOR

Há tantos anos conosco e nunca lhe fizemos uma entrevista; mas nesta ocasião tão importante do centenário da chegada da Congregação ao país, queremos homenageá-lo como Provincial da Congregação e nosso dedicado Pároco.


- Pe. Victor, fale-nos da sua infância e o despertar da vocação para o sacerdócio.
- Nasci em 37, anos difíceis antes da 2a. Guerra mundial. A Itália entrou na guerra em 1939, em 42 perdi meu pai. Minha mãe, viúva, procurava trabalho para sustentar os dois filhos. Destes anos de sofrimento da minha infância, um ponto muito firme foi a prática religiosa com orações em casa e na comunidade religiosa. Daí começou o meu desejo de poder me aproximar do altar para estar junto com os coroinhas. Meu irmão mais velho era um coroinha e até me obrigava a ajudar a ‘missa’ que ele celebrava em casa, vestido com paramentos de papel. Em 47 terminei os estudos primários e pedi para entrar para o seminário. Mamãe não tinha condições para assumir o compromisso de pagar uma mensalidade. Foi confidenciar esta dificuldade com um padre barnabita na minha cidade, Monza. O Padre barnabita disse a ela que mandasse o filho conversar com ele. Após a conversa ele disse que os Padres Barnabitas tinham um Seminário Menor em Cremona, cidade vizinha, a cerca de 250 Km dali, que acolhia os meninos que manifestavam desejo vocacional e as famílias ajudavam na maneira que fosse possível. Para mamãe foi a solução encontrada. Eu já conhecia os Padres Barnabitas porque, apesar de freqüentar outra paróquia, onde assistia à Missa e fazia catequese, costumava me confessar com um barnabita. Assim, em 48, com 11 anos, fui encaminhado ao Seminário Menor, onde através da oração, do estudo, da convivência, aquele mesmo desejo de servir ao Senhor foi se confirmando até eu pedir para fazer o Noviciado, em Monza.


- Quando veio para o Brasil e onde trabalhou?
- Logo depois da minha ordenação sacerdotal, em 1962, eu fui passar uma temporada, quase 9 meses, em Como, terra de meu pai, onde moravam minha mãe e meu irmão. Eu já brincava com meus colegas que não ficaria na Itália. Por quê? Nenhum barnabita quando é ordenado é colocado muito perto da família. No meu caso, morava tão perto que depois de celebrar a Missa ia tomar o café da manhã com minha mãe. Em 5 minutos, estava sentado à mesa com mamãe. Assim a preparei para uma provável minha destinação fora da Itália. De fato a carta do Superior Geral, datada de 25 de janeiro, dia da Conversão de São Paulo, me chamava para Roma, destinando-me a Belo Horizonte, Brasil. Nos primeiros dias de fevereiro fui para Roma tratar de toda documentação necessária para deixar o meu País. No começo de março, no dia 5, embarquei em Gênova, no transatlântico Augusto, para a viagem marítima até o Brasil.

No Rio passei dez dias com problemas sérios de saúde por causa do calor e da alimentação. No final de março pedi permissão ao Superior Provincial dizendo: “Se é para morrer, quero morrer em Belo Horizonte”. Fui para Belo Horizonte, viagem de 10 horas de ônibus; ao chegar, não sei se pelo cansaço, emoção ou mesmo pelo clima mais ameno, dormi profundamente, o que não acontecia no Rio. Em Belo Horizonte, minha primeira tarefa foi cuidar do Seminário Maior. Entre os seminaristas estavam Pe. Sebastião, Pe. Fernando, Pe. Luiz Antônio e outros que deixaram a nossa família religiosa. Trabalhei também na direção espiritual dos seminaristas menores.

Durante estes anos Pe. Erich me aconselhou fazer um estudo lingüístico e me matriculei na faculdade de filosofia da Universidade Federal de Minas Gerais para estudar português e línguas antigas: grego e latim. E lá me formei.


- Como são divididas as Províncias no Brasil?
- No Brasil havia uma única província que compreendia do Rio Grande do Sul até Belém e havia uma Missão na Prelazia de Bragança, no Pará, que mais tarde passou para diocese e os religiosos formaram a 2a. província brasileira. A Província do Sul cedeu, então a comunidade de Belém, com a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré para os irmãos da Província do Norte. Assim, atualmente, a Província do Sul se estende até Brasília.


- Pe. Victor o que é ser Provincial?
- Em toda família existe alguém que se torna cabeça, chefe. O provincial é aquele irmão que deve prestar serviço para orientar, animar as obras e os religiosos que trabalham em sua província. É um função indicada pelo Superior Geral, tem a duração de 3 anos e pode ser renovada, no máximo por mais duas vezes. Depois de terminado o prazo aquele que foi Superior Provincial volta a ser soldado raso.


- Temos certeza de que deve ser muito difícil acumular as duas funções de pároco e provincial.
- De fato, mas é uma necessidade, porque as cinco comunidades estão com número insuficiente de religiosos. Não seria possível na situação presente, liberar um confrade de todo outro serviço para estar mais atento e disponível, e poder ter um contato maior com os irmãos. É uma necessidade da Província. Em outras Províncias, fora da América Latina, geralmente o provincial fica livre de qualquer outra ocupação que o possa prender. Mora numa comunidade , mas não participa da vida da comunidade. Aqui não, mora na comunidade, participa de tudo, é responsável juntamente com os outros de toda a obra da comunidade.


- Quais são as Casas da Província do Sul?
- Em São Paulo, trabalhamos na paróquia dedicada a São Rafael; lá estão Pe. Teodósio e Pe. João. Na Comunidade de Belo Horizonte temos três atividades:

O Colégio Pe. Machado, o Seminário e a Paróquia Cristo Crucificado, onde estão Pe. Sebastião, Pe. Luiz Antônio, Pe. Fernando Capra e Pe. Fernando Negreiros.

Aqui no Rio temos: a do Catete, comunidade mais antiga, de 1909, onde fica o Colégio Zaccaria, a segunda, desde 1921 é o Loreto, comunidade paroquial e a terceira é a comunidade de Copacabana onde temos a paróquia S. Paulo Apóstolo e o Colégio Guido de Fontgalland com a obra social de Miguel Pereira.


- Como é ser Pároco do Loreto?
- É dar continuidade a um trabalho que foi iniciado, em 1921, enfrentando dificuldades de todos os tipos e que foi incrementada durantes estes anos pela dedicação, não só do pároco, mas de toda uma comunidade com todas as suas características e qualidades. É dar continuidade a um trabalho de vivência cristã e aprofundamento; estávamos lendo, agora, no Livro de Tombo em que, em 1921, o Pároco escreveu: “tentei de várias maneiras começar no Loreto uma obra de preparação de leigos para poder atender ao vasto território (a Paróquia, então, ia da Serra da Tijuca até a Serra de Jacarepaguá, em Vargem Grande, até o mar, isto é incluindo a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes). Segundo o Pároco da época, o lugar era totalmente abandonado pelo poder público do então Distrito Federal. Portanto, Podemos imaginar as dificuldades de locomoção, de manutenção, de comunicação que os primeiros padres tiveram aqui. Não havia povoados, eram pequenos núcleos. Consegui pessoas que tivessem um preparo maior e pudessem conduzir individualmente e serem também disponíveis para um serviço ou ministério”.

- É tentar incentivar cada vez mais as pastorais e movimentos. Desde que sou pároco, não houve nenhuma inovação no trabalho pastoral, mas, como sempre acontece, alguns florescendo mais, outros em compasso de espera para serem reavivados e dar continuidade a um trabalho de vivência cristã.

- Neste ano de comemoração do centenário existe algum projeto especial?
-Desejaria poder fazer isto, mas o problema é que somos apenas 19 sacerdotes em 5 comunidades. Não queremos fragmentar as forças. Pensamos, às vezes, que seria melhor concentrar um pouco mais, para poder dedicar e aprofundar mais o nosso trabalho. Se houver alguma decisão, só o Capítulo Provincial, no mês de julho, poderá traçar diretrizes. Nosso organismo maior é exatamente o Capítulo Provincial, porque cabe ao provincial eleito, ou confirmado, a tarefa de cumprir o que foi decidido pela coletividade, isto é, realizar aquilo que foi decidido comunitariamente. Se o Capítulo decidir pela abertura de uma nova casa, teremos que tentar atualizar. Pedidos aparecem, por exemplo, mais recentemente, em São Paulo e aqui na Gardênia Azul. Para abrir qualquer casa, pelo menos um de nós terá que sair da Comunidade, o que fica prejudicando o espírito de comunidade, que faz parte de nosso carisma. Um religioso só não faz comunidade. Todo trabalho feito aqui e em Belo Horizonte é para termos daqui a uns 5 ou 6 anos, novas forças. Por isso que o empenho vocacional, na nossa Paróquia, não só o movimento vocacional em si, mas a oração e adoração eucarística são condições para que apareçam as vocações e para que sejam bem cultivadas, firmes no propósito de servir a Deus, na nossa família religiosa, para que amanhã possam abraçar e expandir ainda mais nossa obra no Brasil.


- Envie uma mensagem para os paroquianos no ano do centenário
- A 1a. mensagem é a de que conosco, todos elevem a Deus ação de graças, afinal é uma caminhada muito longa.

- A 2a.a de que estejamos unidos para pedir a Deus força para que os barnabitas não se sintam cansados, nem desanimados pelos empreendimentos que foram plantados pelos nossos antecessores, e que exigem sempre mais empenho e coragem

- A 3a. é para que imploremos ao Senhor da Messe que nos mande operários. O fruto melhor desse Centenário de comemorações será nossa oração de agradecimento, pedir a graça de Deus para que possamos continuar com a bênção e o dom das vocações.

Agradecemos ao Pe. Victor a disponibilidade do serviço, a amizade e o carinho a todos da nossa Paróquia. Que o Senhor abençoe a Congregação dos Barnabitas pelos 82 anos de serviço ao povo de Deus nesta Paróquia de Nossa Senhora de Loreto e que continuem a dedicada missão de servir aos irmãos

 
 
VEJA NO MÊS DE JANEIRO/2003:

- Página 01
- Página 02
- Página 03
- Página 04
- Página 05 e 06
- Página 07
- Página 08
- Página 09
- Página 10
 
- Página 11 e 12
- Página 13
- Página 14
- Página 15
- Página 16
cf2008

Após a morte acontece o julgamento particular. Quem faz o julgamento?
Deus.
Você mesmo(a).
A Corte Celeste.

Resultado Parcial
Enquetes Anteriores


JAN FEV
JAN FEV
JAN FEV
JAN
JAN
JAN
JAN
Recebemos Pedidos de Oração para serem colocados no altar do Santuário
HTMLcounter.com!