Ao final das missas, os Padres vinham anunciando o encontro anual
de FÉ & DONS, título que eu nunca ouvira antes e
que me tocou, já de início, profundamente. Soava-me
como um chamado... e era, certamente, d'Aquele que nos chama, pelo
nome, a todo o momento. Ao me inscrever, fiquei mais interessada ainda
e, ao ser entrevistada pelo Geraldo, mais ansiosa fiquei, certa de
que "algo bom vai acontecer..."
E lá fui eu, chegado o dia (sexta-feira às 20:00h) com
o coração antecipando uma alegria incomum.
O "encontro" era lá naquele prédio grandão
o CEPAR, que eu tanto admirava de longe, com uma vontade louca de
entrar...
Chegando perto, cercando-nos de carinho e alegria, duas fileiras do
pessoal de encontros anteriores nos recebiam cantando ao Senhor! Que
recepção bonita, fraterna mesmo, de irmão para
irmão.
Deram-nos uma sacolinha verde, desde o começo recheada de escritos
bons, que iam se acrescentando sempre que passávamos pelos
amplos corredores, ou nas escadas ou entrando nas salas para alguma
atividade. Eram pequenos lembretes lindos, feitos com a arte da ternura
especialmente para nós pelos "veteranos".
Foi assim, tudo maravilhoso, tudo muito tocante, envolvendo-nos no
Espírito de Deus, tudo simples como as verdades d'Ele são.
Que bom conhecer Gilberto um professor com dom de psicólogo,
"mestre de obras" espirituais, jardineiro do Altíssimo,
transformando-nos em pedrinhas lindas e fazendo-nos pétalas
de rosas! Tudo para cada um de nós se aconchegar ao seu irmão
e com ele reconstruir, dia após dia, a nossa Igreja... para
exalar ao nosso redor hálito de Deus e encontrar-nos com as
infinitas cores da sua criação, no imenso cosmos e em
nós!...
E nossos queridos Padres Victor e Francisco, que vieram trazer-nos
sua abençoada palavra e seu fraterno coração...
E o teatro, meu Deus, que fez todo mundo chorar, mas todo mundo mesmo!
Geraldo, o Cristo foi crucificado mesmo um "pouquinho" por
nós, naquela cruz cansativa (perguntem a ele só). A
autenticidade, a sensibilidade dos nossos artistas, que não
deixou ninguém, mas (nem os machões) de cara seca...
É o melhor do homem saber chorar , sentir!
Quantas lembranças maravilhosas, que experiência profunda,
inesquecível!...
O testemunho tão belo e marcante dos casais...
Aquela professora, uma riqueza humana, cheia de amor de Deus, com
sua palavra tão objetiva quanto elevada...
A suavidade do canto do Aroldo, parecendo (ou melhor, sendo) Jesus
a nos repetir, com toda ternura: "se tu soubesses como eu te
amo... como eu te busco..."
Tudo terminou, o Encontro terminou, mas a saudade o prolonga e frutifica
de inúmeras formas; foi o que constatamos no reencontro do
dia 16 de dezembro, quando tantos fatos emocionantes decorrentes do
nosso Encontro, nos foram relatados.
Nosso abraço ficou mais forte e cresceu muito a nossa família.
Que bom termos sido convidados a fazer o próximo Encontro para
nossos irmãos. Escrevam já na sua agenda: 14, 15 e 16
de julho de 2002 ENCONTRO DE FÉ & DONS. Estamos de braços
abertos para vocês.
FÉ & DONS não dá para descrever, é
só vivendo mesmo.
É imprescindível de vez em quando, fechar os olhos,
como fizemos, constatar a nossa falta de visão e entregar-se
a Deus, cegamente, numa caminhada nova, em busca de suas águas
purificantes e transformadoras, na certeza de abrirmos nossos olhos
para uma nova luz!
Norma Gonçalves
FÉ & DONS |