Parece um assunto fora de época, já que estamos no mês
de fvereiro e em tempo de folias de Momo. Mesmo assim, me reporto
à festa natalina a única que fala do verdadeiro Rei
porque entendo que a data não se limita apenas um dia. Ela
é tão significativa que a Liturgia se estende por mais
dias nas festividades, como a Missa da Solenidade da Epifania do Senhor.
O "Glória a Deus nas alturas!!!" relembra a noite
venturosa do nascimento de Jesus e mostra o encontro dos três
magos do Oriente com o Menino Deus, que na gruta de Belém estende
os braços e acolhe cada pessoa que se volte para Ele, buscando-O
com o coração sincero. Portanto, um bom motivo para
crer que o Natal é diário na vida daquele que estiver
sempre aberto ao amor de Jesus.
Ainda na lembrança, noite feliz. A família reunida em
torno da mesa, a ceia, a troca de presentes. As bolas coloridas e
as luzes acesas dão vida a árvore de natal, motivando
a chegada do Salvador. Nesta noite santa todos se abraçam,
se unem, se perdoam. Até o mais insensível dos homens
se deixa tocar pelo tão grande acontecimento. O período
é de festa, de confraternização. Na rua, no shopping,
no supermercado, a multidão se esbarra constantemente ao som
das tradicionais músicas natalinas que anunciam a vinda de
Deus Menino para o nosso bem. Há no rosto das pessoas um sorriso
diferente, fraterno. Tudo é lindo, tudo é maravilhoso.
Não tem quem resista ao encantamento da festa natalina. Nem
mesmo o ser mais descrente. É uma data que sensibiliza, que
humaniza, que vai de encontro com os ensinamentos de Jesus: "Este
é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amo"-
Jo. 15, 12. E a solidariedade? Essa então, vai além
da conta. Haja vista, a tonelada de alimentos arrecadados para a Campanha
do Natal sem fome e tantos outros benefícios que se consegue
nesta oportunidade, com maior felicidade. Diz a Palavra do Senhor:
"Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua,
mas por atos de verdade"- 1 Jo 3, 18.
Enfim, analisando os fatos, imagino o mundo de paz e harmonia que
teríamos se a humanidade em geral (e não apenas uma
parte) entendesse que, apesar das dificuldades, é possível
acontecer um natal contínuo, permanente na vida de cada um.
Para tanto, é preciso deixar as luzes da "árvore"
da nossa vida acesas e enfeitá-las todos os dias com os nossos
atos concretos de disposição firme e constante da prática
do bem a virtude. Isto sim é viver um Natal constante e reconhecer
a todo momento que o Menino Jesus é a grande Luz que brilha
sobre a humanidade.
"Finalmente, tende todos um só coração e
uma só alma, sentimentos de amor fraterno, de misericórdia,
de humildade"
1 Pedro 3, 8.
Bel e Junior (09º ECC) |