Prezado leitor, querido paroquiano.
Ao final das comemorações do Jubileu dos 350 anos, na Missa de encerramento, ouvimos o nosso Arcebispo D. Orani que dizia... “Embora pareça que a história já foi escrita pelos que nos antecederam, temos que entender que ela não está terminada.
Temos que olhar para o futuro, atentos ao presente, sabendo que a responsabilidade da Evangelização é de todos, pois fomos chamados por Cristo para sermos seus anunciadores. Estamos, portanto, agora, começando o ano 351 e temos que pensar como deve ser a paróquia que queremos deixar para as próximas gerações.” O bairro cresceu: como vamos acolher os novos moradores do nosso bairro? O tipo de moradores mudou. O estilo das moradias, os condomínios fechados, tornou-se o novo estilo das residências oferecidas com todo o prestígio pelas construtoras em nome da segurança, da privacidade, da autonomia.
O Papa Bento XVI, na sua Carta Apostólica Porta Fidei proclamando o Ano da Fé, admite uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas em grandes setores da sociedade, e que não se pode contar com um pressuposto de que a fé e os valores por ela inspirados sejam a base da conduta das pessoas. Como vamos levar a mensagem de Jesus à sociedade atual, tão desacreditada das coisas de Deus? .Falamos expressamente que queríamos como legado do Ano Jubileu que fizesse crescer a devoção à nossa Padroeira. Voltando ao que nos disse D. Orani sobre a família e a comunidade paroquial, registramos: Por isto a celebração de Nossa Senhora de Loreto é bem propícia, pois somos chamados a participar do segredo que representa a Casa de Loreto, a casa da Sagrada Família. Reflitamos a importância da família que escuta a voz de Deus. Cristo é a Casa, Igreja Doméstica.
Por isso o Loreto precisa ser ainda mais missionária. Somos convocados pelo 11º Plano de Pastoral de Conjunto a viver este ano de 2012 como o Ano do Discipulado para olhar em breve futuro todos em missão. A nossa vocação é a de sermos anunciadores de Jesus Cristo Vivo. Esse programa nos foi proposto por Santo Antonio Maria Zaccaria ‘Levar o Espírito Vivo a toda parte’. O espírito que animou os primeiros tempos é o mesmo que anima hoje, com alegria e responsabilidade as pastorais, serviços e movimentos. Assim podemos dizer com D. Orani ‘que começamos a trilhar bem os caminhos para o próximo jubileu’.
Quarta feira de cinzas teremos o lançamento da Campanha da Fraternidade deste ano. O tema é a saúde colocada diante da realidade de tantos irmãos e irmãs que não têm acesso à uma assistência condizente com suas necessidades e dignidade. E vai nos questionar. Somos convidados a refletir sobre a saúde dentro do plano de vida proposto pela Palavra de Deus. Ele propôs uma vida diferente em relação à vida que impera no nosso mundo. O lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8) vai exigir ações transformadoras. A conversão pede que as estruturas de morte sejam transformadas. Deveremos chegar a proclamar frutos de solidariedade e de uma vida diferente, não egoísta, solidária na doença, na dor, no sofrimento e na morte. Será um tema difícil pela maneira com que estamos acostumados na cultura do nosso povo. Fique atento aos convites para os painéis da Campanha da Fraternidade. Vamos refletir juntos e ver que é possível levar resultados para a sociedade em que vivemos.
Desejo uma santa e proveitosa Quaresma, enriquecida com esses valores.
P. Sebastião Noronha Cintra, pároco.
|