Prezado leitor, querido paroquiano.
Algum tempo atrás, recebi a visita de uma antiga catequista que agora mora nos Estados Unidos. Contando sobre as missas cheias, os encontros e as cerca de mil primeiras comunhões a cada ano, ouvi este comentário: com tantas primeiras comunhões e tantas crismas, com tantos encontros de adolescentes, de jovens e de casais, a paróquia de Loreto deveria criar todos os anos mais um horário de missa. Como acolher todos os novos membros todos os anos? Esse comentário me deixou inquieto. Que acontece conosco? Onde estão todas essas pessoas?
Agora estamos preparando o novo Plano de Pastoral de Conjunto, o 11º da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Os textos de estudo estão fundamentados prioritariamente no Documento de Aparecida. E nos questionamos. O tamanho da nossa paróquia, o número de pessoas que ela abrange, a localização da igreja paroquial, a distância da igreja ou das capelas não permite um encontro de comunidade. Paróquia com cara de repartição burocrática, prestando serviços especializados em religião, exigindo e fornecendo documentos... Os nossos Bispos falam no Documento de Aparecida de paróquias comunidades de comunidades em torno da Eucaristia e da Palavra, tornando-se missionárias. Precisamos localizar as áreas em que não existem locais de culto, onde os fiéis possam se encontrar. Onde possa se reunir o Círculo Bíblico. Alguns ‘Centros Comunitários’ de condomínios servem para isso; algumas casas particulares se abrem para acolher os vizinhos. Mas ainda falta muito para ser a rede de comunidades. Este é um dos desafios que se apresentam para a nossa pastoral. O Plano de Pastoral olha para o trabalho da igreja nessa próxima década. Vamos abraçá-lo com atitude de conversão pastoral.
Na quarta feira de cinzas vamos lançar a Campanha da Fraternidade deste ano. O tema do dinheiro colocado diante da vida nos vai questionar. Somos convidados a refletir sobre a economia dentro do plano de vida ensinado por Jesus. Ele propôs uma economia alternativa em relação à economia que impera no nosso mundo. A partir de valores cristãos deveremos chegar a proclamar frutos de solidariedade e de uma economia diferente, não egoísta, solidária. Será um tema difícil pela maneira com que está enraizada na cultura dos povos. Fique atento ao convite para o painel da Campanha da Fraternidade na última página deste jornal. Vamos refletir juntos e levar os resultados para a sociedade em que vivemos.
Desejo uma santa e proveitosa Quaresma, enriquecida com valores evangélicos.
P. Sebastião Noronha Cintra, pároco. |