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Temas Bíblicos|FEVEREIRO

Cristologia - O adão verdadeiro

Jesus Cristo está no centro de toda a história. Ele une em si a condição humana e a condição divina. É Deus, como pessoa: a segunda Pessoa da Ssma. Trindade. É homem, também, porque o Filho do Pai eterno assume a natureza humana a partir do momento em que é concebido no seio de Maria por obra do Espírito Santo. Logo aparece uma observação importante a ser feita. É verdade que, segundo a natureza humana, Jesus é fruto da ação do Espírito de Deus. Contudo, é, também, verdade que, como Pessoa divina realiza, com o Pai e o Espírito, essa obra; enfim, é verdade que quem se encarna é somente a segunda Pessoa da Ssma. Trindade, Aquele que ao entrar no mundo diz ao Pai: "Não te foram aceitos os sacrifícios e os holocaustos, eis-me aqui está escrito no Livro- para fazer a tua vontade." (Hb 10,5).
Aparece, dessa forma, de maneira clara, que Jesus é consubstancial ao Pai, mas que, na condição de homem em que se tornou, lhe foi inferior, mas só por um pouco, até que levasse a sua humanidade à perfeição, pela obediência até a morte de Cruz (Fl 2,6-11). Então, Deus, isto é o Deus Trinitário, o exalta: o homem Cristo Jesus recebe o Nome de Senhor. Jesus é, então, a Glória de Iahweh, aquela Glória que começou a se manifestar a partir do seu nascimento e que teve a sua suprema manifestação no momento da sua ressurreição, de forma que o seu lugar último é o trono do Pai (Ap 3,21). O Homem Cristo Jesus, elevado ao céu, participa, a pleno título, da Glória da Divindade. Acontece o indizível, o homem se torna Deus e, àqueles que, em virtude da Encarnação, se tornaram seus irmãos, é dado de se tornarem filhos adotivos do mesmo Pai, pela fé nele e na sua redenção. A forma com que se dá a nossa divinização ilustra toda a riqueza da divindade que Cristo possui e nos comunica. Ele é o Adão verdadeiro, aquele no qual Deus pensou quando falou: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança". Jesus, que se tornou em tudo igual a nós, exceto o pecado, é o único homem que, pela perfeita obediência e pela imolação, sinal supremo do reconhecimento do homem da sua dependência do Criador, conduziu a sua humanidade à perfeição, por virtude própria. Por isso, o Santo, isto é Deus, não podia conhecer a corrupção, na humanidade assumida. O Adão novo se torna, então, princípio de santificação para os seus irmãos, que se santificarão enquanto fizerem do Modelo que ele lhes deixou, o seu Caminho. Contudo, Jesus, não é só Modelo de vida, é, também, Princípio de vida, porque, em virtude da sua imolação, se torna fonte do Espírito que purifica e renova. Jesus Crucificado é o Caminho vivo, o autor e realizador da fé. Na condição de Palavra que se fez carne, Jesus, como diz São João, se torna a Luz, capaz de comunicar a Vida (Jo 1). É Aquele que o Pai, no momento da ressurreição constitui Dia, a primeira das criaturas: "Tu és meu Filho, eu a ti constituo Dia, Luz" (Sl 2,7). Por causa disso está nele "toda a primazia" (Cl 1,18). Com a sua Vinda ao mundo, o mistério anunciado mediante a promessa de um Redentor (Gn 3,15) é desvendado. Como poderia um descendente da estirpe humana estar em condições de remir, quando todos estão debaixo da desobediência?. Isto acontece porque o Novo Adão é Deus.

Perguntas para uma reflexão:

1ª) Quais são as prerrogativas de Cristo Jesus, o Adão verdadeiro?

2ª) De que forma é possível, em Cristo novo Adão, a nossa divinização?

3ª) De que forma se realiza em Jesus a profecia de Gn 3,15?

Pe. Fernando Capra/CRSP
 
 
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      Convites

 
cf2008

Cabe a nós fazer uma mudança no mundo para colocar a lógica do suficiente no lugar da lógica do esbanja-mento. Seja sincero:
Usa seus bens somente o necessário?
Usa mais do que o necessário, isto é esbanja?
Usa menos que o neccesário, guardando algo para amanhã?

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