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Editorial|FEVEREIRO

Meus queridos Paroquianos,

Mais uma vez nos encontramos para meditarmos a nossa entrada na quaresma, mas antes disso temos o carnaval, que não podemos encarar somente como festa profana e da carne, mas como momento em que nós cristãos, um pouco mais livres das ocupações triviais como trabalho, escola dos filhos, afazeres domésticos, etc, devemos além de nos divertirmos, encontrarmos tempo, sobretudo para rezar, meditar, pensar sobre a nossa existência e sobre a nossa responsabilidade cristã, que é aquela de dar testemunho de Cristo, no mundo de hoje.O carnaval é uma festa popular coletiva que foi transmitida oralmente através dos séculos, mas para nós cristãos, deverá ser encarada como festa da alegria, da descontração e da manifestação de amor do irmão para com o irmão.

Terminado o carnaval no dia 28 de fevereiro, iniciaremos a nossa quaresma, momento de preparação pascal que se inicia com o rito das cinzas, jejum e da abstinência para nos indicar um tempo de penitência e conversão. O homem, mesmo sendo agraciado pela filiação divina que o torna herdeiro das promessas, deve reconhecer, com humildade, seu estado de caducidade ou mortalidade. É para nós importante lembrarmos que " somos pó e ao pó haveremos de voltar" Gn 3,19. Este pensamento da morte é salutar porque nos ajuda a fazer uma revisão de vida perante os valores eternos do Reino: " Convertei-vos e crede no Evangelho " Mc 1,15.

Carnaval e cinzas, este tempo ascético, não se desliga da mística porque a exigência cristã não faz dicotomia entre o tempo e a eternidade, a História e o Reino, o homem e Deus.
Portanto, se procurarmos ser fiéis ao Evangelho e às promessas do Batismo, lutando para atingir a perfeição cristã, só o conseguiremos através de uma íntima comunhão com aquele que assume nosso combate. Todavia é necessário que façamos nosso exercício quaresmal, visto que completa a vitória de Cristo sobre Satanás, veja Mc 1,13.

A quaresma deve ser entendida como momento de amor e como apelo feito ao homem para que ele se converta e tenha vida. A conversão só acontece através da oração integradora dos elementos ascéticos da esmola, da oração e do jejum; como na colaboração material, que com certeza existe em nossa paróquia, como por exemplo as nossas obras. Na verdade esta integração é apontada pelo anúncio do Evangelho, como o da Quarta-Feira de Cinzas: Mt 6, 1- 6.16-18, enquanto nos apresenta uma abertura para Deus (oração), para o próximo (esmola), com a superação de nós mesmos( jejum) e da colaboração efetiva.

Meu abraço e minha bênção sacerdotal

Pe. Francisco de Assis Maria Leite CRSP


 
 
VEJA NO MÊS DE FEVEREIRO/2006:

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