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Editorial | FEVEREIRO

Queridos irmãos e irmãs:

Estamos em um novo mês carregado de significados para nós católicos.

Logo no início acontece a grande festa do carnaval, que na sua origem tem como marco inicial a criação dos cultos agrários, danças, cânticos em torno das fogueiras, festas das máscaras. Hoje, infelizmente, o carnaval perdeu a sua referência, deixou de ser a festa da alegria e tornou-se para muitos, a festa dos horrores, com a perda dos valores morais e da dignidade humana. Carnaval, hoje é sinônimo de violência, bebedeira, libertinagem e toda sorte de excessos.

A origem da palavra "carnelevarium", que quer dizer eliminação da carne, hoje é uma agressão ao corpo que é templo do Espírito Santo.

Meus irmãos, estas festas não devem mexer com nossos valores, pois aqueles que não são cristãos podem até se comportarem como tais, mas nós que somos conscientes da fé que professamos, devemos ser luz onde quer que estejamos, pois nosso Deus tudo vê e tudo sabe; por isto, meus irmãos, não abusem do álcool e não se entreguem à concupiscência da carne. Sejam moderados onde quer que estejam, façamos juz àquilo que somos Filhos de Deus e morada do Espírito Santo.

Logo após o carnaval começa a Quaresma, um período de suma importância para nós católicos, pois na Quarta-Feira de Cinzas, somos chamados, mediante ao austero rito da imposição das cinzas, o qual com as palavras: " Convertei-vos e crede no Evangelho", e com a imposição das cinzas, nos faz tomar consciência de que somos pó e para o pó voltaremos. Através desta expressão, todo homem é convidado a recordar a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana sujeita à morte.

Com as Cinzas, entraremos no período quaresmal, que dura quarenta dias, terminando no Domingo de Ramos. Neste período, somos exortados a viver, com intensidade a vida de oração, condição indispensável para um encontro com Deus e com o próximo.

Façamos como Maria, que se abriu totalmente à ação do Espírito Santo, cooperando com o plano de Deus, com sua resposta livre e generosa ( cf Lc 1,38).

Procuremos viver a mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida, que constitui um meio concreto para viver o espírito da quaresma. São Leão Magno nos ensina com as seguintes palavras: " Estes dias de quaresma nos convida de maneira apremiante ao exercício da caridade. Se desejamos chegar à páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados".

A caridade ao próximo se estende a nós, pois quando fazemos o bem ao outro, nós seremos os primeiros a serem contemplados. A vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles que estão mais próximos, pois assim iremos construindo as condições essenciais para uma boa vivência quaresmal.

João Paulo II nos diz que " o bem mais precioso e efetivo é o dom da coerência da própria vocação cristã".

Também neste mês começa a Campanha da Fraternidade, cujo tema é: "Solidariedade e Paz", com o lema: "Felizes os que promovem a paz".

Com isto somos mais que exortados a não guardar os nossos preconceitos, mas jogá-los fora, porque eles nos afastam de Deus e do próximo.

Vocês já imaginaram como é desafiador o tema e o lema desta campanha, visto que somos intimados a quebrar todos os tipos de correntes preconceituosas da cor, da raça, da religião ou da condição de pecado?

Por isto, irmãos, para vivermos esta campanha, precisamos de paz. E conscientes de que : " Não há caminhos para a paz, a paz é o caminho" Mahatma Gandhi.

As obras não terminaram; continuo contando com a sua caridade para que possamos terminar as obras do nosso Loretão, pois ainda faltam a sacristia, a Capela do Ssmo, a cruz e mais uma pintura, para que possa ficar um verdadeiro templo, digno de Deus e para o seu povo; não para minha vaidade, mas por uma necessidade nossa.

Meu abraço fraterno e minha bênção sacerdotal.

Pe. Francisco de Assis Maria Leite CRSP
 
 
VEJA NO MÊS DE FEVEREIRO/2005:

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