Fé e Política – Jun 2018

 

“Opressão e egoísmo ou justiça e partilha: Qual o caminho para a paz?”

 

“Não haverá um modelo de sociedade justa e fraterna sem o rompimento com qualquer sistema opressor existente em seu seio”

 

A paz se cria e se constrói na presença firme e inabalável da justiça. Sem ela, a justiça, não haverá nunca uma paz verdadeira e duradoura. E essa justiça passa, sobretudo, pela denúncia e combate a qualquer sistema opressor existente na sociedade. Esses são, sem sombra de dúvidas, os pilares que fundamentam a firme construção de um novo mundo: justo, fraterno e igualitário.

Trabalho escravo, exploração de menores, violência contra a mulher, corrupção, miséria, fome e pobreza são consequências de um sistema social em que não há justiça. Toda essa exploração tem origem na opressão de um poder vigente, normalmente o capitalismo, de poucos sobre muitos.  Um poder que oprime, esmaga e mata em nome do “deus dinheiro”. Um poder que, em pleno século XXI, trás ao seio da sociedade problemas que deveriam ter sido banidos há muito tempo. A falta de uma legislação em diversos países, como o Brasil, que puna com rigor a existência de trabalho escravo em seu contrato social é um grande exemplo disso.

A Constituição Brasileira, assim que foi promulgada, recebeu o apelido de constituição cidadã. Isso por incluir, em seu texto, dispositivos que protegem minorias e que zelam pela inclusão social de todos. Porém, infelizmente, a falta de regulamentações de diversos artigos fez com que esse apelido se tornasse distante da realidade social brasileira. Vide, por exemplo, a falta de coragem do nosso Congresso em regulamentar o IGF – imposto sobre grandes fortunas. Cabe aqui explicar que o “imposto” é uma espécie de tributo que tem a função de distribuir renda e patrimônio. Cobrar mais de quem tem mais e menos de quem tem menos.

Outro exemplo de como estamos distantes de uma verdadeira libertação dos regimes opressores que comandam a nossa sociedade é o nosso próprio código penal. A sua lógica não segue a defesa da vida, mas do patrimônio. As punições aos crimes contra o patrimônio possuem um rigor maior do que os crimes contra a vida. Outro triste exemplo que justifica esse terrível e infeliz privilégio da defesa do patrimônio é a atuação das polícias estaduais em nosso país. As táticas de confronto das secretarias de segurança estaduais, que fazem com que tenhamos a polícia que mais morre e mais mata do mundo, revelam que o direito ao patrimônio e a criminalização da pobreza são os princípios que orientam essa nefasta lógica opressora presente no capitalismo. O que, provavelmente, justifica essa prática é uma tática eleitoral de tentar, usando o sangue de pessoas pobres que moram em favelas, enganar o cidadão construindo uma falsa impressão de que o estado está “lutando” para coibir a violência e proteger o patrimônio do cidadão, mas na verdade o que ocorre é apenas o aumento do número de homicídios e da violência propriamente dita. E isso é um absurdo incomensurável e uma grave ofensa a Deus.

A solução para esse problema é a nossa participação ativa nos instrumentos de cidadania que a constituição nos oferece. Os conselhos municipais de fiscalização, as associações de moradores, os sindicatos e até mesmo os partidos políticos estão a nossa disposição para isso. Se não funcionam, certamente é porque estamos ausentes da participação desses instrumentos de transformação social. A perversidade dos sistemas opressores se alimenta da nossa omissão. Até quando iremos ficar inertes, calados e omissos diante de tanta violência, pobreza, miséria e opressão da nossa sociedade? Dessa forma, infelizmente, estaremos cada vez mais distantes da construção do Reino de Deus aqui e agora.

 

(*) Robson Leite é professor, escritor, membro da nossa paróquia, Ex-Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no RJ e foi Deputado Estadual de 2011 a Janeiro de 2014.

Site: www.robsonleite.com.br

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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