Fé e Política – Julho 2018

 

“Quem Deus envia para resgatar o seu povo que sofre? “

 

Há alguns anos, durante uma palestra onde eu abordava o tema da “construção da cidadania”, um episódio envolvendo uma indagação de um jovem muito me marcou. Ele me perguntou se eu não achava que Deus era muito perverso ao permitir que o seu povo sofresse tanto com a fome e a miséria no mundo.

Logo em seguida a pergunta do jovem, veio em minha mente um ensinamento de um grande professor de Física que tive: Respondi, sem vacilar, que Deus fazia isso porque, conforme havíamos aprendido na física, o som não se propaga no vácuo. Algumas pessoas que também participavam da palestra riram, outras me olharam com estranhamento e a grande maioria, provavelmente, achou que eu tinha ficado louco. Depois da confusão inicial que a minha resposta provocou, eu fiz questão de aprofundar o tema, seguindo fielmente os ensinamentos daquele grande professor que tive em minha vida secundarista.

Ao analisarmos a forma como a Graça de Deus se manifesta em nossas vidas, nós perceberemos que ela, assim como o som, precisa de um “meio” para se difundir. Sem as moléculas do ar, o som não teria como se propagar. De maneira análoga, o meio de propagação da Graça Divina somos todos nós. Cabe lembrar aqui a forma como Deus resgatou o seu povo da escravidão do antigo Egito: Ele enviou Moisés para essa importante missão. E hoje? Quem Deus manda para resgatar o seu povo da miséria e do sofrimento? Nós. Somos, sem sombra de dúvida, um dos meios de propagação e manifestação da Graça de Deus ao próximo.

Quantas vezes não somos surpreendidos ao sermos “anjos” na vida de alguém? Uma palavra ou um pequeno gesto que praticamos acabam se tornando de grande valor para quem se beneficia dele. Entretanto, todos estes gestos e atitudes, por menor que possam vir a ser, são frutos de uma escolha. De uma decisão. Decisão de servir ao próximo.

Como a própria palavra sugere, decisão (“dar cisão”) pressupõe a ruptura com uma escolha para abraçar outra. E essa ruptura para o nosso exemplo é abrir mão, muitas das vezes, de alguma coisa pessoal. Romper com o individualismo e com o egoísmo para nos dedicarmos um pouco a esse próximo.

Essa ruptura é mais do que necessária. É essencial. É ela que faz com que nós, membros de uma sociedade terrivelmente consumista e individualista, transformemos a realidade que está em nossa volta ao romper com a lógica do egoísmo. E essa transformação passa pela decisão de servir.

Um bom exemplo onde podemos exercitar essa escolha pelo próximo é a política. Quais os critérios que utilizamos para escolher um determinado candidato? Pessoais ou coletivos? Um excelente modelo neste contexto é a própria educação. Todos nós sabemos muito bem que a educação é a chave para a transformação da nossa sociedade. Porém, quando escolhemos os nossos políticos, muitas das vezes valorizamos mais o asfalto consertado as vésperas das eleições na porta da nossa casa do que aqueles mandatários que se dedicaram de corpo e alma pela boa remuneração dos professores. Ao fazermos essa escolha pautada única e exclusivamente no nosso benefício pessoal interrompemos esse canal de propagação da graça divina. Fazemos, conforme vimos acima, a decisão pelo individual. E isso, definitivamente, não é a opção que o próprio Cristo nos deixou nos Evangelhos.

É claro que, conforme já refletimos em outras oportunidades, o voto é apenas a ponta do iceberg. A participação ativa do cidadão através dos grupos de cidadania ativa (pastorais sociais, movimentos sociais, sindicatos, conselhos municipais e até mesmo os partidos políticos) são elementos-chave para a propagação desta graça divina e, consequentemente, tornam-se instrumentos de transformação da nossa realidade. Mas, o voto também é importante. E mais importante ainda é pautarmos sempre os nossos critérios de escolha no coletivo, ou melhor ainda, no próximo, principalmente naquele que mais precisa e que é a opção preferencial de Cristo nos Evangelhos: o pobre marginalizado e excluído. Somente assim é que conseguiremos trazer o Reino do Pai até nós.

 

Robson Leite é professor, escritor, membro da nossa paróquia, Ex-Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no RJ e foi Deputado Estadual de 2011 a Janeiro de 2014.

Site: www.robsonleite.com.br

Página do Facebook: www.facebook.com.br/robsonleiteprofessor

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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