“Ética e Cidadania: o que estamos ensinando aos nossos filhos?”

Em outubro do ano passado, ao final de uma palestra para um grupo de casais sobre “Vida cristã e cidadania ativa”, um senhor me perguntou sobre as possibilidades para que ele pudesse se engajar nessa proposta muito interessante de participação popular. Falou-me, muito entristecido, que ele tinha muito pouco tempo para esse projeto visto que além da sua intensa vida profissional, ele tinha quatro filhos e temia se sentir ainda mais culpado por um possível aumento da sua (já tão alta) “ausência” na criação destes. Aliás, é exatamente sobre esta “ausência” que eu gostaria de aprofundar aqui em nossa coluna esse mês.

“A pedagogia do exemplo na relação com os filhos”

Muitos de nós acreditamos que a melhor forma de ensinarmos algo a nossos filhos é através das famosas conversas. Até acredito, e aproveito para reforçar, que o diálogo entre pais e filhos é um dos grandes instrumentos de formação da personalidade e do caráter dos nossos jovens. Nada substitui a conversa cotidiana, franca e íntima dos pais com os filhos. Entretanto, o meu foco é sobre a prática que contradiz o discurso. As crianças aprendem o que vivenciam e não somente o que ouvem. Os discursos precisam encontrar embasamento na prática cotidiana da família seja ela onde for: em casa, na rua, no trabalho, nas festas e etc. Por diversas vezes precisamos redobrar a nossa atenção para não soltarmos uma palavra atravessada, uma atitude de agressão para quem quer que seja ou até mesmo revermos algumas práticas cotidianas principalmente quando estamos perto das crianças. É muito complicado exigirmos dos nossos filhos que eles evitem o fumo ou a bebida quando não exitamos em beber ou fumar até mesmo na frente deles. O “depois” é simplesmente consequência.

“A construção de um novo país começa em casa”

Todas essas colocações acima não podem jamais ficarem restritas às questões educacionais individuais (boas notas na escola, bom comportamento em casa e etc.), mas principalmente nas questões ligadas a cidadania e a coletividade. Se quisermos realmente mudar o nosso país precisamos começar em casa. Já escutei diversos profissionais da área psicopedagógica ressaltarem a importância de, por exemplo, voltar ao supermercado para devolver o troco dado a mais por engano, por menor que ele seja apenas para servir de exemplo ao filho que acompanha os pais nas compras de mês. Esse tipo de gesto ensina muito mais do que mil palavras e discursos. Outro ponto importante e muito ressaltado por estes profissionais é o cuidado no incentivo (consciente ou não) ao consumo desenfreado. Como já disse antes, nada, ou melhor, nenhum bem material substitui a presença dos pais em casa participando no cotidiano dos filhos. Tenho perfeito conhecimento de que esse tipo de atitude implicará em algumas escolhas, bem difíceis por sinal, para os pais. A velha pergunta surgirá: “A carreira ou os filhos”? Ao mesmo tempo em que não me sinto melhor do que absolutamente ninguém para julgar as escolhas dos outros, percebo-me responsável por não esconder a verdade: seja qual for a sua escolha, amigo leitor, lembre-se que nada substituirá o papel de pai ou de mãe como membros efetivos de uma família em conjunto com os filhos. Além disso, independentemente desta escolha, ela se refletirá, sem sombra de dúvidas, no comportamento futuro das crianças.

Cabe aqui também reforçar um aspecto fundamental e que muitos especialistas da área trabalham com grande dificuldade na cabeça dos pais da sociedade moderna: a escola, apesar de ser um importante instrumento na formação educacional, não substitui, em hipótese alguma, a educação familiar. Jamais devemos pensar que ela, a escola, bastará para suprir alguma necessidade causada pela ausência dos pais na criação dos filhos.

Para concluir, eu gostaria de parabenizar os pais que têm a coragem de educar os filhos para uma cidadania coletiva. Faço isso porque ouço com frequência, particularmente em algumas palestras sobre cidadania que tenho dado em escolas, as afirmações de que esse tipo de educação formará adultos “bobos ou facilmente devorados pelo competitivo mundo capitalista”. Infelizmente, para esse tipo de argumento eu só tenho duas colocações, ou melhor, duas perguntas: “Qual seria a atitude de Cristo para a educação e a formação das nossas crianças”? E, como construiremos um país mais justo e menos desigual se não semearmos a solidariedade e a partilha dentro de casa com os membros do nosso “país do futuro”?

Vale muito a pena a sua leitura na íntegra… Leitura e reflexão da necessidade de irmos ao encontro do centro do Evangelho. De voltarmos as nossas atitudes para a construção da sociedade do bem viver e buscarmos, acima de tudo, a atitude da partilha e da solidariedade.

Segue o discurso na íntegra: http://www.robsonleite.com.br/discurso-do-papa-aos-movimen…/

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E vamos juntos construir um novo amanhã na política.

 

Robson Leite é professor, escritor, membro da nossa paróquia, Superintendente Regional do Ministério do Trabalho e Emprego no RJ e foi Deputado Estadual de 2011 a Janeiro de 2014.

Site: www.robsonleite.com.br

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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