Espaço Teológico – Mar2018

 

Tríduo Pascal: Vivência da Doação, da Paixão e da Vida.

 

Nesse mês iremos celebrar a festa mais importante do calendário litúrgico, a Páscoa. Em outras edições, já falamos, sobre a celebração de Lava-pés e sobre a Vigília Pascal. Nesta iremos falar um pouco sobre o Tríduo Pascal.

Em minha vivência, tenho percebido que as pessoas pensam que as celebrações do Tríduo Pascal são desconexas, pois não são. O Tríduo nos faz recordar os principais momentos finais da vida de Jesus e de sua entrega total ao projeto do Pai. Nele mergulhamos na infinita bondade de Deus, com o intuito de buscar a conversão do coração como proposta de vida. Toda a liturgia desses três dias parece nos querer falar de um amor incondicional, de um mistério infinito. São três momentos fortes de uma única e grande celebração da vida, que nos permite entrar definitivamente na comunhão com Cristo. Três faces de um mesmo mistério: a Páscoa.

Iniciamos esse momento com a Celebração da Quinta-feira Santa. São momentos impares relatados no novo mandamento: o Lava-pés[1] entrega total na Eucaristia e Instituição do Sacerdócio. Após a oração de depois da comunhão, o Santíssimo é preparado para a Transladação, ou seja, é feita uma procissão que irá transladar para um lugar reservado. Em nossa Paróquia, este local é o Santuário. Após a transladação, a comunidade é convidada a permanecer em adoração solene. Em silêncio, o altar é desnudado, ou seja, é removido as toalhas e os demais ornamentos e enfeites do altar. O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e sua morte, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa. Este ficará assim até a Vigília Pascal. Não há benção final, pois a celebração do Tríduo não encerrou.

Enquanto o Esposo dorme, a esposa se cala. Na Sexta e no Sábado, a Igreja se debruça totalmente sobre o sacrifício da Cruz. Na Sexta-feira da Paixão de Cristo, vivenciamos uma liturgia cheia de significado. Não é momento de esbanjar com comilanças, é momento de jejum. Da mesma forma que na quinta não há benção final, neste dia não teremos a benção inicial. Essa celebração se inicia de forma ímpar, abre-se a celebração com um gesto de humildade, o sacerdote, em silêncio, se prostra diante do alta denudo, a comunidade é convidada a ficar em silêncio, para meditar sobre a entrega de Jesus na cruz e, em seguida, o Presidente, sem mais, diz a oração do dia. Em seguida, inicia-se a Liturgia da Palavra, onde no Evangelho, teremos a proclamação da Paixão de Jesus Cristo (Jo 18,1-19,42). A Igreja se curva sobre o mistério da Cruz. Com a Oração Universal, a Igreja pede que a fonte de graças que jorra da Cruz possa atingir a todos os que creem e os que não creem. Logo após esse momento, vivenciamos a adoração e glorificação da Cruz. Aqui adoramos a Jesus que foi pregado na cruz. Esse momento ultrapassa aquele madeiro, a prostração e o beijo dado, é feito a Cristo que pregado naquela cruz deu sua vida por nós. É um gesto de gratidão ao seu sacrifício. Não estamos adorando o objeto, ele é um símbolo da entrega de Cristo. Após esse momento somos entronizados à Comunhão Eucarística, com as hóstias consagradas no dia anterior. Neste dia não há benção final e envio. A comunidade é convidada a permanecer com Maria junto ao sepulcro, meditando a Paixão e Morte do Senhor aguardando o momento de se entregar a alegria da Páscoa.

Iniciamos o nosso Sábado lembrando que Jesus está no sepulcro. A manhã deste dia nos convida a ficar em recolhimento. A tarde chega e a noite cai. É hora da Vigília Pascal[2]. A Igreja toda se ilumina pela luz do Filho do Deus Vivo, mergulhada no abismo de tão profundo mistério, aguardamos o momento de cantamos o Aleluia, guardado por 40 dias. Essa celebração nos lembra que somos com Ele ressuscitados para um mundo novo, onde a Eucaristia é lugar de partilha e comunhão verdadeira e de ação.

O tríduo termina com a oração das vésperas do Domingo de Páscoa, que é o Domingo por excelência, onde reafirmamos a Vitória da vida sobre a morte.

Essas celebrações nos lembram que somos chamados a dar testemunho da Morte e Ressurreição de Jesus e a nos comprometer a ser luz para o próximo e assim inauguraremos um novo céu e uma nova terra.

 

“(…) que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei; que dessa mesma maneira tenhais amor uns para com os outros (Jo 13,34).

[1] Leia o artigo de abril de 2017.

2 Leia o artigo de abril de 2015.

 

Michele Amaral

Bacharel em Teologia – PUC-Rio

 
 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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