Espaço Teológico – jul2017

 

São Bento

 

No dia 11 de julho, a Igreja celebra o dia de São Bento. Vamos então conversar um pouco sobre ele. São Bento nasceu por volta do ano 480 na província de Núrsia – Itália. Era de uma família de alta nobreza e com uma sólida formação cristã, mas renunciou aos estudos superiores, escandalizado com a vida imoral que encontrou em Roma. Nesse tempo, na Itália, não existiam ainda mosteiros como no Oriente e na França, então resolveu retirar-se para as montanhas, onde escolheu uma gruta no penhasco inacessível de nome Subiaco, e viveu em meditação e oração durante 3 anos. Aos 40 anos havia adquirido maturidade para seu projeto de vida. Dirigiu-se para Monte Cassino, no Sul de Roma, onde construiu o mosteiro que se tornou o maior centro propulsor da vida beneditina de todos os tempos.

Durante a vida, São Bento curou doentes e enfrentou tiranos. Possuía também o dom da profecia, através do qual anunciava acontecimentos futuros com indiscutível precisão. De sua morte, sabe-se que morreu consciente, pois sabia a hora de sua chamada, tanto que seis dias antes mandou preparar o seu túmulo. Doente e com o corpo abatido pelas severas penitências, dirigiu-se à Celebração Eucarística, comungou, e morreu de pé, sustentado por seus discípulos, no dia 21 de março de 547, aos 67 anos de idade. Mesmo depois de morto ainda realizou, por meio de seus filhos espirituais, uma obra civilizadora e evangelizadora colossal.

O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, Pai da Europa. São Bento servia-se do sinal da cruz para fazer milagres e vencer as tentações. Daí veio o costume muito antigo, de representá-lo com uma cruz na mão.

O objetivo da Regra de São Bento era formar cristãos perfeitos, seguindo os ensinamentos de Jesus. Fatores importantes eram também o equilíbrio e a moderação. Havia uma dosagem na medida entre os horários reservados às atividades espirituais como oração, meditação, estudos, e ao tempo reservado a trabalhos manuais. “Ora et Labora”, ou seja, “Reza e Trabalha”, era o seu lema. O convívio fraterno completava o equilíbrio. Antes de tudo, ele pregava uma vida de sobriedade e humildade, em que o monge chega ao cume das virtudes e da contemplação. Ele dizia que o mosteiro deve ter tudo o que os fortes desejam e os fracos não fujam. São Bento ensina em sua regra como se deve procurar sempre a temperança das ações, às vezes tendo que agir com severidade e às vezes com afeto.

Ele nos alerta para que não falemos muito para não cairmos em erro mais facilmente e ainda não murmuremos, pois isso era sinônimo de crítica ou julgamento e mais ainda os convoca para o silêncio interior e se o barulho externo o atrapalha, evite-o. No cap. 48 de sua regra encontramos o princípio Ora et labora, que deve reger os trabalhos dos monges. Cada monge deve se ocupar com os trabalhos manuais e os trabalhos intelectuais. A regra dispõe os 150 salmos para recitação em uma semana. São Bento permite a mudança da ordem dos Salmos, mas deve ser feito todo saltério intercalado com antífonas e orações, como o Glória e o Pater. Sempre diz que com o trabalho, orações e leituras, todo o tempo do dia está preenchido com Deus e não devia sobrar espaço e tempo para o mal.

Como é próprio da tradição beneditina, os momentos de oração em comum são caracterizados pela celebração da liturgia católica: a recitação do Ofício Divino, ou Liturgia das Horas, e a participação na Santa Missa. O zelo pela oração em comum fez com que os mosteiros fossem conhecidos pela liturgia bem celebrada. A solenidade das celebrações, sua justa sobriedade e a tradicional pontualidade atraem um grande número de pessoas à nossa liturgia, especialmente às Missas de domingo.

 

Oração de São Bento

A cruz sagrada seja a minha luz, Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno. Amém.

 

Michele Amaral

Bacharel em Teologia – PUC Rio 

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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