Espaço Teológico – ago2017

 

SANTA MARIA MADALENA

 

No dia 22 de julho a Igreja celebrou o dia de uma santa que foi da mesma época de Jesus, pois viveu no 1º século. Considerada santa tanto no ocidente como no oriente, ela é Maria Madalena.

 

De onde ela vem?

               Todas as Marias que aparecem nos evangelhos são reconhecidas por suas famílias (Maria mãe de Jesus, Maria de Cléofas, Maria irmã de Marta e de Lázaro) e Maria Madalena? Madalena não é seu sobrenome, como algumas pessoas podem achar. Na verdade, ela vinha de el-mejdel, cidade que ficava a noroeste do Lago da Galileia, seis quilômetros ao norte de Tiberíades perto de Cafarnaum, na Terra Santa.

               El-Mejdel ou Migdal [Magdala] foi um centro de comércio importante em sua época, uma rota internacional. Cidade prospera onde era realizado o comércio de peixe salgado, tecido tingido e diversos produtos agrícolas. Conviviam as culturas judaica e helênicas. Por este apelido sabemos que esta Maria veio de Magdala. No tempo de Jesus, era uma cidade importante. Para se ter uma ideia, tintureiros e pescadores tinham bairros específicos na cidade.

 

O que os evangelhos nos dizem?

               Quando lemos os Evangelhos pode-se dizer que ela sentia um grande amor por Jesus, e deles vemos que Jesus a libertou de sete demônios (Mc 16,9; Lc 8,2). A expressão pode ser entendida tanto como uma possessão diabólica quanto como uma doença do corpo ou do espírito. Ela era também conhecida como a discípula mais dedicada e o assistia com os seus bens (Lc 8,2-3).

               Os Evangelhos sinóticos a mencionam como a primeira de um grupo de mulheres que contemplou, de longe, a crucificação de Jesus (Mc 15, 40-41) e que permaneceu sentada em frente ao sepulcro (Mt 27,61), enquanto sepultavam Jesus (Mc 15,47). Assinalam que, na madrugada do dia depois do sábado, Maria Madalena e outras mulheres voltaram ao sepulcro para ungir o corpo com os perfumes que haviam comprado; é, então, que um anjo lhes comunica que Jesus havia ressuscitado e as encarrega de levarem a notícia aos discípulos (cf. Mc 16, 1-7 e paralelos). São João apresenta os mesmos fatos com pequenas variações, depois do sábado, quando ainda era noite, ela se aproxima do sepulcro, vê a pedra afastada e avisa Pedro, pensando que alguém tivesse roubado o corpo de Jesus (Jo 20,1-2). Voltando ao sepulcro, enquanto chora, encontra-se com Jesus ressuscitado que a encarrega de anunciar aos discípulos a Sua volta ao Pai (Jo 20,11-18). Esta é a sua glória. Por isso, a Tradição, na Igreja Oriental, a chamou de isapóstolos “igual a um apóstolo” e, na Igreja Ocidental, apostola apostolorum “apóstolo dos apóstolos”. Uma tradição do Oriente diz que ela foi enterrada em Éfeso e que suas relíquias foram levadas para Constantinopla no século IX.

 

Quem ela é?

               Há uma confusão sobre a identidades das três mulheres: a pecadora, a mulher que unge os pés de Jesus em Betânia e a irmã de Lázaro. No século VI, Papa São Gregório Magno (540-604), declara que Maria Madalena, Maria de Betânia e a pecadora anônima eram a mesma pessoa.

               A Igreja Ortodoxa, ao contrário, seguindo Orígenes, distingue as três figuras, celebrando três festas diferentes, nomeadamente no segundo domingo após a Páscoa.

               Hoje a Igreja reconhece em Maria Madalena a mulher de quem Jesus expulsou sete demônios, a que serviu e seguiu Jesus nas pregações, a que acompanhou a Paixão e a morte de Jesus e como a primeira testemunha da Ressurreição.

               Em 1978, as denominações de “penitente” e “pecadora” foram retiradas do Breviário Romano. Estigma esse que havia sido acentuado, principalmente, na Contra-Reforma.

               O evangelho proclamado é o de Jo 20,1-2.11-18, onde ela é apresentada como primeira testemunha da Ressurreição e a ela é conferida a missão de anunciar a Boa Nova aos Discípulos, mas no imaginário coletivo, ela permanece sendo a pecadora penitente e arrependida.  Padroeira dos pecadores arrependidos, dos convertidos, das mulheres, das pessoas ridicularizadas por sua piedade, dos boticários, dos cabeleireiros, dos curtumeiros, dos fabricantes de perfumes, dos farmacêuticos, dos fabricantes de luvas, da vida contemplativa e contra a tentação sexual. 

 

A primeira anunciadora da ressurreição de Jesus

               Além de ter sido a primeira testemunha de Jesus ressuscitado, ela foi também a primeira a anunciar o milagre da ressurreição de Jesus. Este primeiro anúncio, chamado Kerigma, tão prezado pelos Apóstolos, foi, antes de tudo, feito por uma mulher, em contraponto à mentalidade machista da época. A Tradição Cristã também atesta que Santa Maria Madalena foi uma grande anunciadora do Evangelho depois de Pentecostes. Seu exemplo é maravilhoso. Ela foi discípula de Jesus e, depois, evangelizadora. Por tudo isso, Santa Maria Madalena é grande e seu exemplo deve ser seguido por todos nós.

 

Evangelho de Maria Madalena

               O chamado Evangelho de Maria,  é atribuído a Maria Madalena. Esse livro é considerado um apócrifo, de origem gnóstica, onde ela aparece como portadora de conhecimento (gnose). Ele nos traz uma interpretação  diferente de quem teria sido Maria de Madalena. Segundo este evangelho, ela teria sido uma discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros discípulos, sendo por isso questionada por Pedro e André. Ela surge ali como confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais.

               Alguns escritores contemporâneos, principalmente Margaret George, Henry Lincoln, Michael Baigent e Richard Leigh, autores do livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (1982), e Dan Brown autor do romance O Código da Vinci (2003), se utilizando desse evangelho, narraram Maria Madalena como uma apóstola, mulher de Cristo que teve com ele, inclusive, filhos.  Evidentemente tratam-se de obras de ficção e não retratam a história de Jesus, nem da Igreja.

 

Oração a Santa Maria Madalena

Santa Maria Madalena, o Deus Todo Poderoso, cujo Filho vos purificou de corpo e alma, fostes chamada para ser testemunha da Sua ressurreição. Misericordiosamente vos foi concedida a graça de serdes purificada de todas as enfermidades físicas e morais. Fazei com que também eu, pobre pecador, conheça o poder da vida infinita. Trazei até mim a bênção do Espírito Santo que vive e reina, o poder do Deus único e de Seu Filho Jesus Cristo. Agora, e para sempre. Amem.

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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