Espaço Teológico – A Bíblia e sua Leitura Orante

Michele Amaral – Bacharel em Teologia (PUC-Rio)

Jonas Ferreira – Mestre em Teologia (PUC Rio)

Como todos sabem, setembro é o mês da Bíblia. Desde 1985 a Igreja no Brasil celebra este mês como um tempo destinado ao estudo e a reflexão da Palavra de Deus. A Igreja deseja que este tempo seja marcado pelo entusiasmo da comunidade em celebrar a Palavra, que é fonte de vida e comunhão com Deus.

As Escrituras devem ser para o cristão uma fonte de inspiração para a vida em Cristo. São Jerônimo nos lembra que “Ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”. Portanto é preciso que descubramos a preciosidade escondida nas Sagradas Escrituras, fazendo dela a lâmpada que guia os nossos passos.

A leitura desse Livro não deve ser feita de forma corriqueira, como se estivéssemos lendo um documento antigo, ou uma revista ou então uma obra de ficção, pois por meio dela é que entramos em diálogo com Deus, um diálogo que nos conduz a uma intimidade.

Em nossa leitura e estudo da Palavra, precisamos, porém, estar atentos para não fazermos uma leitura fundamentalista Bíblia. Como podemos ler na Segunda Carta de São Pedro, capítulo 1,20: “Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal”.

Para uma leitura frutuosa da Palavra de Deus podemos adotar um método antiquíssimo chamado “Lectio Divina”, ou seja, a Leitura Orante da Palavra. Este método sempre fora ensinado pela Igreja para os fiéis que desejam se aprofundar de maneira mais eficaz na meditação da Palavra de Deus, “quando promovida eficazmente a Lectio Divina traz à Igreja – estou convencido – uma nova primavera espiritual” (Bento XVI).

Existem duas dinâmicas na Oração da Lectio Divina e quatro fases que a compõem. As duas dinâmicas consistem em dois movimentos: um descendente que é quando Deus nos fala por meio da leitura da Palavra e outro ascendente que ocorre quando elevamos a Deus a oração que brota do nosso coração por meio da Leitura Orante.

Num grupo de pessoas, a Lectio Divina tem o seguinte procedimento: o dirigente do grupo lê um trecho previamente escolhido.  Ao pedir que alguém do grupo leia o trecho escolhido, ele solicita alguns minutos de silêncio para que todos possam meditar e fazer suas próprias análises. A palavra fica livre para quem quiser se manifestar sobre o que foi extraído do trecho lido. No final, o dirigente fala ou lê suas próprias reflexões.

Vejamos a seguir as quatro fases para a realização da Lectio Divina:

1ª Fase: Leitura – Esta primeira fase consiste na leitura do texto bíblico. Com a leitura deve ser seguida da pergunta: O que o texto bíblico diz em si? Este momento é essencial porque é nele em que Deus nos dirige a sua Palavra. É o momento da escuta orante da Palavra.

2ª Fase: Meditação – Surge nesta segunda fase o questionamento: O que o texto Bíblico diz para nós? É o momento da aplicação do texto à nossa realidade de vida. Nesta etapa, cada um, de modo pessoal, mas também como realidade comunitária, deve deixar-se sensibilizar pela Palavra de Deus que nos é dirigida de maneira atual.

3ª Fase: Oração – A terceira fase é seguida da pergunta: que dizemos ao Senhor em resposta a sua Palavra? O nosso diálogo com Deus se segue com a oração enquanto pedido, intercessão, ação de graças, e louvor. A oração é um modo com o qual a Palavra nos transforma.

4ª Fase: Contemplação – A última fase da lectio divina é a contemplação, durante a qual assumimos o olhar de Deus sobre a realidade e interrogamo-nos: qual é a conversão da mente, do coração e da vida que o Senhor nos pede? Na contemplação a Palavra de Deus aparece como critério de discernimento, pois ela é “viva, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes, penetra até dividir a alma e o corpo, as junturas e as medulas e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).

Convém recordar ainda que a Lectio Divina não se conclui, enquanto não chegar a sua principal finalidade que é a ação, que impulsiona o fiel a doar-se aos outros na caridade.

 

Que o mês da Bíblia nos faça penetrar neste grande mar que é a Palavra de Deus. Que os nossos passos na meditação da Palavra de Deus possam encontrar na Virgem Maria, o modelo para o acolhimento dócil e eficaz de tal Palavra. Que a sua semelhança possamos conservar e meditar sempre em nosso coração a Palavra do Senhor.

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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