Entrevista Pastoral – Janeiro 2017

 

CONGREGAÇÃO MARIANA

 

O Ano de 2017 foi escolhido pela CNBB para ser o Ano Nacional Mariano, celebrado do dia 12 de outubro de 2016 a 12 de outubro de 2017, em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, nas águas do Rio Paraíba do Sul. A CNBB considera a celebração dos 300 anos “uma grande ação de graças” e recorda que todas as dioceses do país se preparam, desde 2014, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora, que percorre cidades e periferias.  Em meio a este momento tão especial nós não poderíamos deixar de falar das Congregações Marianas. Por isso conversamos com a Dirigente Espiritual da Congregação da Paróquia Nossa Senhora do Loreto, Irmã Evangelina de Cristo Rei, que nos falou sobre o maravilhoso trabalho apostólico realizado na Congregação das Irmãs de Belém e a importância da espiritualidade mariana para a nossa santa igreja. Aproveitamos para deixar aqui um convite especial, para que toda a comunidade volte o seu coração para a caminhada com Nossa Senhora, participando intensamente deste ano mariano.

“Pelo dom e missão da maternidade divina, que a une a seu Filho Redentor, e pelas suas singulares graças e funções, está também a Virgem intimamente ligada, à Igreja: a Mãe de Deus é o tipo e a figura da Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo” (S. Ambrosio-2)

 

1 – Irmã, fale-nos um pouco sobre a origem da Congregações Marianas? 

As Congregações Marianas surgiram em 1563 em Roma, por iniciativa do Jesuíta, Padre Jean Leunnis, como uma associação de jovens estudantes do Colégio Romano que procuravam, através de uma devoção especial à Virgem Maria, viver uma vida cristã mais fervorosa e dedicar-se ao trabalho apostólico. Outras associações, com a mesma nota característica foram, a exemplo da primeira, criada em vários colégios dos Jesuítas na Europa, América e Ásia e receberam o nome de Congregações Marianas (CC.MM). Em 1584, o Papa Gregório XIII aprovou a nova associação e confiou aos Padres Jesuítas, dando erecção canónica à Congregação do Colégio Romano (Prima Primaria), a qual, as demais passaram a ser agregadas. Assim as CC.MM, passaram a ser a pioneira associação religiosa de leigos erigida pela Igreja e a partir dela muitas outras surgiram na vida eclesial. As CC.MM, existem no Brasil desde de 1583, quando a primeira foi fundada no Colégio dos Jesuítas na Colônia, até 1759. Mas, somente a partir de 1935, o Brasil passou a ser o líder mundial no crescimento das CC.MM.

 

Pe. Júlio, Assistente Eclesiástico da Federação Mariana no RJ, Sr. José Epiphanio Matheus Congregado Mariano do Loreto, Ir. Evangelina, Assistente Espiritual dos CM do Loreto, Paulo Dias e Júlio Cesar (Coordenadores da Federação Mariana no RJ).

 

 2 – Qual o propósito e atribuições da Congregação para a Igreja?

O trabalho apostólico das Congregações Marianas não possui uma especificação ou campo próprio de atuação, mas deve estar aberto a tudo que delas exigir a variedade dos desafios que forem encontrados na multiforme realidade humana, cultural e social do meio em que vivem. Este trabalho deve ser realizado na Igreja e pela Igreja, com “um sentido de Diocese, da qual a Paróquia é uma célula, sempre prontos, à voz de seu Pastor, a unir as forças às iniciativas diocesanas. Mas, para responder às necessidades das cidades e regiões do campo, não confinem sua ação aos limites da Paróquia ou mesmo da Diocese, mas a estendam a um âmbito inter paroquial, interdiocesano, nacional e internacional” (AA, 10), sem buscar “o interesse de qualquer causa particular, mas sempre o bem comum da Igreja”(BS,12). 

                Em sua participação no apostolado realizado, quer no âmbito da Diocese, quer nos meios especializados ou em setores pastorais específicos, quer, sobretudo, no seio da comunidade paroquial, tenham os Congregados Marianos um profundo sentido de comunhão eclesial, aceitando a multiplicidade e complementariedade dos ministérios e carismas, as exigências das realidades concretas a serem evangelizadas, e se convençam de que sua ação, como fiéis leigos, “dentro das comunidades da Igreja, é tão necessária que, sem ela, o próprio apostolado dos Pastores não pode conseguir, na maior parte das vezes, todo seu efeito” (AA, 10). Neste sentido, a ação apostólica dos Congregados Marianos nunca pode perder a característica própria do fiel leigo, sem se “clericalizar” (CL, 23), mas agindo conforme a vocação do fiel leigo no Corpo de Cristo. “A eles cabe, de maneira especial, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente ligados, que elas continuamente procedam e cresçam segundo Cristo, para o louvor do Criador e Redentor” (LG, 31).

 

3 – Atualmente quantas pessoas integram a Congregação e como funciona esse movimento em nossa paróquia?  

Em nossa Paróquia temos um grupo pequeno formando por doze participantes, todos bem atuantes e perseverantes na caminhada com Nossa Senhora. Não temos ainda como nas demais Paróquias do Rio de Janeiro a Juventude Mariana e os Marianinhos. Através do relato do Congregado Mariano Sr. José Epiphanio Matheus, podemos conhecer um pouco mais deste movimento em nossa Paróquia:

Em 1946 vim para o Rio de Janeiro e então conheci a Paróquia de N.S. de Loreto onde até hoje sou paroquiano. Fui sempre admirador da Congregação Mariana que na época era só de homens solteiros, tendo ao lado a Pia União da Filhas de Maria que era das mulheres solteiras seguidoras do mesmo regulamento ou estatuto da Congregação. Eu me sentia em um cantinho do céu ao ver aquele verdadeiro exército, tanto masculino quanto feminino, com a linda e significativa fita azul que jamais me achei digno de usar. Era verdadeiramente comovente a despedida, tanto do congregado, quanto da filha de Maria, que para contrair matrimonio deveria entregar a fita. Normalmente quase que automático passava a pertencer ao apostolado da oração. Se não me falha a memória, pela década de 1960, os dois grupos se tornaram um só: Congregação Mariana, incluindo ainda homens e mulheres casados. Não me atrevo a dizer se foi melhor ou pior; sei, porém que praticamente desapareceu o glorioso exército de fita azul, ficando apenas um casal: Sr. Antônio e Dona Argentina, que lutaram para conquistar novos adeptos para a Congregação. Em 1981, reformado da vida militar e influenciado por minha querida esposa, que já pertencia ao movimento, aceitei o convite e me tornei congregado. Sentindo a necessidade de uma assistência religiosa, recorri as irmãs de Belém e então tivemos a feliz atenção de Madre Maria Helena Cavalcanti, que com amor maternal nos deu como assistente a piedosa Irmã Evangelina que com grande simplicidade e eloquência vem nos orientando e assistindo na caminhada.  Gostaria muito de ver crescer o nosso grupo até que se tornasse semelhante ao de outrora, porém com a idade avançada (85 anos), resta-me procurar ser fiel ao compromisso que assumi com Nossa Senhora para que na hora oportuna, Ela me receba no céu e me ajude a deixar na terra exemplo que possa ser seguido por quem me conheceu.

Nós possuímos a mesma aspiração do Sr. José Ephifanio, de ver o nosso exército azul e branco crescer dentro da espiritualidade mariana.

Em nossa Paróquia temos um grupo pequeno formando por doze participantes, todos bem atuantes e perseverantes na caminhada com Nossa Senhora.

 

4 – Está sendo preparado alguma celebração especial em função deste Ano?                

O Ano Nacional Mariano está sendo preparado com intensas orações, retiros e formações, entre outras atividades. A escala de adoração na Igreja de Sant’Ana, já agendou as datas anuais das demais congregações. Nosso dia será 04 de março, juntamente com Vila Valqueire e Piedade. Jornada Mariana, no dia 02/07 – Paróquia Coração Eucarístico. Foi agendada também a escala da imagem missionária de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Paróquia receberá a imagem no dia 16/07/2017.

 

5 – O que é preciso para ser um Congregado Mariano?       

Para ser um Congregado Mariano, é necessário escutar a voz da Virgem Maria, que diz: Fazei tudo o que Ele vos disser (Jo 2,5). Entre outras: A busca da santidade, a vivência da oração, a Eucaristia dominical, o sacramento da reconciliação, o primado da graça (haver dentro das congregações marianas espaço para a oração pessoal e comunitária que é um princípio essencial da visão cristã de vida), escuta da Palavra, anúncio da Palavra, buscar a espiritualidade de comunhão, respeitar as variedades de vocações, trabalhar pelo empenho ecumênico e abrir-se à caridade fraterna.

 

6 – De que forma a comunidade pode participar e ajudar?

 A comunidade pode ajudar e participar numa comunhão recíproca das atividades que os congregados e demais movimentos estarão realizando neste Ano Mariano.

A vida de comunhão eclesial torna-se um sinal para o mundo e uma força de atração que leva a fé em Cristo. Dessa maneira a própria comunhão abre-se para a missão e se converte, ela própria, em missão (CL,31). Para se edificar solidamente a Casa Comum, é preciso, além do mais, depor todo espírito de antagonismo e de disputa, e a competição se faça, antes, na estima mútua (Rm 12,10), na reciproca manifestação de afeto e na vontade de colaboração, com a paciência, a abertura de visão, a disponibilidade para o sacrifício, que isso, por vezes, pode comportar. (Ibid.).

É igualmente importante um relacionamento fraterno e a colaboração dos Congregados Marianos com os demais movimentos da Igreja, cuja espiritualidade, pode, também, enriquecer a vida interior do Congregado Mariano.

Convidamos todos os que ainda não estão inseridos em alguma pastoral para conhecer melhor o nosso trabalho na construção do Reino pelas mãos de Maria.

Salve Maria!

 

Entrevista: Luciana Magalhães

Fonte: Regra de Vida da Congregação Mariana / Manual Devocionário do Congregado Mariano/’Carta do Sr. José Ephifanio Matheus e Escritos de Madre Maria Helena Cavalcanti. Radio Vaticano.

               

Abaixo, a bela canção, composta por nossa Mãe Fundadora.

 

Hino a Nossa Senhora Aparecida (Letra e Música de Madre Maria Helena Cavalcanti)

A benção, ó Mãe de Deus

Ó Senhora Aparecida

Vós sois a Rainha da Paz.

Padroeira tão querida

Que por nós sempre velais.

 

A benção, Mãe de Jesus

Vosso Filho procuramos.

Caminho, Verdade e Luz

É só n’Ele que encontramos

A vitória pela Cruz.

A benção, Mãe do Senhor

O Evangelho proclamamos

Com fé. Esperança e amor

Nas cidades e nos campos

Semeamos com ardor.

 

Ó Mãe, pede ao Salvador

Missionários corajosos

Que levem com fé e amor

Aos irmãos tão numerosos

As palavras do Senhor.

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HISTÓRICO DA PARÓQUIA

quem_somosPrezado leitor, querido paroquiano.

Sim. Agora podemos dizer que Nossa Senhora de Loreto é Patrona do nosso povo de Jacarepaguá há mais de 350 anos.

Quando o P. Manoel de Araujo veio de Lisboa, trouxe esta imagem e, tendo conseguido alguns favores por intercessão da Virgem, lhe dedicou um santuário. Conta o Frei Agostinho de Santa Maria no seu livro “Santuário Mariano e história das imagens milagrosas de Nossa Senhora” de 1723:

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HISTÓRICO DO SANTUÁRIO

hist_santuarioO Brasil, em colonização pelos portugueses, saía do Ciclo do Pau Brasil e ingressava no do Açúcar. Desenvolvia-se em terras litorâneas a construção de engenhos e fazia-se presente atividade febril nos meses de moagem da cana e fabrico de açúcar.

As terras de Jacarepaguá eram consideradas extremamente férteis e a região onde seria construída a Igreja do Loreto era denominada Planície dos Onze Engenhos...

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CEPAR

CeparO CEPAR (Centro de Estudos paroquial Nossa senhora de Loreto), inaugurado em Maio de 2000, uma área construída de cerca de 3000 m2, um complexo com 15 salas de aula cada uma com 30 lugares, um plenário para cerca de 120 participantes, um salão para festas e eventos abrigando 50 mesas redondas de 6 lugares, sem prejuízo da pista de dança e a varanda que circunda o salão pode abrigar 20 mesas redondas de 6 lugares,portanto, cerca de 420 pessoas podem desfrutar dos eventos no salão...

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HISTÓRICO DE NOSSA SENHORA DE LORETO

Historico N. Sra. LoretoNossa Senhora de Loreto

A ditosa casa de Nazaré, onde, após a saudação do Anjo à futura Mãe de Deus, o Verbo se fez Carne, foi transportada, segundo a tradição, para a cidade de Loreto, na Itália.

A Santa Casa de Loreto foi o primeiro santuário de porte internacional dedicado à Santíssima Virgem tendo sido, durante muitos séculos, o verdadeiro centro Mariano da Cristandade....

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